“Enxurrada” de debates

Helio Fernandes

Com a competência e lucidamente, como sempre, Carlos Chagas, ontem, aqui mesmo chamou atenção para o encontro dos candidatos. No primeiro turno foi o que vimos. Agora, além do “gratuito” do rádio e televisão, já estão marcados “cinco debates” para o segundo turno.

Visível exagero, desinteresse do público, receio ou incompetência dos debatedores (?), nenhuma contribuição deles, ausência completa de esclarecimento, resultado: falta de audiência.

Se Dilma e Serra não disseram coisa alguma numa campanha cansativa e demorada, porque iriam dizer agora? Na verdade, o tipo ou formato e o intuito das campanhas é o de esconder e não o de esclarecer.

Essa forma de debate começou em1960 nos EUA, na eleição Kennedy-Nixon. A televisão já estava “inventada” antes da guerra, mas só começou a se transformar em realidade, depois, bem depois. Foi apenas UM DEBATE, transmitido por todas as emissoras que quisessem.

O local da transmissão não tinha a menor disputa, CBS, ABC, NBC (ainda não existia a CNN), mantinham seu público, que assistia do início ao fim, durou apenas 1 hora. Votaram 60 milhões de eleitores, (não obrigatórios), Kennedy venceu por 120 mil votos, 0,2 por cento do total, ou seja, UM QUINTO DE 1 POR CENTO. Por que tantos debates aqui, se os candidatos não têm convicções nem mesmo para um debate?

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