Dividido, STF enfrenta julgamentos que podem influenciar a eleição de 2026

Charge do Clayton (Jornal do Commercio)

Valdo Cruz
G1

Dividido, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem decisões polêmicas pela frente nesta reta final de semestre. Essas decisões podem aprofundar essa divisão, ter influência na política em ano eleitoral e determinar a força do ministro André Mendonça no comando do inquérito do Banco Master.

Esses temas que envolvem, por exemplo, a prisão de parentes do banqueiro Daniel Vorcaro e mudanças na Lei da Ficha Limpa, podem, por outro lado, melhorar a imagem desgastada do STF.

LIMINAR –  O ministro Gilmar Mendes precisa devolver para julgamento a liminar de André Mendonça que determinou a prisão do pai e do primo de Daniel Vorcaro. A expectativa no STF é se o resultado dará mais força ao relator ou pode gerar um empate, caso Nunes Marques e Gilmar Mendes votem contra a prisão dos dois, o que teria reflexos em novas decisões de André Mendonça no inquérito do Master.

Gilmar Mendes também pediu vista no julgamento da ação contra a lei aprovada no Congresso que beneficia políticos que, hoje, estão inelegíveis; entre eles, Eduardo Cunha e José Roberto Arruda.

ELEIÇÃO NO RIO – O STF pode decidir antes do recesso como fica a eleição no Rio de Janeiro, depois de o TSE ter confirmado a inelegibilidade de Cláudio Castro, mas ter reconhecido sua renúncia; fica a dúvida, o Rio precisa ter uma eleição direta ou indireta, mas tudo leva a crer que vai ficar tudo como está, com o desembargador Ricardo Couto ficando no governo até o final do ano.

Além desses itens, outro assunto que gera tensão dentro do STF é a delação premiada do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que entra numa semana decisiva. A Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República (PGR) devem dar resposta nesta semana se aceitam ou não a nova proposta de delação de Daniel Vorcaro, depois de a primeira ter sido rejeitada.

Os advogados de Vorcaro dizem que entenderam o recado e mandaram o seu cliente aprofundar nas revelações, o que deve incluir por que e como ele decidiu financiar o filme “Dark Horse”. A depender do que for dito, pode ter influência direta na campanha presidencial, atingindo o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.

EXPECTATIVA – Entre bolsonaristas, há uma expectativa que Daniel Vorcaro também conte sobre suas relações com o PT da Bahia e nomes de ex-assessores de Lula contratados pelo banqueiro, como Guido Mantega e Ricardo Lewandowski. Enquanto isso, investigadores continuam pressionando Daniel Vorcaro a contar mais e fazer adendos à sua segunda versão de colaboração premiada.

Seguem dizendo que ele não está contando tudo que sabe e precisa, se quiser mesmo um acordo, realmente colaborar. Em Brasília, o mundo da política continua torcendo para que a colaboração premiada seja recusada.

8 thoughts on “Dividido, STF enfrenta julgamentos que podem influenciar a eleição de 2026

  1. O ambiente econômico piorou, mas a verdade é que já não estava bom

    O ambiente econômico piorou nas últimas semanas. Há muitas causas para isso, mas a mais importante é a percepção de que a inflação está de novo em alta.

    E reduziu-se o espaço para o Banco Central cortar a Selic, atualmente no nível, elevado, de 14,5% ao ano.

    A guerra no Oriente Médio é parte do problema. Petróleo mais caro, e bem mais caro, causa inflação no mundo todo, mas pegou a economia brasileira no contrapé. (…).

    De todos esses fatores, o que mudou foi a inflação corrente e projetada. As projeções para este ano, que estavam na casa dos 4%, passaram dos 5%, acima do teto da meta (…).

    O PIB brasileiro cresce 2% ao ano, arredondando para cima, e deverá continuar assim por muitos anos à frente. Esse ritmo é o máximo possível que o país consegue.

    É muito pouco. Pelas últimas projeções do Fundo Monetário Internacional, o PIB global deverá crescer neste ano na faixa de 3%. Os países emergentes crescem na média de 4% ao ano.

    O Brasil tem ficado para trás, perdendo a corrida do desenvolvimento. Sabemos que os emergentes da Ásia têm crescido bem mais rápido. A Índia avança ao ritmo de 6,5% ao ano.

    Mesmo na América Latina, região historicamente de baixo crescimento, o Brasil não se destaca. Ao contrário. Sendo a maior economia desta parte do mundo, puxa a média para baixo.

    O governo se apressa em conceder “bondades” para combater os efeitos da carestia. (…) O país se acostumou ao crescimento medíocre.

    E esta é uma questão estrutural: por que o Brasil não consegue escapar da “armadilha da renda média”? Por que não consegue disparar como os asiáticos?

    O Brasil investe pouco. O governo, gastando mais de 90% de seu orçamento com despesas (…), simplesmente não tem dinheiro para investir.

    E, gastando mais do que arrecada, acumula uma dívida que já alcança os 80% do PIB, bem acima da média dos emergentes. É essa a principal causa dos juros altos.

    O setor privado tem dinheiro, mas funciona atrapalhado por um sistema tributário custoso, além de legislações e regulamentações que levantam obstáculos.

    Nesta era tecnológica, incluindo a inteligência artificial, as empresas não conseguem mão de obra qualificada, dado o péssimo sistema educacional público.

    Além disso, têm dificuldades para importar tecnologias. Isso reduz a produtividade da economia — e elimina a possibilidade de crescimento sustentado. Por aqui, só o agro tem seguidos ganhos de produtividade.

    Eis aí temas cruciais, que não aparecem no debate econômico e político. Mas que voltam à tona quando aparece algum problema mais visível, como a alta inesperada na inflação.

    O ambiente econômico de fato piorou nas últimas semanas. Mas a verdade é que já não estava bom. Parece que os problemas de fundo só aparecem nos momentos de susto. E assim vamos levando, na mediocridade da renda média, para menos.

    Fonte: O Globo, Economia, 08/06/2026 00h05 Carlos Alberto Sardenberg

  2. Abrólhos!
    “Para satisfazer todas as partes atuantes e as posteriormente “entrantes”(conflitantes). Um jogo onde todo mundo ganha($), mas alguém vai ter que perder e pagar e adivinha quem?
    Adendos, em:
    “Quando vocês vão ao tribunal, porque é que têm de ir a uma corte de justiça? Vocês jogam ténis numa corte. Vocês jogam basquetebal numa corte. O objectivo duma corte é devolver a bola para dentro da corte do outro tipo/sujeito. Então vocês têm uma equipa de advogados e eles atiram a bola para a corte do outro tipo/sujeito e a outra equipa atira a bola de volta para a corte do outro tipo/sujeito, e o juíz é um árbitro, não se importa com quem ganha ou perde. Ele vai ser pago de qualquer maneira.

    Então, ele usa um manto negro. Mantos negros… a maior parte das pessoas nunca se questiona porque é que os padres Católicos usam mantos negros? Os miúdos que fazem a graduação da escola secundária usam mantos negros; os juízes usam mantos negros; os rabinos usam mantos negros – porque os mantos negros representam o planeta Saturno. São um símbolo do planeta Saturno.

    Saturno era denominado pelos povos antigos “O Senhor dos Aneis” e Saturno é o Senhor dos Aneis.
    É por isso que às mulheres, no mundo antigo, era dito para escutarem o deus delas e o conceito era que usariam um “anel no ouvido”, uma argola.

    Os homens se casariam perante o deus deles e, então, eles usavam anéis de casamento, porque o antigo deus do Oriente Médio, um dos antigos deuses do Oriente Médio, era o planeta Saturno. Saturno estava directamente relacionado com Yahweh, o deus hebreu, e, então, é por este motivo que ainda hoje os judeus celebram a adoração a Saturno.

    Saturno na antiga língua fenícia era chamado de Shabath. Procurem na língua fenícia, vocês verão que o planeta Saturno era chamado de Shabath e a adoração, para o honrar uma vez por semana, era chamada de Sabbath. Por isso, sempre que os judeus celebram o Sabbath, eles estão de facto a prestar homenagem ao seu deus, Saturno, O Senhor dos Aneis.

    Então, quando vocês começam a decifrar de onde vieram as religiões, de onde vieram as teologias…

    A estrela de seis pontas, por exemplo, é denominada Estrela de David. Na verdade não é a Estrela de David. Todas as enciclopédias e trabalhos de referência vos indicarão que se chama a estrela de Saturno. É um hexagrama. Os hexagramas representavam o planeta Saturno. https://projectavalon.net/lang/pt/jordan_maxwell_awake_and_aware_pt.html

  3. O governo Lula e a sem-vergonhice do sigilo de 100 anos

    O governo Lula impôs sigilo de até 100 anos sobre processos de liberação de bets, esse negócio feito sob medida para empobrecer ainda mais os pobres e para funcionar como lavanderia de dinheiro sujo.

    A sem-vergonhice é dupla porque, na campanha presidencial, Barba criticou o expediente (do sigilo de 100 anos) usado recorrentemente por Jair Bolsonaro para esconder o que era inconveniente mostrar.

    Para ficar em poucos exemplos das centenas de caso, Bolsonaro decretou sigilo de um século sobre o seu cartão de vacinação, sobre as visitas recebidas por Michelle no Palácio do Alvorada, sobre o acesso dos filhos dele ao Palácio do Planalto e sobre a suas próprias reuniões com pastores que negociaram verbas com prefeitos em nome do Ministério da Educação, entre outras visitas.

    Para não falar, é claro, do clássico da vigarice: o sigilo sobre os gastos dos cartões corporativos da Presidência da República.

    Lula assumiu dizendo que acabaria com a picaretagem perpetrada a pretexto de proteger dados pessoais, revogou vários sigilos decretados pelo ex-mito — mas logo passou a agir como Bolsonaro, em prova adicional de que são farinha do mesmo saco.

    Entre os casos registrados desde 2023, o chefão petista impôs sigilo de 100 anos à agenda de Janja e à lista de integrantes do Batalhão de Guarda Presidencial que davam expediente no 8 de janeiro de 2023..

    Parece melhor, mas não é. Deixar para o sucessor imediato revelar o dado, se é que ele faria isso, é como jogar para outro século.

    A história do trabalho adicional foi justificativa para o Ministério da Fazenda negar o acesso da imprensa ao recente processo de aprovação de uma bet de origem russa banida em vários países. E tome o sigilo de 100 anos.

    Metrópoles, Opinião, 08/06/2026 12:05 Por Mario Sabino

  4. Não sei se prestaram atenção, mas Rachadinha se mostrou bastante fraco em suas últimas manifestações, nesse período em que foi um pouco mais acuado.

    Não se aproveita quase nada do que fala: arrogância, autoritarismo e prepotência, geralmente disfarçados, e só.

  5. Não há Panorama para Intervenções Fora das Leis e nem para um novo 08 de janeiro. As Comunidades Tecnológicas e de Informações Mundiais, todos os Continentes, sabem tudo do Brasil. Os Atos de Trump e da Comunidade Europeia contra a Carne Brasileira foram o primeiro passo, e, se o Judiciário se unirem a Lula e calarem as Redes Sociais vai ser a “Confissão de Crimes” que os Organismos de Informações tem certeza absoluta .com Provas, sobre o Brasil e as Facções Criminosas que hoje estão Incrustadas nas Instituições do Brasil destruindo nossa Constituição e nossas Liberdades e a Quebra do Estado de Direito do Cidadão Brasileiro, este sim, Soberano que faz parte de nossa Soberania Nacional. TODO PODER EMANA DO POVO (CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL) . Quando se afirma que o Judiciário está dividido é porque a Mídia só acha correto que o Judiciário só tenha um lado, lado esse que NÃO É do Cumprimento Fiel e Pleno da Constituição, e sim, do Golpe da Censura e do Calar e Subjugar o Povo Brasileiro e suas Liberdades Constitucionais. Precisamos de muitos Candidatos e Opções de Escolha para Votarmos para Presidente, o Povo não deve e nem pode ter medo de “canetas monocráticas e corruptas dos Poderes” se achando superiores a Deus, as Leis e ao Brasil e seu Cidadão de Bem, chega dos “Fora das Leis ” que dominaram e destruíram a Vida do Brasil e seu Cidadão de Bem nestes mais de 20 anos de Poder CleptoComunoSocioNaziFascistas dos Vermelhos em todos os Poderes da República. O BRASIL PRECISA DE HOMENS DE BEM NOS TRÊS PODERES DA NAÇÃO BRASILEIRA E EM TODAS AS SUAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS !.

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