A asa branca que voou na canção de Beto Guedes e Murilo Antunes

Murilo Antunes, mineiro do Clube da Esquina

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O compositor mineiro Murilo Antunes, em parceria com Beto Guedes, relembra poeticamente a vida de menino no interior, quando uma canção levou a asa branca que ele gostava. A música foi gravada por Beto Guedes no LP Amor de Índio, em 1978, pela EMI-Odeon.

ERA MENINO
Beto Guedes e Murilo Antunes

Te levou
A canção que eu cantarolava
Muito por querer
A canção que eu não conhecia
Te levou

Voou pelo céu azulou
A asa branca
Nem vi se foi pro mar
Na canção que eu cantarolava
Muito por querer
E não atinava em nada
Te perdi

O pôr-do-sol lá no capim
A estrada branca pra seguir

Era menino
Vida inteira na mão
Tendo a vida que eu queria
E relampejou
Coração, minha asa branca
Te perdi

Sumiu la no céu azulou
Fui pela estrada
Nem vi amor passar
Na vereda na lua branca
A te procurar e
Menino eu não sabia
Te perdi

Cantarolei na imensidão
A luz da lua no capim
Era menino
Vida inteira na mão
Tendo a vida que eu queria
E relampejou
Coração, minha asa branca
Te perdi

4 thoughts on “A asa branca que voou na canção de Beto Guedes e Murilo Antunes

  1. Dois mineiros da pesada: Beto Guedes e Murilo Antunes, Ambos do imortal Clube da Esquina de Minas, alias Minas é de uma riqueza artistica que dá gosto. Vale lembrar Sal da Terra de Beto Guedes e Como se a vida fosse música de Murilo Antunes para se ouvir e sair cantando.
    Era menino, como diria Roberto Carlos, recordações e nada mais…”
    A gente, quando criança imagina muitas coisas, até surrealista. Eu imaginava que quem morria ia direto para as nuvens brancas do céu; ficava dentro delas e era inútil a gente querer ver aquele que partiu.
    Caminhando pela estrada da vida, a gente vai deixando muitos risos, choro, nós atados, também momentos que valem ser lembrados.

  2. O amor é o sal da Terra como diz seu autor Beto Quedes, que também canta com sua voz vibrante, Beto é Minas

    O Sal da Terra
    Beto Guedes

    Anda!
    Quero te dizer nenhum segredo
    Falo desse chão, da nossa casa
    Vem que tá na hora de arrumar

    Tempo!
    Quero viver mais duzentos anos
    Quero não ferir meu semelhante
    Nem por isso quero me ferir

    Vamos precisar de todo mundo
    Pra banir do mundo a opressão
    Para construir a vida nova
    Vamos precisar de muito amor
    A felicidade mora ao lado
    E quem não é tolo pode ver

    A paz na Terra, amor
    O pé na terra
    A paz na Terra, amor
    O sal da Terra!

    És o mais bonito dos planetas
    Tão te maltratando por dinheiro
    Tu que és a nave nossa irmã

    Canta!
    Leva tua vida em harmonia
    E nos alimenta com seus frutos
    Tu que és do homem, a maçã

    Vamos precisar de todo mundo
    Um mais um é sempre mais que dois
    Pra melhor juntar as nossas forças
    É só repartir melhor o pão
    Recriar o paraíso agora
    Para merecer quem vem depois

    Deixa nascer, o amor
    Deixa fluir, o amor
    Deixa crescer, o amor
    Deixa viver, o amor
    O sal da terra

  3. Murilo Antunes, outro mineiro de Pedra Azul (cidade que também nos deu, Paulinho Pedra Azul) que fica no Vale do Jequitinhonha onde encontramos também Rubinho do Vale.
    Em Como se a vida fosse música até a dor se transformaria em prazer.

    “Como se fosse o amor mulher
    Como se não importasse lugar de viver
    O meu amor não deserta
    É flecha direta em seu coração

    Ah, um samba-canção
    Um luar de marfim
    Uma dor que não sai
    Que não sai mais da minha canção beleza
    Como se fosse endereço do inquieto sonhar
    A nossa casa enfeitada de azul açucena
    A nos esperar

    Ah, um samba-canção
    Um luar de marfim
    Uma dor que é prazer
    E renasce na minha canção beleza
    Como se fosse esta “noche” a primeira vez
    Como se a vida afinal fosse música

  4. Se minha vida fosse música, seria suave como um bolero; poderia ser uma música clássica que aprendemos a amar com Artur da Távola que dizia que
    “- Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão.”

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