Reflexões sobre uma alternativa para tirar o Brasil da crise

https://dpontod.files.wordpress.com/2011/11/odalci.jpgFlávio José Bortolotto

O grande e experiente jornalista Pedro do Coutto centra fogo nas consequências econômicas nocivas do ajuste fiscal, porque acabam pagando o maior preço os mais fracos e, principalmente, os que perderam/vão perder o emprego. É urgente uma alternativa para estes brasileiros, e pode ser encontrada.

Esgotado o ciclo de 12 anos da expansão keynesiana da demanda (aumento real de salário mínimo; expansão do crédito e gastos do governo), agora é preciso arrumar a casa com uma política econômica pelo lado da oferta, para em dois anos preparar as bases para novo ciclo de crescimento, de novo com base na demanda.

A economia tem que caminhar com as duas pernas e não aos pulos como um saci pererê, só com a perna da demanda. O problema é que quando se troca de perna como se está fazendo agora, “antes de melhorar, ainda piora” por dois anos. Nesse período crítico, a capitã do navio, teria que explicar bem ao povo o que está acontecendo, o porquê disso, e que depois da tempestade virão dias maravilhosos onde se atingirá pleno emprego (desemprego de 3,5%) e “todos vão ganhar dinheiro”.

ANIMAR O POVO

Mesmo na tempestade do ajuste fiscal, é preciso animar o povo do navio Brasil. Para enfrentar o crescente desemprego que o ajuste fiscal implica, criar um novo programa de desfavelização tipo o programa cingapura, financiado pelo “melhor imposto que se pudesse criar, só sobre ganhos financeiros”. Agora também é hora de ativar o máximo possível o “Minha Casa Minha Vida”, o PAC etc. Uma boa ração de Rum para enfrentarmos a tempestade.

Além disso, enfatizar que agora o maior motor de crescimento serão as exportações líquidas Vendemos ao exterior, em 2014, US$ 226 bilhões. Vamos lançar o desafio de US$ 275 bilhões para 2015. Rompemos praticamente a barreira de 200 milhões de toneladas de grãos em 2014. Então, lançar o desafio de 230 milhões de toneladas para 2015. Mesma coisa com as carnes (proteína animal), laticínios e frutas. A China diminuiu sua demanda por commodities, mas à medida que enriquece, vai importar mais proteína animal, e com o resto do mundo, a mesma coisa.

E A INDÚSTRIA?

A nossa indústria, a Embraer, o aço, o alumínio, o papel e celulose, a indústria química, as borrachas, fármacos, etc., etc., tudo tem que ser energizado para exportar mais. Somando as exportações, é possível chegar a US$ 275 bilhões em 2015.

Gostemos ou não do governo Lula/José Alencar, que tiveram a sorte de pegar boa conjuntura internacional, temos que reconhecer que eles tinham ideias. Começaram com o fome zero, acabado o problema da fome, partiu-se para o Proálcool-Biodiesel, mas o programa deu para trás, atingido pelo baixo preço artificial da gasolina. E descobriram um filão melhor ainda, explorar os imensos campos de petróleo do Pré-Sal, que vão do Nordeste ao Sul da Ilha de Santa Catarina, e transformar o Brasil em uma nova Arábia Saudita inundando o mundo carente de petróleo/gás, agora já não importando que ele “polua um pouco”, afinal o negócio é mesmo, gasolina barata na bomba.

O governo Dilma/Temer tem que se inspirar nisso. A meu ver, a hora é de ativar nosso motor exportador, inundar o mundo de comidas (grãos, café, açúcar, frutas, a maravilhosa proteína animal, laticínios, produtos industriais gerais e serviços. Vamos matar a fome do mundo.

31 thoughts on “Reflexões sobre uma alternativa para tirar o Brasil da crise

  1. Flávio,
    Uma boa análise. Mas para ativar o motor exportador temos que cuidar de duas frentes: para produtos em geral, remover os obstáculos da má infraestrutura logística, que inclui estradas, ferrovias e portos, o que exige investimentos bem feitos. E para os produtos industriais, de maior valor agregado, investir, além disso, na capacitação dos trabalhadores (leia-se, consertar nosso péssimo sistema educacional) para obter uma maior produtividade e atingir custos competitivos. E, de um modo geral, reduzir a burocracia que emperra tudo e aumenta custos.
    Por onde começamos?

  2. Oi Flávio, tudo bem? Concordo com você em relação ao fato de que as exportações são a saída para sairmos da recessão. Para isso, porém, talvez seja necessário desvalorizar um pouco mais a taxa de câmbio, o que pode ter repercussões na inflação, num momento em que a nossa estabilidade monetária está um pouco comprometida. Como dizia Delfim Netto no anos 70, “Exportar é o que importa”. Entretanto, o ajuste fiscal é imprescindível, para que o País não acabe como a Grécia, meu maior temor. Mesmo com uma dívida bruta que não vai ser resolvida pelo superávit primário, a obtenção deste último é essencial para influenciar positivamente as expectativas dos nossos credores investidores de modo que o Governo brasileiro consiga continuar se financiando. O que está errado é a maior parte do ajuste fiscal recair sobre trabalhadores e pensionistas. Tinha que ser instituído o imposto sobre grandes fortunas, para cumprir o art. 11 da LRF, tinha que haver tributação sore os dividendos e ganhos de capital, IPVA sobre barcos e aviões. etc Agora, a verdade é que o Executivo está tentando consertar os estragos, e o Congresso está solapando a ação saneadora do ajuste fiscal, aprovando reajustes excessivos para o Judiciário e inviabilizando a Previdência, estendendo a regra de reajuste do salário mínimo para todas as aposentadorias do INSS. Assim, vamos perder o grau de investimento e a situação que já é ruim, ficará muito pior, infelizmente.

  3. Caro Flávio, qual tua sugestão prática para ativar as exportações? A sugestão de desvalorização do câmbio do Alverga eh um tiro no pé, só ganham os exportadores, além do mais todo o custo de produção agrícola eh em dólares. Vamos seguir dependendo de produtos primários até quando? Quando teremos reais investimentos em pesquisa e desburocratização? Outros pontos: falaste da indústria tb, mas o que seria “energizá-la”? Mais uma eleição dos campeões nacionais via Bndes, favorecendo produtos e processos caros? Nestes últimos 20 anos quando realmente deveriam ter feito um avanço no desenvolvimento tecnológico do setor produtivo, preferiram novamente os programas populistas de bolsas sem critérios e dinheiro para Nicolelis da vida. E depois entrarmos em mais um política keynesiana intervencionista que nunca se sustenta? Não eh repetir o que se faz neste país há mais de 100 anos? Todo este período de país do futuro que nunca chegou? Sds.

  4. Concordo com o Bortolotto porem em primeiro lugar é necessário retirar este governo que ai esta, pra acabar com a letargia existente no Brasil de hoje,só assim daremos uma arrancada pra sair da crise.

  5. Estimados Leitores, ultimamente tenho ficado desanimado de comentar. Há uma semana atrás, pouco mais, passamos por uma crise de “agressões verbais”, que redundaram no afastamento, espero que provisório, de grandes Colegas. O grande Valor desse Jornal Virtual: TRIBUNA DA INTERNET onLine, a meu ver, além das Análises do incansável Editor/Moderador Sr. CARLOS NEWTON, da escrita dos grandes Jornalistas Sr. PEDRO DO COUTTO, Sr. CARLOS CHAGAS, Dr. JORGE BÉJA, Prof. Dr. L. BOFF, Sr. M. SANTAYANA, Sr. PERCIVAL PUGGINA, Sr. S. NERY, etc, é o DEBATE das ideias suscitadas por um Artigo. Um bom DEBATE, contra ou a favor de uma ideia, explicando ” O PORQUE”?, é que devemos nos esforçar para fazer.
    O Sr. ANTÔNIO SANTOS AQUINO, dias atrás, disse que o nosso Fórum de Debates sobre Política/Economia não é composto por IRMÃS VESTAIS, mas por Seres Humanos. Que “temos que ter o couro um pouco grosso”, porque as vezes as Paixões afloram. É verdade. Mas não se pode agredir Outros, gratuitamente.
    Todos sabem que eu sou LIBERAL-DEMOCRATA, NACIONAL- DESENVOLVIMENTISTA-KEYNESIANO INTERVENCIONISTA, que dá prioridade para a INICIATIVA PRIVADA com Matriz no Brasil. CAPITALISMO com MERCADOS BEM REGULADOS. Oriundo da UDN, corrente CARLOS LACERDA. O Sr. ANTÔNIO SANTOS AQUINO ( TRABALHISTA), já me chamou de “Elitista”, o que eu não sou, porque sou a favor do Voto Distrital Puro, e eu o chamei de “Anti-Mercado” porque ele foi a favor de certos Tabelamentos de Preços. Ele pode até me chamar de “BURRO” me explicando o PORQUE, que não me ofendo. Aliás em mais de 6 anos de TI onLine, já devo ter escrito algumas BURRICES mesmo. Enfim, nós nos entendemos e nos Respeitamos, o que não pode é a agressão gratuita, sem explicação. Isso NÃO CONSTRÓI NADA.

    Prezado Sr. DEUSDEDITH LEITE,
    O Brasil é um País Jovem. Nosso POVO só agora está colocando TODAS as suas CRIANÇAS na Escola. Nossos PROFESSORES ainda não são valorizados e remunerados como merecem. Em SABEDORIA, nossa média ainda é baixa, mas está melhorando, e temos grandes BRASILEIROS. O Brasil ainda é um Império a desenvolver, e tem todas as condições “de dar a volta”. Entre nossos +- 220 Milhões ( em População o IBGE sempre erra para menos), temos MUITA GENTE BOA, e podemos vencer a crise, e melhorar ainda muito mais o Padrão de Vida de nosso POVO. Abrs.

    Prezado Sr. Dr. WILSON BAPTISTA JÚNIOR,
    Eu começaria por reduzir a Burocracia que “emperra tudo e aumenta Custos”. Tudo o mais que o senhor escreveu está perfeito. A meu ver o importante é mudar a MENTALIDADE. Valorizar quem PRODUZ e GERA RIQUEZA, e saber, que o GOVERNO, alicerce e garantidor de TUDO, não PRODUZ NADA, só REPASSA. Abrs.

    Prezado Prof. Dr. CARLOS FREDERICO ALVERGA,
    Seu Comentário esclarece muito meu artigo. Também acho que para ativar mesmo nosso Motor Exportador ainda teremos que desvalorizar o Câmbio ( Real X US$ Dollar) em +- 15%, levando o US$ Dollar a +- R$ 3,60.
    Se atingíssemos o equilíbrio com menos , melhor, e lógico, ao longo do tempo necessário.
    A medida que nosso Duplo Deficit ( Fiscal do Gov. Fed, e Balanço de Pagamentos Internacional) fossem diminuindo, nossa Dívida Pública Bruta poderia atingir até 80% do PIB ( hoje está em +- 68% do PIB), depois da retomada deveríamos ir baixando até +- 40% do PIB, e ir aumentando o Investimento Público em Infra-Estrutura.
    A meu ver, passaremos perto, mas não perderemos o grau de Investimento. Abrs.

    • Prezado Flávio,
      Agradeço a cortesia, mas peço-lhe que não me trate por “Dr.”, doutor para mim é título apenas de quem já defendeu tese de doutorado…
      (Permito-me, sem nenhum desrespeito, chamar alguns comentaristas pelos seus nomes de batismo porque acho que já temos esta liberdade em virtude da longa e sempre educada discussão que vários de nós vêm desenvolvendo faz muito tempo como leitores do blog do Carlos, desde os tempos em que era a “Tribuna da Imprensa” do grande Hélio Fernandes).
      A sua observação de que o governo não produz nada, só repassa, que significa que nenhum centavo gasto pelo governo deixa de sair dos bolsos do povo, é uma dessas verdades simples mas fundamentais de que os nossos governantes têm se esquecido, e por se esquecerem disso deixado de agir como nossos prepostos e mandatários para agir como se deles, ou a eles devidos, fossem os nossos recursos.
      Talvez seja por aí que eles deveriam começar…
      Um abraço do
      Wilson

  6. Prezado Sr. CAIO EFROM,
    A meu ver, a questão do Câmbio Ideal para ativar as Exportações e travar as Importações, que implica desvalorização do Câmbio ATÉ CERTO PONTO, não beneficia somente os exportadores, mas a Economia como um todo, uma vez que reduz o Deficit do importante Balanço de Pagamentos Internacional, o que implica em menor dependência do Capital Internacional e baixa dos Juros. O Bom mesmo seria ter um Balanço de Pagamentos superavitário. A exportação de Produtos Primários não é ruim. A Austrália tem uma Economia muito parecida com o Brasil, forte Agri-business, Commodities Minerais, razoável Indústria, e tem uma Renda per-Capita de US$ 67.000/2013, contra US$ 14.000/2013 do Brasil. Tem o 2º maior IDH do Mundo, só atrás da Noruega. Tudo o que a Austrália faz, nós deveríamos, claro adaptando a nossas condições, fazer igual.
    É verdade que ainda somos o “País do Futuro”, mas apesar dos problemas, já se fez muita coisa nos últimos 60 anos. Eu mesmo conheci esse Brasil quase SEM Banheiros, Água Encanada, Esgotos, Estradas, Energia Elétrica, Automóveis, com mais de 60% de ANALFABETISMO, etc,etc. Alguma coisa já se fez. Claro, não discordo da sua Crítica, podemos e devemos FAZER MAIS. Abrs.

    Prezado Sr. SÁTIRO,
    A troca de um Governo, bom mesmo é na URNA. Claro que uma Presidenta DILMA, que nas horas mais difíceis deveria estar ANIMANDO O POVO, injetando OTIMISMO, etc, mesmo levando um pouco de vaia, e em vez disso fica com toda aquela indumentária andando em bicicleta ao redor do Palácio do Planalto, é uma pena. A Presidenta deveria estar aproveitando melhor o tempo. Não que seja errado se exercitar, muito pelo contrário, mas o que Ela deveria estar fazendo mesmo, é LIDERAR. Abrs.

  7. Sr. Bortolotto, desculpe-me pela ignorância, mas seria viável se esse desgoverno trocasse a taxa selic como moderador do consumo pelo IOF?

  8. Caro Flávio.
    Desculpe discordar das suas sugestões. Já aceitei esse caminho que você propõe, mas isso em décadas passadas, pensando que assim agindo, estaria ajudando a colocando o Brasil nos eixos.
    Observo com desalento hoje, que a um custo tremendamente alto colocaram o trem nos trilhos, mas apenas por um determinado período, que se resolveu chamar de ciclos e que eu prefiro chamar de “tempo necessário para que os irresponsáveis descarrilhem o comboio novamente”.

    Sua sugestão, recomendada pelo FMI e grande parte dos economistas liberais, Joaquim Levy inclusive, na minha opinião ataca apenas os efeitos e deixa as causas intactas. Não duvido, que em 2 ou 3 anos estaremos novamente com índices recomendáveis, mas a que custo ? Milhares de empresas privadas falidas, tecnologia perdida, desemprego em altos números (somente nas empresas privadas, pois não podem cobrar tributos e usá-los para manter o pessoal na folha), venda maciça de empresas para os estrangeiros e as que não quebrarem agora, quebram daqui alguns anos, pois quem agora dispõe de crédito, entra em banco e se endivida. À essa taxa de juros, não sobrevivem. Esta é nossa triste e repetitiva história.
    Rompi definitivamente com apoiar essas medidas que estão sendo mais uma vez implementadas. Se fossem as únicas, concordaria. Mas não são.
    A minha proposta e pela qual batalharei numa primeira etapa, encontra-se no link à seguir. Um abraço.

    http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2015/07/207-anos-de-enrolacao-chega.html

  9. Esse articulista é um mestre! Um mestre em defender a seita lulopetista e seus governos da maneira mais disfarçada possível, usando e abusando de números, índices, percentuais, falácias e factóides.

    Ele sabe que a esmagadora maioria dos leitores não vai mesmo correr atrás, pesquisar, analisar, ler… para checar a veracidade de suas desinformações, teorias e projeções.

  10. Caro Bortolotto. Havia escrito uma consideração sobre teu comentário pelo celular, mas infelizmente perdi tudo. Assim que tiver acesso via computador o refaço. Att.

  11. Prezado Sr. PEDRO RIOS,
    A SELIC é a Taxa Básica de Juros que remunera os Títulos do Tesouro da Dívida Pública. Também é a Taxa que os Bancos pagam ao Banco Central quando necessitam emprestar Reservas. A SELIC tem que ser no mínimo INFLAÇÃO + Spread .
    O IOF é Imposto que incide em todas as Operações de Crédito, de Câmbio e Seguros. Tem como objetivo arrecadar ao Tesouro e evitar a Ciranda Financeira, porque quanto maior o Prazo, menor o IOF, geralmente o Governo o fixa para longo Prazo, em ZERO.
    A sua ideia seria boa se o IOF não fosse variável e não incidisse sobre o Câmbio e também Seguros, porque daí poderíamos ter uma SELIC baixa para diminuir o Custo da Dívida Pública, e esfriar a Economia com um alto IOF.
    Seria ainda de ver se com uma SELIC mais baixa se captaria o necessário. É dura a vida do Devedor, até mesmo quando ele é Governo. Abrs.

  12. Prezado Sr. MARTIM BERTO FUCHS, ilustre criador da Teoria ” CAPITALISMO SOCIAL”.
    A minha modesta análise fica embasada dentro de nosso péssimo Sistema Político: Multi-Partidarismo com TODOS os Partidos SUSTENTADOS com o Dinheiro Público e COMISSÕES….. Presidência de Coalizão, Representação por Voto Proporcional, 2º Turno que é quando a coisa fica como o Diabo para NEGOCIAÇÕES, etc,etc. Para mudar esse SISTEMA POLÍTICO tem que haver uma grande mudança de Mentalidade no POVO. Levará no mínimo uma Geração ( +- 30 Anos). Até lá, me parece que o melhor, dentro das circunstância, são as velhas Políticas pelo lado da DEMANDA, e quando estas se esgotam, as pelo lado da OFERTA.
    Minha admiração pelo senhor, que propõe a Mudança do Sistema Político via Teoria de “CAPITALISMO SOCIAL”, mas para o qual, a meu ver o nosso bom POVO ainda não está preparado. Mas alguém tem que ter a coragem de começar, e o senhor Teve. Abrs.

    • Caro Flávio.
      Como assinalei no meu comentário acima,

      “A minha proposta e pela qual batalharei numa primeira etapa, encontra-se no link à seguir. “

      http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2015/07/207-anos-de-enrolacao-chega.html

      e que se baseia em 4 pontos:

      “1. A Lei de Responsabilidade Fiscal determinará que as folhas de pagamento do setor público não poderão ultrapassar 30% da receita líquida, sob pena de cassação do mandato do chefe do Executivo.
      2. Todos os Tribunais de Conta passarão à ter seus Ministros escolhidos por concurso.
      3. Os Ministérios deverão ser no máximo em número de 14, dá mesma formas as Secretarias Estaduais e Municipais.
      4. Todas as empresas estatais terão suas diretorias escolhidos entre profissionais do ramo, sem mais indicações políticas.”

      e que é para ser aplicada com o atual sistema político.

      Capitalismo Social, em sua plenitude, ou, completa mudança de paradigmas, teria sua implantação facilitada se fizéssemos ao menos as correções sugeridas, dentro do atual sistema político.
      O que sugiro nestes 4 pontos, é para enfrentar esta atual crise que os governantes nos colocaram e evitar as próximas que com toda certeza virão. Aliás, a atual é apenas mais uma entre as tantas já havidas.

      O custo econômico e social do que você sugere – mesmas medidas corretivas já tomadas em crises anteriores – é muito elevado e atinge as pessoas erradas e empresas erradas, preservando as principais causas das nossas crises cíclicas e que acontecem menos pelos fatores apontados e mais por sermos um país que simplesmente não faz o dever de casa, pois gastamos (gastos) mais do que arrecadamos e gastamos em despesas perfeitamente dispensáveis. Investimentos, quando feitos, o são com empréstimos.

      Juros. Bancos. Produto, dinheiro. Segue a lei da oferta e procura.
      Nosso governo é o maior tomador deste arredio produto e o busca em primeiro lugar, não para aplicar em investimentos, mas para cobrir despesas desnecessárias, para não dizer criminosas. Sem contar que, por irresponsabilidade, está sempre aplicando calote em alguém (precatórios por exemplo). Aumenta a taxa SELIC, pois os rentistas cobram, além de um rendimento acima da inflação, uma taxa de proteção. Quem paga o pato? As empresas, que numa crise criada pelo governo, são obrigadas à recorrer aos bancos.

      À simples sinalização de que estuda-se a aplicação dos 4 pontos que sugiro acima, e constatando-se que se tornaram um debate sério, o custo do produto dinheiro cai. E começará a cair rapidamente, até níveis civilizados.

      Viagem da Presidente aos EUA. Humilhante em todos sentidos.
      Assisti com dor no coração nossa Presidente passar o “prato” junto aos empresários e investidores estrangeiros, pedindo que comprem mais uma vez as empresas nacionais que vão fechar – e é isto que já está acontecendo – para não aumentar o desemprego no país.
      Claro que para o pedido não parecer tão direto e cretino, açucara-se o palavreado.

  13. Prezada Sra. ÂNGELA MARIA,
    Na Política/Economia temos que optar muitas vezes “pelo menos pior”. A meu ver, de 1994 até 2002, o Governo ITAMAR FRANCO depois continuado pelo Governo FHC, via Plano Real, reduziu a níveis civilizados a INFLAÇÃO e preparou o Brasil para crescer via INVESTIMENTO de Capital Internacional, buscando como Motor principal a Exportação, como estamos também buscando agora. O Mercado Interno ficou SECUNDÁRIO. Alinhamento automático com os EUA, (Política Norte – Sul). Os Capitais não vieram como esperado, o Governo errou muito no Câmbio, especialmente no Governo FHC II, e no geral NÃO DEIXOU SAUDADES, tanto que não ganhou mais Eleição até agora.
    O Governo que se seguiu LULA/JOSÉ ALENCAR I e II, e DIMA/TEMER I, mudaram a estratégia: Deram prioridade para o Mercado Interno, (Valorização do Salário Mínimo, expansão Máxima do Crédito e gastos do Governo), Políticas de Proteção do Mercado Interno, deixando como secundário o Investimento do Capital Internacional. No Plano Externo tentam desenvolver uma Política Sul -Sul. O Brasil cresceu muito mais com essa opção, tanto que ganharam as Eleições.
    Ambos erraram porque mantiveram o Duplo Deficit ( Fiscal do Governo e Balanço de Pagamentos Internacional) o que torna muito dependente nossa Economia do Capital Internacional. Mas o menos errado é a segunda Opção. PT-Base Aliada.
    Quanto aos dados, hoje com o Google, é só Googlar, e o Pessoal Googla. Não dá para chutar muito. Abrs.

  14. Prezada Sra. EMILINHA BORBA,
    Acredito que a Sra. ÂNGELA MARIA se refere a quando eu uso (+-). Eu uso muito o (+-). Gostaria de não usar, mas as Estatísticas não são perfeitas no tempo, e Economia Política é +- 90% Psicologia e só 10% Economia. Quanto as Projeções para o futuro, como +- 2 anos de Recessão antes de voltarmos a crescer novamente, elas são difíceis de acertar antes do Futuro acontecer, mas me parece que não estão muito fora. Muito Obrigado. Abrs.

  15. Que prazer ler um artigo crítico e ao mesmo tempo otimista, chega de pessimismo, de rancor, de derrotismo, o Brasil não vaia acabar, como quer aqueles que perderam as eleições e ainda não se conformaram com a derrota, como o perdedor Aécio Neves.
    Parabéns sr. Bortolotto, e não se incomode com alguns comentários que representam os mais reacionários.

  16. Prezado Sr. GILSON,
    Sendo descendente de Colonos sem Terra Italianos do Vêneto, que emigraram para o BRASIL em 1885, porque em épocas de safras ruins PASSAVAM FOME NA ITÁLIA, Colonias de Caxias do SUL-RS, onde compraram uma Colônia ( +- 30 Hectares), a Preço baixo +- US$ 30, a pagar em 25 anos, e a partir dali felizes de trabalhar para nós mesmos, NUNCA MAIS PASSAMOS FOME, só posso ser otimista com o BRASIL. Na 3º Geração, a minha, já fomos quase todos para a Universidade.
    A meu ver, o nosso maior problema no BRASIL é de ORGANIZAÇÃO. Não sabemos nos ORGANIZAR. Mas a dor ensina a gemer e também aprenderemos a nos ORGANIZAR, principalmente POLITICAMENTE. Abrs.

  17. Caro Bortolotto, retomo meu comentário: Parto mais para o lado do Martim, mas claramente discordando dele quando denomina as atuais e anteriores políticas econômicas como liberais. Elas não tem nada de liberal, nem perto disso. Desde Getúlio Vargas, só tivemos no nosso país políticas nacionalistas, intervencionistas, reguladoras, marxistas e/ou keynesianas com seus derivados Kalecki e agora Mynski. E com influência direta dos Cepalistas. Como o Martim disse, são políticas de ciclos, e eu completo curtos e sempre resultaram em completo fracasso catastrófico para a população. Sempre com um certo alento no início, mas depois desemprego, pobreza e estagflação. Será que 60 anos de “testes” não foram suficientes? Por quanto tempo seguiremos sendo cobaias? Como ainda podemos acreditar que o governo/estado, formado pelos mesmos políticos que execramos diariamente, será iluminado e cheio de boas intenções regulará, intervirá e direcionará a economia em favor do país? A prática já basta para mostrar o que acontece. Uma única exceção bem-sucedida foi o Plano Real, que na verdade só preparou um terreno para o desenvolvimento do país, mas neste exato momento jogamos fora essa oportunidade, regredindo 20 anos nos indicadores econômicos. O desenvolvimento que citaste nestes últimos 60 anos, existiu apesar destas políticas econômicas e foi mínimo, só não teria acontecido se estivéssemos sempre em guerra ou fossemos um país com cataclismas climáticos anuais. Diversos países do mundo desenvolveram-se muito mais em menor tempo, em termos econômicos, sociais, educacionais e tecnológicos adotando, de fato, políticas liberais. Quanto ao câmbio, só moeda forte (não artificialmente) é boa para a população, vide casos da Alemanha, Japão, Suíça. Tornar indústria competitiva desvalorizando a moeda? Só mostra que os custos de produção estão fora da realidade e é a população quem vai pagar a conta. No fim, a indústria acaba não investindo em tecnologia e fica desatualizada, não gera oportunidades de crescimento e fica dependente de tecnologias importadas, como já vimos diversas vezes no Brasil. E para os trabalhadores? O equivalente a US$340 em julho de 2011 do salário mínimo hoje é US$250, como isso pode ser bom para o trabalhador? Concordo contigo que as exportações agrícolas são importantes, e no nosso caso, são a base que tem nos salvado, mas não podem ser a maior parte da matriz exportadora. O caso da Austrália é bem interessante neste aspecto, condições semelhantes as nossas, mas souberam fazer a lição de casa e venceram conceitos econômicos ultrapassados, possuem uma economia diversificada, como disseste, exportação de diversos minerais, produtos agrícolas, mas também máquinas, equipamentos e principalmente tecnologia de ponta, além de um forte turismo. Eles realmente aproveitaram os ventos favoráveis no mercado internacional e aumentaram a capacidade produtiva, bem como a demanda interna está estável, vide a inflação de 2,4% e universidades de lá atraindo pessoas do mundo inteiro. Já aqui um “pouquinho” diferente: problemas de infraestrutura, burocracia excessiva, impostos e custos elevados, baixos níveis de educação e crédito caro, resultam em uma produtividade estagnada há 50 anos (coincidência?), ou seja, um trabalhador australiano produz o equivalente a 4 brasileiros. Enquanto não investirmos em pesquisa, conhecimento e tecnologia, e atuarmos por menos impostos, benefícios a grupos e burocracia, de uma forma real (não só na propaganda), não evoluiremos. E não é só colocar dinheiro, é gestão, sem vícios ideológicos de “campeões nacionais”, dinheiro para amigo do rei, ou paulo freirianismos da vida, é colocar dinheiro onde funciona, de forma racional, não onde é bonito, gera mais voto ou agrada os partido e “intelectuais” da vanguarda do atraso. Como sempre o Brasil é um caldeirão de conceitos comprovadamente ultrapassados e ineficazes, quando não deletérios. Felizmente, uma nova mentalidade está se fortificando rapidamente, com o advento da internet, e abrindo os olhos da população, de que a ideologia econômica dominante no país não funciona na prática, que nossa única alternativa de crescimento são políticas de menos estatismo, menos intervenção, consequentemente menos burocracia, com maior liberdade para empreender. Menos Keynes e mais Mises, Rothbard e Hayek! Um grande abraço Bortolotto.

    • Caio.
      “… para o lado do Martim, mas claramente discordando dele quando denomina as atuais e anteriores políticas econômicas como liberais.”

      Nossas políticas normais tiveram pouco de liberais. A receita do remédio que acabam nos aplicando é que tem as fórmulas do liberalismo, FMI, etc.

  18. Caio parabéns pelo seu comentário, com argumentos inteligentes, embora eu discorde em alguns pontos. Mas veja, desde o Governo Dutra para cá, tivemos alguns momentos na nossa história econômica em que adotamos políticas econômicas liberais e não intervencionistas. Podemos citar o Governo Dutra (46-51), o período de Café Filho (54-55) quando o Ministro da Fazenda foi o ultraliberal Eugênio Gudin, o período JK que, mesmo tendo feito o Plano de Metas, trouxe o capital estrangeiro e as montadoras multinacionais para o Brasil, houve a política econômica estabilizadora do Governo Castello Branco com a dupla Roberto Campos e Bulhões (64-67) e mais o neoliberalismo econômico dos Governos Collor (90-92) e FHC (95-2002), quando houve as megaprivatizações. Veja que não é pouca coisa.

  19. Prezado Sr. CAIO EFROM,
    Obrigado pela gentileza e o TRABALHO de fazeres uma Análise tão bem feita como acima. Lia-a várias vezes. Também concordo com a solução proposta pelo Sr. MARTIM BERTO FUCHS, desenvolvida em “CAPITALISMO SOCIAL”, só que ela implica em mudança do Sistema Político vigente. Em não mudando nosso ruim Sistema Político, me parece que nossas propostas de soluções, dentro de uma Política Econômica Clássica, é o que de melhor podemos ter.
    Depois que a Inglaterra largou na frente e se tornou hegemônica na INDÚSTRIA, a melhor estratégia, a meu ver, para um País atrasado, Agrário Manual, sair da Pobreza e dar bom Padrão de Vida ao seu POVO, é também se INDUSTRIALIZAR, seguindo as ideias expostas pelo grande Economista Alemão, que viveu muito tempo nos EUA, FRIEDRICH LIST, que escreveu o magnífico Livro ” Sistema Nacional de Economia Política” ( 1841 ). Proteção do Mercado Interno, mas com grande concorrência entre as Empresas no Mercado Protegido, buscando sempre aumentar a PRODUTIVIDADE, e MERITOCRACIA como critério para o Banco de Fomento Nacional, no nosso caso BNDES, fornecer Financiamento subsidiado.
    Infelizmente o grande Presidente VARGAS, por motivos Políticos, e também os Governos Autoritários (1964 -1985) que lhe seguiram as pegadas, se descuidaram totalmente da PRODUTIVIDADE e da MERITOCRACIA. Os Governos eleitos de forma Direta pelo POVO, pior ainda.
    Agora, temos que ir buscando depender cada vez menos do Capital Internacional, ter uma Economia mais AUTÔNOMA, e que como o senhor bem diz, dê prioridade a PRODUTIVIDADE e a MERITOCRACIA.
    Muito Obrigado duplamente. Abrs.

  20. Muito bom comentário, Caio.
    Acrescentaria que os países, sem exceção, que souberam tornar suas exportações competitivas, exportando produtos de alto valor agregado, são países que privilegiam a qualidade da educação. Muitos deles com pouquíssimos recursos naturais, se comparados com o Brasil, como o Japão, os países escandinavos e os tigres asiáticos.
    Educação é um investimento a longo prazo; se conseguíssemos consertar em um ano as grandes deficiências do nosso sistema educacional, levaríamos de vinte a trinta anos para colher os frutos na produtividade; e é por isso que me angustia ver cada ano perdido, enquanto ficamos aqui fazendo copas do mundo, olimpíadas, jogando dinheiro fora na ilusão de que elas nos transformarão magicamente num país adiantado e numa meca de turismo.

  21. Caro Alverga: grato pelo elogio, respondendo dos exemplos que citaste: o coitado do Gudin não ficou sete meses no cargo e pegou um período pós suicídio de Vargas, com o posterior “impedimento” de Café Filho, mas foi seu decreto que facilitava investimento estrangeiros que possibilitou a política de metas de JK. Este com seu carisma e habilidade política aproveitou o momento internacional favorável. Mas também considerava que o Estado era o motor do desenvolvimento. Foi em seu governo que vimos crescer o poder das empreiteiras. Seu plano de metas partia de uma idéia correta, identificar os problemas do país, mas errava ao tentar resolvê-los com a mesmo problema que causou o mal, intervenção governamental. O tripé econômico de JK era ” industrialização, intervencionismo pós-crescimento e nacionalismo”. No fim, o intervencionismo mostrou suas garras: aumento dos gastos públicos, desestabilização, inflação, mais impostos, balança comercial desequilibrada, surgimento da Sudene, política dos “campeões nacionais”, qualquer semelhança com hoje não é mera coincidência. Neste período e na era Vargas, Roberto Campos, participou sim e ajudou a elaborar estas políticas, porém, posteriormente abandonou estes conceitos e deixou de ser estatista, sendo um dos mais fortes defensores do liberalismo no Brasil. No período Castelo Branco, mais uma vez autoritarismo (porém em menor escala que seus colegas), nacionalismo, paternalismo e centralismo, não liberalismo. Com grande influência da Escola Superior de Guerra, inclusive Castelo, foi de lá que surgiu a Doutrina de Segurança Nacional que tinha por base uma política nacionalista e expansionista (intervencionista) com um poderoso executivo federal centralizando todas as funções. Já Collor vendeu uma imagem de liberal e até teve algumas medidas mais liberalizantes como o fim da reserva de mercado na informática (20 anos de atraso ao país neste setor) mas o que fez logo que assumiu o governo? Confiscou a poupança. Nada mais autoritário e menos liberal que isso, um verdadeiro crime. Já de FHC, um sociólogo, mentor intelectual da esquerda, que teve a sensatez de perceber que algo de diferente teria que ser feito, e o pouco de liberal que aplicou resultou no mais bem sucedido plano econômico dos últimos 60 anos.
    Caro Bortolotto: primeiramente agradeço as palavras, porém não concordo plenamente com a teoria do Martim, tem muitos pontos que não me agradam. No mais, apesar de discordar saudavelmente de pontos do teu comentário, creio que nos encontros e desencontros de opiniões poderemos chegar a algo bem melhor do que temos no momento e do que já foi tentado, e na minha opinião sincera seria uma política econômica mais liberal e menos intervencionista.
    Caro Wilson: obrigado pelo elogio. Concordo contigo, quando cito investimento no conhecimento, refiro-me a educação, e educação de qualidade muitas vezes é só uma mudança de lógica e de gestão, de maneira mais simplista e direta, menos Paulo Freire. Também me angustio com o tempo perdido. Muito bom que lembraste da Copa e da Olimpíada. Pq? Todos sabem da atual situação da Grécia, mas poucos lembram que uma boa parte da origem dos problemas começou a surgir após sediarem a Olimpíada, e os enormes gastos resultantes, mas nós que somos uma “putência” mundial resolvemos sediar uma Copa e mais uma Olimpíada. Dá-lhe Brasil!
    Grato a todos e saudações.

  22. Stephen Kanitz
    Resposta a Guido Mantega

    Seu artigo “Sobre Intolerâncias” publicada hoje na Folha mostra como um Ministro da Fazenda mal preparado, não consegue nem entender o mal que cometeu a sociedade.

    Quando lhe chamam de ladrão nos restaurantes na frente de sua filha Marina Mantega, estes poucos corajosos nem sabem que a ladroagem foi de R$ 8.000.000.000.000,00.

    Nem você sabe disto.

    Quando mostrei a Lula, na sua frente, da necessidade de resolver o déficit da previdência logo no início de governo, você interrompeu e arruinou a conversa dizendo que não havia sequer déficit da previdência.

    Santa ignorância Prof. Guido Mantega.

    Se você pelo menos tivesse estudado administração e contabilidade, saberia que o déficit era na época de R$ 260 bilhões por ano, financiado por uma dívida.

    Uma dívida para com as novas gerações, os R$ 260 bilhões que os jovens, incluindo a sua filha, estavam contribuindo.

    Mas no seu despreparo, você achava que as despesas de R$ 260 bilhões estava sendo “financiadas” por uma receita, uma receita previdenciária de R$ 260 bilhões, portanto déficit zero.

    Santa ignorância, e você atrapalhou e destruiu minha tentativa de explicação ao Lula, naquela reunião com Antoninho Trevisan.

    Diante da nossa discussão ele decidiu mudar de assunto dizendo

    “Bom, vamos mudar de assunto, mas pelo que o Kanitz está afirmando, ainda bem que já sou aposentado, porque já garanti o meu”

    Lula “garantiu o dele” às custas das receitas de sua própria filha, Marina Mantega , e você nem sabe disto.

    Acontece que a nossa constituição federal é bem clara, Guido.

    “Art. 201. A previdência social será organizada observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.”

    O dinheiro da Marina Mantega deveria ter sido depositado por você num Fundo Financeiro, e as aposentadorias determinadas por cálculos atuarias.

    Nenhum Fundo foi criado por você, por Arminio Fraga, por Pedro Malan, e pior, você sumiu com a contribuição da sua Marina para imediatamente pagar a velha geração, imprevidente, sem nenhum equilíbrio atuarial.

    Os jovens brasileiros são literalmente roubados por economistas como você, em vez dos jovens terem seu dinheiro rendendo juros por 30 anos, e podendo se aposentar com um salário digno.

    Só na sua gestão como Ministro, sumiram R$ 3 trilhões, que você roubou da nova geração, mas só você sabe exatamente o valor.

    E isto é muito mais do que a corrupção da Petrobras, da qual você foi Presidemte do Conselho, cargo que você jamais deveria ter acumulado.

    Você está fora de si quando diz que a população se tornou intolerante com você.

    O Brasil está tolerante demais com economistas despreparados, que não sabem o que é déficit atuarial, que não sabem o que é gestão financeira, que nunca leram o artigo 201 da nossa Constituição.

    Você vai devolver este dinheiro? Sim ou não ?

    Sua filha deveria ter sido a primeira a lhe alertar, como eu lhe alertei na frente do Lula.

    Em vez de me ajudar convencer o sapo barbudo, você atrapalhou e cortou a discussão dizendo que não havia déficit.

    Se eu lhe encontrar num restaurante, eu vou acusa lo de ter desviado r$ 3 trilhões de jovens como a Marina Mantega.

    E de ter desviado R$ 3 trilhões de recursos de investimentos de longo prazo, 30 anos em média.

    E de ter assim elevado os juros a estes niveis estratosféricos.

    E de ter condenado 20 milhões de jovens a uma aposentadoria mínima, tudo pela sua incompetência contábil e financeira.

    Espero que sua filha Marina Mantega seja a primeira a cuspir no seu prato.

    Você tem sorte que o brasileiro é tolerante e ignorante demais em termos de Financas e Atuaria.

    Tenho certeza que o Joaquim Levy está desviando da mesma forma, e ele é economista de Chicago. Por isto você vai escapar.

    Mas eu sei, e a Marina Mantega também.

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