A triangulação ateniana e nada espartana do PSDB, divididos pela ambição. Serra e Alckmin há 16 anos no Poder estadual, não conseguem o Poder nacional. Agora, “assombrados” pelo “jovem” Aécio Neves.

Helio Fernandes

O PSDB, que nunca esteve unido, agora se dividiu inteiramente. Em três grupos. 1 – José Serra, não “desencarnou”, pretende ficar no palco, não se sabe até quando. Mas o grande e visível objetivo, é a terceira candidatura a presidente. Não revela quais os caminhos.

2 – Geraldo Alckmin, desde 1994, direta ou indiretamente no governo de São Paulo. Depois de assumir interinamente como vice de Covas (sempre muito doente), foi eleito a terceira vez, i-n-c-o-n-s-t-i-t-u-c-i-o-n-a-l-m-e-n-t-e. Em relação a Serra, leva a vantagem de 10 anos, que será a mesma em 2014.

3 – Aécio Neves, sempre chamado de “nosso jovem candidato”. Sobre todos os possíveis adversários ou correligionários: acabou de entrar na faixa dos 50 anos. Indecisão para 2014: não tem certeza se prefere enfrentar Lula ou Dilma. Se for Lula, estará com os 87 por cento intactos? Se for Dona Dilma, é porque fez um governo marcante? Só que faltam 4 anos.

Incerteza, insegurança, indecisão dominam os personagens e os partidos. O início do caminho, para todos, é agora. A primeira paralisação (ou baldeação, que palavra?) em 2014. Essa é a data esperada, controvertida, incógnita completa. Mas tem que ser enfrentada por todos, sejam do PSDB ou PT.

(O PMDB, que só quer os dividendos do Poder, tem pavor dos riscos desse Poder. Como a cúpula vai envelhecendo, e eles mesmos têm medo da renovação, não surge ninguém. Casuísmo e cargos criados por intimidação, não criam lideranças.)

Não é possível que o PSDB, há 16 anos no Poder estadual, não consiga se renovar. Os mesmos nomes, sempre, impostos descuidadamente a um cidadão-contribuinte-eleitor, que escolhe da mesma forma descuidada os que vão representá-los?

O PT faz a trajetória inversa mas também eternamente sem renovação ou com nomes que possam significar mudança. Desde 1989, portanto há 21 anos (e começando um período que chegará aos 25 anos), o candidato derrotado ou vitorioso é unicamente Luiz Inacio Lula da Silva. Que só “inventou” um sucessor, quando não dava mais para ele.

Esse caminho do PT acabou vitorioso no plano nacional, mas sem o menor sucesso em grandes estados. Até mesmo em São Paulo, o PSDB vem seguidamente de 1994 até agora. E não se diga que foi falta de objetivo. O próprio Luiz Inacio foi candidato a governador de São Paulo, tirou quarto lugar com quatro candidatos. Ainda não havia descoberto e ganho a mesasena dos 87 por cento de popularidade.

*** 

PS – E pelo que se depreende ou se percebe, os mesmos artistas ou malabaristas contarão as mesmas histórias para o mesmo número de eleitores. Eleitorado que se não aumentar, ficará nos mesmos 130 milhões de agora. Com os 20 milhões desamparados para Dona Marina, e os 24 milhões da abstenção.

PS2 – 2014 é tão fascinante, desejado e divisório, que Dona Dilma anuncia um plano de RECUPERAÇÃO da tragédia da serra, que levará 4 anos na construção. E dará resultado (segundo informações oficiais) a partir de 2014. Dará?

PS3 – É uma fantástica coincidência? Ou serão necessários todos os 4 anos do primeiro mandato para implantar a segurança que é uma obrigação de tantos e tantos anos? Existem planos anunciados desde 2005. Por que esse daria certo precisamente no divino 2014?

PS4 – Ainda existe tanta coisa para acontecer. Mas até a tragédia de agora, tem data, tempo e prazo para acabar: 2014, que parece ser a data-chave da nossa história futura. De novo mesmo só Aécio neves, que já esteve na imaginação (e não apenas deles), agora atravessa o lamaçal que leva à realidade.

PS5 – Os que estão no Poder nacional, que jamais chegaram a esse Poder ou pretendem voltar a habitá-lo ou reconquistá-lo, não descartam nem a possibilidade ou a chance de 2018.

PS6 – Estarão entre 67 e 73 anos, dentro da normalidade e da longevidade, podem se animar olhando ou consultando o calendário.

PS7 – De todos, apenas um com muito menos idade. Também apenas um que estará tão avançado na idade, que não pode acreditar nem mesmo em milagre.

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