11 de julho, comentário sobre erros e acertos, Holanda e Espanha, incompetência de Portugal, Brasil perdeu para Ricardo Teixeira, Dunga, Organização Globo. Dois estarão em 2014. A Espanha conquista a Copa, mas dessa maneira?

O zero a zero do primeiro tempo, correspondeu à falta de categoria das duas seleções. Todo em câmera lenta, não se justificava qualquer modificação no placar. E por que haveria sensação se não houve durante toda a Copa?

A surpresa foi a violência, principalmente da Holanda, embora a Espanha tivesse revidado algumas vezes num tom maior. O árbitro poderia ter dado mais cartões do que deu, mereciam.

O que comentaristas compenetrados (?) tanto discutiam, futebol de RESULTADOS ou futebol ESPETÁCULO, não existiu. 45 minutos iniciais monótonos, desconfio que o príncipe da Holanda, que olhava muito para a rainha da Espanha, era para pedir desculpas. Constrangido, envergonhado, mas consciente.

(Aos 10 minutos do segundo tempo, a seleção da Holanda tinha 5 jogadores com cartões. Com os 2 da Espanha, muitos começaram a se perguntar; qual a primeira seleção que terá um jogador com o VERMELHO?

20 minutos do segundo, Holanda e Espanha pareciam querer demonstrar; “Não apenas Brasil, Portugal, Coreia do Norte e Costa do Marfim, a falsa “chave da morte”, podem exibir tão decepcionante chatice?”

O relógio vai avançando, os jogadores não. E quando passam do meio do campo, se aproximam da área adversária, perdem lamentavelmente.

(Helio Fernandes, com 20 minutos desse segundo tempo, você ainda quer a vitória da Espanha? Tem que haver um vencedor, mas antes de eu responder, o corvo grita, “nunca mais”).

Aos 33 minutos, os dois treinadores cobrem o rosto com as mãos, envergonhados, mas na verdade devem estar com o mesmo desespero do repórter e igual angústia: “Prorrogação? Ninguém suporta”. Os jogadores se empurram, se abraçam, Hobben é um cracaço nas reclamações. Aos 37 perde o gol da vitória. Casillas tira dos seus pés.

40 minutos, 43, 45 e os descontos, o zero a zero, continua impávido, altivo e altaneiro. O árbitro de futebol, nesse caso, deveria ter o poder dos árbitros de boxe: desclassificar os lutadores por FALTA DE COMBATIVIDADE.

14 minutos do terceiro tempo (prorrogação), Fabregas vai driblando os holandeses, chuta para fora, o treinador da Holanda se esconde. Agora, termina a primeira fase, torço para que o zero a zero permaneça.

Aí, iremos para os pênaltis. Peço a Deus que castigue a todos e a decisão repita o que houve nas quadras de Roland Garros: no quinto set, ficou em 59 a 59, decidiram em 70 a 68, mereciam o castigo.

Heitinga, da Holanda, “brilhante” exibição de violência, leva um cartão retardado. Devia ter sido expulso antes. Xavi não aproveita, joga para fora. Só três holandeses não têm cartão amarelo, qualquer descuido pode ser fatal.

Aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação, todo o time da Espanha participa e Iniesta abre o placar que pode fechar o drama da Holanda. Jogadores da Holanda choram, estão com a razão, o que jogaram merece todas as lágrimas.

Finalmente termina essa tragédia grega em ritmo de comédia sem maior interesse. Mas vale, assim mesmo. A Holanda não merecia chegar à final, e muito menos vencer.

***

PS – O momento mais bonito do jogo de hoje, e de toda a Copa, foi a entrada de Mandela. Não no estádio, mas atravessando todo o campo num carrinho, rindo, ovacionadíssimo, todos reconheciam: é o ESTADISTA do nosso tempo.

PS2 – Os que conseguem ver um pouco mais longe, tentam localizar o futuro da África do Sul, a partir de amanhã. E mais grave ainda; e num dia em que Mandela não estiver mais presente?

PS3 – Com Mandela, os brancos dominam tudo, os negros continuam coadjuvantes, e com a sensação de que são personagens. É difícil acreditar que essa transformação acontecerá.

PS4 – O ridículo e até hilariante: Joseph Blatter, querendo ficar na tribuna de honra, com a rainha da Espanha, o príncipe da Holanda, o presidente da África do Sul. Há 12 anos, Blatter era um burocrata, se julga importante, só porque a Fifa se constitui num Poder paralelo.

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