Ano de 2021 foi marcado pela desorientação governamental e pela insatisfação popular

Entrevista Sérgio Amaral | Um Brasil

Charge do Adão (site Um Brasil)

Pedro do Coutto

O ano de 2021, que terminou na meia-noite de ontem, passagem de 31 de dezembro para primeiro de janeiro, foi marcado especialmente por uma desorientação geral do governo Bolsonaro que prejudicou fortemente a população brasileira, seja pelo congelamento de salários, pela alta dos preços e até pela obstrução à aplicação das vacinas essenciais à vida humana.

Além disso, o Congresso marcou a sua atuação por uma confusão absoluta. Fatiou a emenda constitucional dos precatórios, algo jamais visto na história parlamentar do Brasil, e concordou com uma emenda do Senado ao projeto inicialmente aprovado pela Câmara. Emenda aplicada à emenda constitucional ? Só se emenda aquilo com o que não se concorda. Caso contrário, não haveria necessidade de emenda alguma.

AUSÊNCIA DO GOVERNO – As enchentes da Bahia, principalmente, e as inundações ocorridas em Minas Gerais e São Paulo, revelaram uma ausência do governo federal. O governo Bolsonaro chegou ao ponto de rejeitar uma ajuda oferecida pela Argentina, embora tenha aceito uma ajuda do Japão. Ajuda não se recusa. Isso é algo que revela uma imaturidade política completa. O presidente da República rejeita qualquer diálogo com forças políticas que considere de centro-esquerda ou de esquerda.

Acrescentando caráter eleitoral à controvérsia do Planalto com o governador Rui Costa, que é do PT, Bolsonaro esquece que a Bahia é um grande colégio eleitoral do país e que isolando o governador e o próprio estado, perderá votos preciosos em sua campanha em 2022. O governador Rui Costa é um administrador bem aceito pela opinião pública de seu estado, tanto que se reelegeu em 2018 com 62% dos votos.

Bolsonaro que também perde votos com a sua irredutível campanha contra a vacinação, agora incorpora seu desgaste ampliando-o pela reação natural da Bahia contra aquele que não levou em consideração as milhares de mil pessoas atingidas pelas inundações, enquanto ele encontrava-se de férias, passeando de jet ski nas praias de Santa Catarina e visitando até o Parque Beto Carrero.

INCITAÇÃO AO CRIME – Para terminar por hoje sobre as observações da política de Bolsonaro vemos que, em entrevista a Matheus Vargas e Raquel Lopes, Folha de S. Paulo, o almirante Antônio Barra Torres acusa o presidente da República de incitação ao crime contra os integrantes da Anvisa, ameaçando divulgar os seus nomes publicamente por terem aprovado por unanimidade a aplicação de vacinas a crianças entre 5 e 11 anos de idade.

Este absurdo reflete bem a atuação de um governo que age contra si próprio, contra a reeleição, contra o povo de modo geral e até contra a infância em particular, posicionando-se, não se sabe o motivo, contra a sua imunização.

14 thoughts on “Ano de 2021 foi marcado pela desorientação governamental e pela insatisfação popular

  1. Eliel, dando um nó na cabeça dos configurados.

    “Tive sempre a convicção de que a impopularidade, conquistada ao agir com virtude, não é impopularidade, é glória.”
    (Marco Túlio Cícero – “Catilinárias”)

  2. Tirar férias em Santa Catarina nadando na praia e visitando Parque, enquanto os baianos estão sofrendo com as enchentes, milhares de desabrigados, estradas destruídas, bem, isso demonstra uma frieza diante da dor humana.
    Para que então se elegeu? Se não gosta de governar por que se lançou candidato? E ainda quer a reeleição?
    Falta empatia com o sofrimento dos brasileiros.
    E sempre bota a culpa da sua omissão nos outros. Ora são os governadores, ora é a esquerda, e agora vem batendo duro no presidente da Anvisa, o almirante Barra Torres, pelo simples fato, de contrariado os seus desejos.
    Como pode, um cidadão, que não leu, um único livro, ter tanta certeza na vida?
    Estamos vivendo num período de trevas. E a luz no fim do túnel, é uma quimera.

  3. Ajuda’ argentina foi oferecida para ser recusada
    A suposta “ajuda humanitária” oferecida pelo governo da Argentina não passou de uma jogada político-eleitoral do PT do governador baiano Rui Costa, cujo estado foi atingido pelas enchentes, com o embaixador do governo de esquerda peronista no Brasil, Daniel Scioli. A oferta foi “assistência de dez homens” para montar barracas e organizar doações, segundo revelou com exclusividade o site Diário do Poder e depois confirmou o presidente Jair Bolsonaro.

    Curioso
    Embaixador argentino, Daniel Scioli não explicou como a recusa brasileira chegou à imprensa antes do que ao governo argentino.

    Sem necessidade
    Custos da equipe argentina, como estadia, alimentação e transporte, seriam bancados pelo Brasil, segundo revelou fonte do Itamaraty.

    Isso, sim, útil
    A Agência de Cooperação do Japão ofereceu e o Brasil aceitou, barracas, colchonetes, cobertores, lonas, galões e purificadores.

    Bolsonaro e seu lockdown mandou fechar tudo pra detonar com a economia.
    O cara é o flagelo de Deus, incendiou a amazônia, alagou o sul da Bahia, é um novo Pirro, o da terra arrasada.

    O homem é o quarto cavaleiro do apocalipse.
    Hehehe. Aqui tem diversão boa.
    Vamos em frente CN, que atrás vem gente.

    Obs. Desejo de coração um ano novo repleto de saúde, paz e prosperidade aos participantes da TI.
    Aquele que habita o abrigo do Altíssimo, a sua sombra descansará.

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