Reprodução de charge do Instagram
Carlos Newton
Há determinadas pessoas que dão muita sorte na política. Jamais poderiam imaginar que chegariam à Presidência da República, porém o destino cria uma séria de acasos e circunstâncias que acaba colocando essas figuras no poder, sem maiores empecilhos e sem terem de se esforçar para tanto.
Foi o que aconteceu com a economista Dilma Rousseff. Por um golpe de sorte, para atender ao PT gaúcho, ela tornou-se ministra de Minas e Energia no primeiro governo Lula e sua vida mudou de figura.
MERO ACASO – O cargo estava destinado ao geólogo, sindicalista e senador José Eduardo Dutra, que em 1983 se tornou funcionário da Petrobras e líder dos trabalhadores da empresa em Sergipe.
Foi eleito senador pelo PT em 1994 e teve importantíssima atuação no Congresso. Na hora de montar o ministério, o grupo da transição, que era controlado por Dirceu, decidiu colocar Dutra na Petrobras, e assim o cargo de ministro ficou vago e acabou nas mãos de Dilma Rousseff, que tinha sido secretária de Minas e Energia no governo de Olivio Dutra.
Daí para frente, veio a escândalo do mensalão e a queda de Dirceu, que mandava mais no governo do que o presidente. Para evitar ter um novo “primeiro-ministro”, Lula a colocou a Casa Civil e vida que segue, como diria João Saldanha. E o acaso a transformou no poste ideal para ficar na Presidência, e nem precisou fazer campanha, pois o próprio Lula se encarregou disso.
COMO FARSA – Como dizia Karl Marx, a História apenas se repete como farsa, e agora, dezesseis anos depois, o destino pode colocar Geraldo Alckmin na mesma situação de Dilma Rousseff.
Os dois, realmente são sortudos. Alckmin era um jovem estudante de Medicina quando entrou na política, a convite do médico e deputado federal Paulo Delgado, que presidia o MDB em Pindamonhangaba, próximo a Taubaté.
Elegeu-se vereador, prefeito e depois, deputado estadual. Em 1986, chegou à Constituinte e deu muita sorte. Era um deputado inexpressivo e desconhecido, mas se aproximou de Mário Covas, um grande líder da ala dos “autênticos” do MDB, que eram progressistas e enfrentavam o Centrão na Constitutinte.
VICE DE COVAS – Quando Covas comandou a criação do PSDB em 1988, ainda em plena Constituinte, o jovem Alckmin foi um dos fundadores, junto com Fernando Henrique Cardoso, José Serra e outros mais. Covas era o principal político de São Paulo. Quando se candidatou a governador, em 1994, convidou para vice o então deputado Geraldo Alckmin, que continuava inexpressivo e desconhecido.
Foram reeleitos em 1998, mas Covas morreu em março de 2001 e Alckmin herdou o governo e os votos dele, conseguindo ser reeleito governador em 2002. Quatro anos depois, sonhou com a Presidência, mas foi um enorme vexame.
Apesar do mensalão e tudo o mais, Lula quase ganhou no primeiro turno. O mano a mano no segundo turno foi um passeio, porque Alckmin conseguiu ter menos votos do que no primeiro turno.
ALTA ANSIEDADE – Agora, na condição de vice de Lula, o ex-tucano Alckmin, que virou socialista, vive momentos de puro êxtase. Com a possibilidade crescente de Lula passar para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro, a vitória está praticamente garantida.
Se não for detonado pela corrupção do filho fenômeno, Lula vai assumir o último mandato aos 81 anos, mais prostituído e cansado de guerra do que a Tereza Batista, personagem de Jorge Amado. E Alckmin está a postos. Em novembro, completa 74 anos, sonhando com o tapete vermelho do Planalto.
Como Haddad é um jovem político já em final de carreira e Lula não deixou surgir nenhuma outra liderança no PT, o partido vai entrar em estado terminal nas mãos de Alckmin, que deverá imitar Itamar Franco e fazer um acordo com os demais partidos para montar um governo de coalizão e depois tentar a reeleição em 2030.
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P.S. – Se Lula tivesse um mínimo de amor ao PT, ao montar o novo governo ele deveria colocar Aloizio Mercadante na Casa Civil e deixá-lo exercer o mandato informalmente, como Dilma fez. Mas Lula não o fará, porque tem ódio e inveja de intelectuais. E Mercadante é um dos raros petistas que realmente estão preparados para governar, ao lado de Nilmário Miranda, ex-deputado e ex-ministro, e de Paulo Nogueira Batista Jr., economista e ex-diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional. Não consigo me lembrar de nenhum outro petista qualificado e que não seja corrupto. (C.N.)
Por que o debate da Band foi o pior das eleições presidenciais desde 1989
Esvaziado pelos ausentes e avacalhado pelos presentes, encontro será lembrado por um vice dormindo enquanto seu candidato falava
Esvaziado pelos ausentes e avacalhado pelos presentes, o debate da Band foi possivelmente o pior encontro de presidenciáveis já transmitido pela TV brasileira.
À frente nas pesquisas, Lula e Flávio já haviam informado que não compareceriam. No domingo, Zema surpreendeu ao se juntar ao boicote.
Dos seis convidados, restaram três, que por pouco não se reduziram a dois.
O psiquiatra Augusto Cury já estava na portaria da Band quando deixou repórteres perplexos ao avisar que daria meia-volta para casa. “Vocês não percebem a minha mágoa?”, perguntou.
Minutos depois, ele desistiu da desistência e se juntou a Caiado e Renan Santos no estúdio. Eles se acomodaram num cenário melancólico, com três púlpitos vazios.
Apesar do esforço da emissora, não havia muito o que extrair dali. Os nanicos pareciam mais interessados em criticar os favoritos do que em apresentar propostas para justificar suas candidaturas.
Renan mostrou a que veio ao exibir duas fraldas com os nomes de Lula e Flávio. Ao longo do debate, despejou falas misóginas e xingou eleitores dos adversários. Chegou a ser repreendido por Cury, que se disse espantado com sua agressividade.
Também estreante em eleições, o psiquiatra se mostrou uma metralhadora de chavões de autoajuda embrulhada num exótico terno verde. Faltou explicar o que faz na corrida presidencial.
Caiado não soube aproveitar o fato de ser o único presente com experiência política. Gastou a maior parte do tempo descrevendo Goiás como um paraíso nos trópicos. A imagem do vice Gilberto Kassab cochilando enquanto ele falava resume sua participação no debate.
Difícil criticar Kassab pela soneca. Quem resistiu uma hora e meia diante da TV é que merecia uma medalha.
O Globo, Política, Opinião, 24/08/2026 00h45 Por Bernardo Mello Franco
Um debate presidencial cujas ausências foram mais marcantes que as presenças
O debate inaugural da campanha presidencial da Band não serviu para muita coisa. As ausências foram mais marcantes que as presenças.
Chamado de “bêbado”, “canalha” e “vagabundo” por Renan Santos, talvez Lula tenha ganho os motivos que queria para não participar dos próximos — mesmo o debate final, da Globo, ao qual os candidatos não costumam faltar.
Claro, essa decisão não depende somente disso. Depende também da situação de Lula no fim de setembro.
A propósito, Renan cumpriu o objetivo a que se propôs: se mostrar como o candidato mais anti-Lula e antissistema. Quase todas suas propostas, no entanto, mesmo as menos lunáticas, são inexequíveis.
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 24/08/2026 06h11 Por Lauro Jardim
Zema cometeu um erro ao faltar ao debate na Band. A decisão tomada pelos dois principais candidatos faz com que ele — que tem intenções de voto muito baixas — corra o risco de ser ainda mais ignorado fora de Minas Gerais.
Eliana Calmon seria perfeita como ministra da justiça do governo Flavio Bolsonaro. Junto com Alfredo Gaspar e Derrite, formariam o trio competente, experiente e eficiente no combate ao narcotrafico e facções.
EXCLUSIVO: Eliana Calmon exalta coragem de André Mendonça em meio a ‘racha no STF’
https://www.youtube.com/watch?v=uFM_AVQeM-Q
Lembrando:
“Porquanto dizeis: Fizemos aliança com a morte, e com o inferno fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos.” [Isaías 28:15].
O Altíssimo diz que eles estão gravemente enganados, que os planos deles são fatalmente defeituosos e que eles serão totalmente destruídos:
“E a vossa aliança com a morte se anulará; e o vosso acordo com o inferno não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, então sereis por ele pisados.” [Isaías 28:18].
PS. Extraido, de:
https://www.espada.eti.br/fome-2.asp
Não existe petista bom. Todos fazem parte de uma quadrilha criminosa chamada de PT.
Lembrete:
Existe uma diferença abissal entre o ex-Presidente Itamar Franco e o vice de Lula e ex-tucano Geraldo Alckmin , sendo que Itamar Franco era ” honesto , honrado e de boa índole ” , por isso seu acordo com o congresso nacional ” vingou e foi respeitado ” , ao contrário de Geraldo Alckmin que é ” mentiroso e corrupto ” do corpo todo .
“Alckmin vive em clima de puro êxtase, fazendo ‘planos’ para assumir o poder”?
Talvez seja por isso, então, que Lula rejeita até receita de “melhoral” de Alckmin.
Alckmin é médico anestesiologista e acupunturista. No entanto, Lula parece evitar ser atendido por ele por precaução, temendo a ambição natural do vice de ocupar a cadeira presidencial a qualquer momento. Vai quê…
A equipe médica de Lula é composta por:
-Ana Helena Germoglio: Infectologista oficial da Presidência, responsável pelo atendimento diário e viagens 24 horas por dia.
-Roberto Kalil Filho: Cardiologista e médico particular de longa data, responsável pelas diretrizes gerais de saúde e avaliações em grandes centros hospitalares.
Picolé
O Estradista
De Taubaté
Petista “bom”, se existiu, caiu fora do PT durante o Mensalão. Pra completar, a senadora Heloísa Helena denunciou o tráfico de malas, cheias de dólares, fluindo direto do narcotráfico para as mãos do então presidente Lula da Silva. Desde então, petistas e seus aliados, são todos ladrões ou traficantes.
Foram reeleitos em 1988
Sr. Newton
reeleitos em 1.998….
é a correria e a Escala 7×0
aquele abraço
Valeu, amigo.já corrigi.
Abs.
CN
Não consigo me lembrar de nenhum outro petistas qualificado e que não seja corrupto. (C.N.)
Sr. Newton
Tenho outra opinião, vejo todos os faccionados da Facção 9F ladrões corruPTos e sem qualificação….
Não consigo lembrar um nome que seja honesto..
aquele abraço