“O vice sou eu”

Rodrigo Maia, que estimulou e aumentou a crise do PSDB, não tem coragem de definir a questão, mas o título destas notas representa sua conclusão. E relaciona as condições que os outros não têm, segundo sua apreciação.

1 – Presidente do DEM. 2 – Filho de Cesar Maia, ninguém pode ser, nem agora nem no futuro. 3 – Comandando os eventos do governo do pai, a vice é mais um evento. 4 – Está dando grande demonstração de grandeza. 5 – Como Serra não ganhará mesmo, deixará a vida pública bem moço, ao mesmo tempo que o pai perde para o Senado.

Dilma na TV: 35%
a mais do que Serra

Basta somar o tempo dos partidos coligados, o total é esse mesmo. Mas tempo a mais não significa vantagem, desde que o tempo não seja bem usado.

Idem, idem, se o tempo na televisão fosse maior para Serra. Em matéria de desperdício, Serra e Dilma se equivalem.

Televisão na televisão
para presidenciáveis

Esse tempo pago pelo cidadão (o horário de rádio e televisão é pago, e muito bem pago), não devia existir. Mas já que existe, deveria ser usado exclusivamente pelos candidatos a presidente, que é a eleição maior.

Os partidos que não lançassem candidatos a presidente, não teriam tempo. Se tivessem candidatos, o-b-r-i-g-a-t-o-r-i-a-m-e-n-t-e, poderiam repassar tempo para os candidatos a outros cargos. Mas quem vai modificar as coisas? As cúpulas partidárias, que preferem como está? Que República.

Declaração de Serra
sobre o seu vice

“Meu vice tem que passar pelo crivo dos partidos, o que inclui o PTB”. Certíssimo. O presidente do PTB é Roberto Jefferson, um dos políticos brasileiros mais competentes (a palavra exata é essa, competência não inclui ética). E foi ele quem anunciou o nome de Álvaro Dias para vice. Só o próprio Serra poderia ter dito a ele.

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