/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/Q/U/gTl2lnQCWBJ0S7aGoQsg/marcha2.jpeg)
Extrema direita faz uso da religião como estratégia
Míriam Leitão
Ana Carolina Diniz
O Globo
Começou a temporada do uso político de Deus, uma manipulação permitida e incentivada por líderes evangélicos. A declaração de Flávio Bolsonaro de que é uma “guerra espiritual” e “uma luta contra o mal”, se referindo à eleição deste ano, no qual ele é um dos pré-candidatos, repete o roteiro de abuso do poder religioso.
Pastores, por serem líderes seguidos pela congregação, restringem a liberdade de escolha dos fiéis ao se posicionarem tão explicitamente em uma questão que deveria estar restrita ao campo cívico. O político que se utiliza disso está tendo uma atitude farisaica.
SEM INTIMIDADE – Flávio Bolsonaro não tem qualquer intimidade com a pauta evangélica e faz isso exclusivamente por oportunismo eleitoral. A democracia fica vulnerável quando isso acontece, porque as igrejas se tornam currais eleitorais e a Justiça Eleitoral pouco pode fazer contra essa distorção, sem ser acusada de ferir a liberdade de culto. O direito de professar a fé nada tem a ver com uso político dos púlpitos e sua transformação em palanques. A fronteira difusa que pastores criaram nos cultos e nos atos públicos como a “Marcha para Jesus” nunca foi demarcada pela legislação eleitoral.
O que aconteceu na “Marcha para Jesus” de São Paulo este ano é lamentável sob todos os pontos de vista. A presença de Flávio Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas é campanha antecipada, é uso da religião como estratégia política num país laico, e é mentira. O que está acontecendo este ano no país não é uma guerra espiritual e sim uma disputa de projetos políticos em que cada cidadão e cada cidadã deveria ter o direito de escolher livremente. O constrangimento que muitas denominações evangélicas impõem sobre os seus membros é um ato político-eleitoral. Não deveria ocorrer, não é aceitável, porém não se sabe como neutralizar.
INTERFERÊNCIA – A luta eleitoral por si só é intensa e há muito espaço para a comparação de ideias e projetos. Deveria ficar restrita a este lugar. Mas a direita nos últimos tempos tem imposto a interferência de outros campos na arena política. O conceito de pátria que pertence a todos tem sido apropriado por eles através do sequestro da bandeira e do hino nacional.
Na época da ditadura, os militares se colocavam como detentores do monopólio dos símbolos da pátria. Da mesma forma fez a extrema direita atual. Os manifestantes bolsonaristas abraçavam a bandeira e entoavam o hino enquanto preparavam um golpe de Estado, como se viu no 8 de janeiro. Até o plano de assassinatos de adversários foi definido pelos golpistas como “punhal verde e amarelo”. Este ano em que todos estaremos juntos torcendo pela seleção, eles vestirão a camisa amarela como se ela fosse só deles.
Esse suposto entusiasmo com as cores nacionais ficou comprometido diante do que os líderes bolsonaristas têm feito ao estimular o ataque à economia brasileira. Ao pedir novas tarifas sobre produtos brasileiros, na verdade, trabalham para o enfraquecimento do país.
INSTRUMENTALIZAÇÃO – O ex-presidente Jair Bolsonaro usou as igrejas evangélicas em favor de sua candidatura nas duas disputas presidenciais das quais participou. Foi bem-sucedido na trama. Esse segmento eleitoral, instrumentalizado pelos pastores, votou maciçamente no candidato da extrema direita. Houve até pastores em marchas cristãs fazendo arminha com a mão. Agora seu filho, Flávio Bolsonaro, tem a mesma desfaçatez do pai e tenta usar Deus como parte do seu arsenal de campanha.
Ao subir no palanque no dia de Corpus Christi, ele disse que não estava ali como candidato, mas como cristão. Era mentira. As afirmações que fez no mesmo dia mostraram isso. “Vamos orar pelo nosso Brasil, essa guerra é espiritual. E hoje a maior resposta que podemos dar ao mal, que vai ser expulso do governo do Brasil esse ano”, disse ele, claramente manipulando a fé.
TIPIFICAÇÃO – A Justiça Eleitoral precisa encontrar uma forma de deter esse uso de símbolos religiosos. O ministro Luiz Edson Fachin tentou tipificar o abuso do poder religioso como um ilícito eleitoral específico que poderia levar à perda do mandato. A maioria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou a proposta.
O tema, contudo, permanecerá na agenda. Cada período eleitoral será temporada da demagogia religiosa em que aparecem os fariseus, os falsos profetas e os vendilhões do templo. Isso restringe a liberdade do voto, por isso é uma questão a ser enfrentada pela Justiça.Isso restringe a liberdade do voto, por isso é uma questão a ser enfrentada pela Justiça.
Uns, se agarram ao que representa o bem e outros aaos demônios!
Enquanto os despertos, distanciam-se da meretrícia babilonia político/religiosa!
Pior é aquele que finge defender os pobres e não faz nada. Enganam-os em troca de um dinheiro que não os tiram da vida de pobreza
EXTRA ! EXTRA ! EXTRA !
Joel Santana é exonerado do cargo de Professor de Inglês do STF !
O aprendiz de mentiroso.
https://www.youtube.com/watch?v=IGfU3smdJyc
Cronologia resumida
• Março de 2024
o O Departamento do Tesouro dos EUA sanciona Diego Macedo Gonçalves do Carmo (“Brahma”), apontado como operador financeiro do PCC.
o Autoridades americanas afirmam que o PCC possui presença internacional crescente e representa uma das principais organizações de narcotráfico da região. (Global Security)
• 2024
o Adidos policiais e representantes da Embaixada dos EUA intensificam contatos com autoridades brasileiras para discutir crime organizado transnacional, fronteiras e cooperação policial. (Noticias do Acre)
• Maio de 2025
o Uma delegação técnica norte-americana discute com o governo brasileiro a possibilidade de enquadrar PCC e CV como organizações terroristas.
o Segundo relatos divulgados na época, os representantes americanos citaram nominalmente PCC e CV durante reuniões com autoridades brasileiras. (Reddit)
• 2025–2026
o Cresce a preocupação dos EUA com a presença de integrantes do PCC em território americano, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e conexões internacionais. (Folha de S.Paulo)
• 28 de maio de 2026
o O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anuncia a designação do PCC e do CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO). (Agência Brasil)
• 5 de junho de 2026
o A classificação entra oficialmente em vigor após publicação no registro federal dos EUA. (Agência Brasil)
ChatGpt
Só canalhas ou jumentos pra cair no kô da vagabundagem.
Feltrin tem rzazão.
https://www.youtube.com/watch?v=ewIXL0xdx5w
A partir de 46 min.
Pra reeleger o jacu de gaiola Lula é necessário destruir o país, inclusive qualquer possibilidade de alguma inteligência.
É uma “guerra espiritual” e “uma luta contra o mal
Ou seja, uma frase sem conteúdo!
Até quando, Deus meu, vamos ter que aturar esses idiotas privilegiados? Esse garoto não deve saber tirar as fraldas, mas quer ser presidente.
atrsadinhas as duas ccoleguinhas do globo. escrevi aqui sobre a excrescencia há 5 dias.
Pule de Dez::
Se ninguém foi preso no caso “Rombo do INSS” até agora, então não há pessoa alguma de direita envolvida: se houvesse, somente ela seria atacada
A delação premiada do Vorcaro vai na mesma toada.
Repetindo: a falsa fé e o falso patriotismo são os últimos refúgios dos canalhas.
Belo artigo da Miriam Leitão, ela estava divinamente inspirada e ouvindo o Hino da Internacional Socialista.
Viva Nietsche que matou Deus e Marx com seu Deus que era o ópio do povo e Lenin, Mao, Pol Pot, Fidel e o peremptório Stalin, aquele que mandou matar Trotsky.
Os grandes carniceiros da humanidade mandam saudações para os adeptos.