Defesa de Lulinha avalia usar relatório da PF para tentar arquivar investigação

Advogados dizem que dados “confirmam a pesca probatória”

Bela Megale
O Globo

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva estuda renovar o pedido de arquivamento das investigações que envolvem o filho do presidente Lula. O novo pedido deve ser baseado no relatório da Polícia Federal usado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para pedir a investigação do colega de corte André Mendonça.

— O relatório da PF confirma tudo o que a defesa vem dizendo desde o início das investigações. Não há nos autos nada que relacione Fábio ou a (lobista) Roberta Luchsinger, direta ou indiretamente, aos desvios do INSS — afirmou Marco Aurélio Carvalho, advogado de Fábio Luís. Ele disse ainda que os dados “confirmam a pesca probatória denunciada pela defesa desde o início do processo”.

MAIOR RIGOR – O documento da PF apontou um possível tratamento mais rigoroso de Mendonça, que é relator dos casos de desvios do INSS que geraram os inquéritos envolvendo Fábio Luís, do que em ações contra outros investigados.

O relatório da PF ainda cita que membros da corporação vinculados à investigação registraram que as conclusões de Mendonça envolvendo Lulinha e Roberta não teriam “lastro probatório”.

Diz ainda que não haveria como comprovar que Roberta Luchsinger teria conhecimento de que recursos recebidos de investigados pelos desvios do INSS provinham da fraude. O filho do presidente é acusado de tráfico de influência para favorecer a lobista junto a órgãos do governo federal. O documento que deve ser usado pela defesa de Lulinha, no entanto, é descrito pela própria PF como “sem valor probatório”.

Moraes ainda sonha (?) em envolver o STF no caso, para evitar o pedido de impeachment

Ana Pompeu
Folha

Uma ala de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) tem avaliado a tentativa de Alexandre de Moraes de abrir uma investigação contra André Mendonça como uma ação para envolver todo o tribunal na disputa. A medida, anunciada na quinta (3), gerou desconfortos internos, especialmente entre magistrados próximos a Mendonça.

Para um grupo de ministros, Moraes tenta equiparar condutas de diferentes colegas surgidas ao longo da investigação do caso do Banco Master e angariar apoios internos. Dessa forma, ele contaminaria todo o tribunal e ampliaria a crise já instalada.

COMPARAÇÃO – Porém, ainda segundo esse grupo, as condutas apontadas por Moraes em suas acusações a Mendonça não são comparáveis ao elo de intimidade identificado entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Há, ainda, um entendimento de que Moraes também extrapolou na resposta a Mendonça ao escolher o inquérito das fake news como meio de contra-ataque. O procedimento é controverso e há uma discussão ao menos desde a gestão de Luis Roberto Barroso (2023-2025) de que ele deveria ser encerrado.

Dessa forma, essa ala de ministros argumenta que Moraes abriu ainda mais espaço para críticas à corte e afastou o tribunal da possibilidade de retomar a normalidade. Segundo essa visão, Moraes deveria ter somente enviado um ofício ao presidente da corte pedindo providências diante do que considerou abuso de autoridade por parte de Mendonça.

FACHIN AVISOU – Os ministros relatam, nos bastidores, terem sido avisados por Fachin, presidente do STF, da decisão de pedir explicações a todos os envolvidos no caso: Mendonça e Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

A decisão de Moraes no âmbito do inquérito das fake news, no entanto, pegou colegas de surpresa. Para os magistrados críticos aos métodos de Moraes, ele poderia explicar as alegações contra ele em vez de envolver outros membros, que nunca foram próximos a Vorcaro.

Na medida assinada na quinta, Moraes alega, sem provar, que haveria relatórios de inteligência da PF que falam em direcionamento da produção de provas para falsa imputação de crimes a ministros do STF, com expressa citação a ele próprio, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

O QUE EXISTE – O filho de Kassio, o advogado Kevin de Carvalho Marques, recebeu R$ 281,6 mil entre 2024 e 2025 de uma consultoria que atuou para o Master. Já o filho de Fux, Rodrigo Fux, recebeu uma oferta de ingresso para o camarote VIP de Daniel Vorcaro na Marquês de Sapucaí. Convidado pelo ex-banqueiro, ele assistiu ao Desfile das Campeãs do Carnaval do Rio, em 2025.

No caso de Toffoli, a Folha revelou em janeiro que empresas da família foram sócias de uma rede fraudulenta de fundos de investimentos do Master. A informação desencadeou o processo que culminou com a saída do ministro da relatoria da investigação, em fevereiro.

O caso de Moraes inclui a revelação de que o escritório de advocacia da esposa dele, Viviane Barci de Moraes, recebeu R$ 80 milhões do Banco Master, além das comprometedoras mensagens de Vorcaro, apontado como líder da organização criminosa.

IMPEACHMENT – Também despertou incômodo o fato de Moraes ter incluído crime de responsabilidade nas práticas que quer ver apuradas. A escolha foi vista como um sinal de que o magistrado tenta criar a possibilidade de impeachment de Mendonça.

De acordo com Moraes, o colega conduziu irregularmente tratativas de delações premiadas e direcionou determinados alvos para a investigação “por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares” a serem apresentadas pela Polícia Federal.

Nesse caso, aliados de Mendonça no tribunal afirmam que Moraes é o alvo do maior número de pedidos do tipo no Senado, casa legislativa responsável por processos desse tipo, enquanto o relator do Master é destinatário de apenas um.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGMoraes está delirante.  Foi apanhado em flagrante delito, mas ainda pensa (?) que pode escapar ileso. Sonhar não é proibido nem paga imposto. Porém, o caso é tão grave que, sinceramente, o ministro não pode estar em seu juízo normal. Será que a mulher dele e os filhos pensam (?) a mesma coisa, ou já perceberam que o tombo será gigantesco e a família jamais será como antes? (C .N.)

Gilmar formaliza proposta para barrar delegados da PF e militares dos gabinetes do STF

Confronto entre Moraes e Mendonça divide ministros e leva crise ao limite

A genialidade de Gonzaguinha, em sua crítica ao comportamento geral

30 anos sem Gonzaguinha

Gonzaguinha, grande nome da MPB

Paulo Peres
Poemas & Canções

O economista, cantor e compositor carioca Luiz Gonzaga do Nascimento Junior (1945-1991) , mais conhecido como Gonzaguinha, é, sem dúvida, um dos maiores talentos da Música Brasileira em seus diversos estilos populares. Inicialmente, sua obra teve como característica sua postura de crítica à ditadura militar, conforme mostra a letra da música “Comportamento Geral”, gravada no LP Luiz Gonzaga Junior (Gonzaguinha), em 1973, pela Odeon.

COMPORTAMENTO GERAL
Gonzaguinha

Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: “Muito obrigado”
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve pois só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem comportado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
E um Fuscão no juízo final

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
E diploma de bem comportado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Esqueça que está desempregado

Zanin pede responsabilização de Dallagnol por expor dados fiscais e bancários sigilosos

Dallagnol diz documentos são necessários para sua defesa

Deu no G1

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, pediu neste sábado (5) ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná para responsabilizar o ex-procurador da República, Deltan Dallagnol, pela violação de seu sigilo fiscal e bancário.

Segundo o ministro, reportagem publicada hoje pelo portal Metrópoles informa que Dallagnol anexou, em seu pedido de registro de candidatura ao Senado Federal, pelo partido Novo, documentos fiscais e bancários relacionados ao ministro do STF que têm proteção de sigilo, legal e processual. Ele também pede providências sobre o assunto.

IMPUGNAÇÕES – Em suas redes sociais, Dallagnol informou que apresentou à Justiça do Paraná cópias de procedimentos do Conselho Nacional do Ministério Público para responder às impugnações de sua candidatura.

“Entre esses procedimentos está a reclamação disciplinar proposta por Cristiano Zanin [quando ele representava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva] contra Deltan e outros procuradores, que tinha milhares de páginas. Os dados fiscais e bancários do então advogado estavam incluídos como parte dessa reclamação”, diz o ex-procurador.

Segundo ele, as cópias das reclamações foram apresentadas de “forma integral pelos advogados para não omitir nenhum dado ou informação que pudesse ser relevante para a avaliação de seu conteúdo, de forma transparente e zelosa”.

“DADOS ESSENCIAIS” –  Deltan Dallagnol diz, ainda, que como cada pedido de registro de candidatura toma em conta as informações e provas disponíveis no momento de sua apresentação, os “dados são essenciais para a decisão da Justiça Eleitoral”.

“A defesa do candidato [Dallagnol] jamais teve a intenção de expor dados do então advogado, [de Lula à época, Cristiano Zanin] mas sim de exercer com plenitude o direito político de candidatura, demonstrando cabalmente sua elegibilidade”, acrescentou o ex-procurador da República.

Campanhas começam com R$ 770 milhões, mas 85% do dinheiro vêm dos partidos

Sob tensão política, Praça dos Três Poderes terá segurança reforçada no 7 de Setembro

Operação terá revistas e monitoramento em tempo real

Luísa Marzullo
O Globo

Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e à expectativa de manifestações políticas no 7 de Setembro, a região da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, terá um esquema reforçado de segurança na próxima segunda-feira. A operação contará com grades em torno de prédios públicos, restrição de acesso a áreas próximas às sedes dos Poderes e monitoramento por drones e câmeras em tempo real.

O planejamento reúne forças federais e do Distrito Federal e prevê ainda revistas, bloqueios e restrições no espaço aéreo. A inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) monitora a organização de manifestações previstas para a data e trabalha com a possibilidade de atos simultâneos. Nesse cenário, o esquema prevê manter grupos distintos em áreas separadas para reduzir o risco de confrontos.

OPERAÇÃO CONJUNTA – O STF integra a operação e informou ao O Globo que o planejamento está sendo realizado de forma conjunta com a SSP-DF, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), as forças de segurança do DF e os demais órgãos envolvidos.

Segundo a Corte, a atuação conjunta contempla “compartilhamento de inteligência, avaliação de riscos e definição coordenada de efetivos”, além de áreas de responsabilidade, revistas, bloqueios, restrições do espaço aéreo e monitoramento de drones. O tribunal afirmou ainda que adotará, em sua área de responsabilidade, “as medidas de reforço necessárias”.

O esquema ocorre em um momento de aumento da tensão dentro e fora do Supremo. Nos últimos dias, Alexandre de Moraes e André Mendonça entraram em confronto em torno das investigações sobre o Banco Master. Depois de Mendonça tornar públicas mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Moraes enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, uma decisão na qual apontou “fortes indícios” de irregularidades na atuação do colega e usou como base um relatório de inteligência da Polícia Federal sem assinatura e classificado como documento de trabalho, sem valor probatório.

PRESSÃO POLÍTICA – A crise também ampliou a pressão política sobre o Supremo às vésperas do feriado. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro intensificaram a defesa do impeachment de Moraes, que deverá ser um dos principais alvos das manifestações de direita previstas para a data. Mendonça, por sua vez, passou a receber manifestações públicas de apoio de políticos e lideranças religiosas ligadas à direita.

Apesar do novo ambiente de tensão, o planejamento de segurança já vinha sendo preparado antes da escalada do embate entre Moraes e Mendonça e segue protocolos adotados nos últimos anos em grandes eventos na capital. O esquema em torno das sedes dos Poderes foi intensificado após os ataques de 8 de janeiro de 2023.

CIDADE POLICIAL –  Na Esplanada dos Ministérios, as forças de segurança terão como base uma estrutura chamada “Cidade Policial”, que será montada ao lado do Museu da República. O local reunirá os comandos móveis das corporações e servirá como ponto de apoio para os agentes envolvidos na operação.

A região será monitorada por câmeras e drones, com imagens transmitidas em tempo real para auxiliar o policiamento. A Praça dos Três Poderes terá acesso restrito, e prédios públicos serão protegidos por gradis. Tropas especializadas também estarão mobilizadas, além de equipes de emergência e de combate a incêndios.

A Cidade Policial também funcionará como ponto de atendimento ao público. Será possível registrar ocorrências e solicitar o bloqueio de celulares roubados ou furtados. Militares especializados em atendimento pré-hospitalar circularão pela região, e as Forças Armadas manterão postos de saúde durante a programação.

DRONES –  Embora drones das forças de segurança façam parte da operação, equipamentos particulares estarão proibidos de sobrevoar a região. Entre 0h e 18h do dia 7, estará em vigor uma Zona de Restrição de Voo na área destinada ao desfile e em seu entorno.

Apenas drones operados por órgãos de segurança pública e instituições previamente autorizadas poderão circular. O descumprimento da restrição poderá levar à adoção de medidas de mitigação e a sanções administrativas, civis e penais. As revistas do público começarão às 6h e serão feitas individualmente nos acessos. Entre os itens proibidos no perímetro estão armas, facas e outros objetos perfurocortantes, fogos de artifício, explosivos, substâncias inflamáveis, drones, recipientes de vidro, sprays, mastros rígidos e capacetes.

O desfile cívico-militar está previsto para começar às 9h e terminar por volta das 11h, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministros e outras autoridades, entre elas os chefes dos demais Poderes. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou presença, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o do STF, Edson Fachin, também são esperados.

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Não adianta Moraes se arrepender, porque já é tarde demais…

Carlos Newton

A esculhambação no Supremo Tribunal Federal é tamanha que a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) resolveu intervir no caso do Banco Master, para evitar que exista qualquer chance de impedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, acusado de advocacia administrativa e outros crimes que desonram o Supremo Tribunal Federal.

Neste sábado, a Associação resolveu dar um basta nas diversas tentativas quem vêm sendo feitas pelos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes para tumultuar o inquérito, com apoio ostensivo de um personagem estratégico, o procurador-geral da República Paulo Gonet, que também precisa ser investigado, por seu íntimo envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro.

IMPEDIMENTO – Assim, em pleno feriado prolongado, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal enviou um importantíssimo documento ao procurador Paulo Gonet, nos seguintes termos:

A ADPF requer que o Procurador-Geral da República se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo, nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado; que o procedimento instaurado seja arquivado por ser via inadequada ao questionamento de ato do STF”, diz a nota, que completa:

E que os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas“.

MÁXIMA IMPORTÂNCIA – Esse requerimento da ADPF é um fato histórico, a ser lembrado no futuro, porque será decisivo para que haja uma recuperação da dignidade do Supremo Federal e dos outros Poderes, que vivem uma fase de inteira desmoralização.

A crise institucional chegou a tal ponto que a Presidência da República está sendo disputada por dois candidatos corruptos, enriquecidos ilicitamente e que não têm o menor merecimento para representar o cidadão-contribuinte-eleitor, na expressão criada por Helio Fernandes.

Por tudo isso, é um fato da máxima importância, com os delegados federais enfrentando diretamente o diretor-geral da própria PF, Andrei Rodrigues, que precisa ser investigado junto com a própria mulher, a jornalista e lobista Renata Varandas, também envolvida no caso Master.

APOIO A MENDONÇA – Não se trata de um simples apoio ao ministro André Mendonça, para que dê seguimento ao inquérito, doa a quem doer. Na verdade, a manifestação dos delegados da ADPF representa um recado direto a todos os brasileiros.

Em tradução simultânea, significa que os policiais federais sabem quem está envolvido e vão exigir que todos sejam processados e julgados, na forma da lei.

A ADPF, integrada por cerca de 2 mil delegados federais, é presidida por Edvandir Félix de Paiva, tendo Maria do Socorro Tinoco como vice-presidente, e Denis Colares de Araújo, Silvia Amélia Oliveira e Larissa Magalhães Nascimento como secretários.

IMPRENSA LIVRE – A Tribuna da Internet se levanta para aplaudir a direção da ADPF, cujo posicionamento será fundamental para permitir que ocorra uma limpeza ética nos três Poderes. Nesse sentido, lembramos que a Tribuna participou ativamente dessa luta.

Em maio de 2025, seis meses antes de haver a intervenção no Banco Master, já tínhamos publicado tantas denúncias que tivemos de enviar minuciosos dossiês para Comissão de Valores Mobiliários, Banco Central e Tribunal de Contas da União, uma prática que passamos a tomar como rotina, em nossa atuação como Imprensa Livre.

Por dfim, aproveitamos o ensejo, para divulgar a seguir as contribuições de comentaristas que apoiam a luta desse blog, que funciona sob o signo da liberdade, sem patrocínios comerciais, políticos ou empresariais.

De início, vamos agradecer as contribuições na conta da Caixa Econômica Federal:

DIA  REGISTRO   OPERAÇÃO     VALOR
06    061327        DEP DIN LOTER…… 100,00
11    111401         DEP DIN LOTER….. 200,00
14    141553        DEP DIN LOTER….. 230,00
20    201600       DEP DIN LOTER…… 200,00
29    291324        DEP DIN LOTER….. 200,00
31    000001        JOSE PAULO V……… 40,00

A seguir, os depósitos no Itaú/Unibanco:

03   PIX TRANSF JOSE FR01/08……. 150,00
03   PIX TRANSF PAULO R02/08….. 100,00
04   TED 001.5977.JOSE A P JR…….. 354,18
17    TED 001.4416.MARIO A C R….. 300,00
24   PIX TRANSF CELSO P23/08……. 100,00
31   PIX TRANSF DUARTE 29/08…… 160,00
31   TED 033.3591.ROBERTO S D…… 200,00

Por fim, o depósitosno Bradesco:

05   TRANS AUT. Luiz C.B. Paim……. 300,00   

Agradecendo a todos os que colaboram conosco nessa utopia de manter um espaço independente na web, vamos em frente, sempre juntos. (C.N.)

Jorge Messias vê ação da cúpula da PF para desgastá-lo em meio à crise do STF

Relatórios usados por Moraes citam advogado-geral da União

Tainá Falcão
CNN

O advogado-geral da União, Jorge Messias, vê um movimento da cúpula da Polícia Federal para desgastá-lo em meio à crise envolvendo integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal). A visão tem sido compartilhada nos bastidores com aliados.

A avaliação ganhou força depois de divulgados relatórios de inteligência produzidos pela PF sobre André Mendonça. Um dos documentos cita Messias ao mencionar o apoio de Mendonça à indicação do advogado-geral ao STF como parte de uma suposta estratégia do ministro para alterar a correlação de forças na Corte.

“CORTINA DE FUMAÇA” – Nos bastidores, interlocutores de Messias avaliam que as críticas à atuação da AGU funcionam como uma espécie de “cortina de fumaça” diante do desgaste provocado pela crise no Supremo.

A PF havia pedido à AGU para questionar decisões de Mendonça consideradas pela corporação como interferência na autonomia das investigações. A avaliação dentro da AGU é de que um confronto com Mendonça dificilmente alcançaria o objetivo pretendido pela PF e ainda colocaria o governo Lula no centro da crise, o que o presidente teria deixado explícito ao AGU que não queria.

ARGUMENTO – Interlocutores de Messias questionam ainda por que, diante de eventuais irregularidades na condução das investigações, a PF não provocou a Procuradoria-Geral da República. O argumento é que o Ministério Público é responsável pelo controle externo da atividade policial e titular da ação penal pública. Na visão da AGU, portanto, caberia à PGR avaliar eventual interferência indevida do relator sobre a investigação, em vez de transferir à Advocacia-Geral da União a responsabilidade de confrontar Mendonça.

Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, chegou a procurar Mendonça posteriormente, mas, na avaliação de integrantes do governo, a crise já havia escalado. Apesar do episódio, o chefe da PF continua com a confiança do presidente e do governo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Messias resolveu “crescer” na crise e comprou a briga contra a direção da Polícia Federal, que está completamente desmoralizada. Quem está em alta é a Associação dos Delegados da Polícia Federal, que  partiram para o ataque contra o ministro Moraes, o procurador Gonet, o próprio Andrei Rodrigues (diretor da PF) e quem mais entrar na reta. É hora de Messias ficar fingindo de morto, senão pode ser atropelado pelo destino. (C.N.)

Michelle Bolsonaro aposta em sua origem humilde para conquistar o Senado

Crise entre Moraes e Mendonça repercute nas redes e supera até condenação de Bolsonaro

Aliados de Mendonça no STF também querem afastar Gonet do caso do Banco Master

Associação dos Delegados quer afastar Gonet, que ainda tenta blindar Moraes

CNN Brasil on X: "Por @jussarasoares → Oposição pede impeachment de PGR  após parecer por nulidade em caso Moraes https://t.co/natOXDQS2E" / X

Charge reproduzida da CNN

Eduardo Gonçalves
O Globo

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu neste sábado que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido no caso Master e uma apuração “sem seletividade” em relação às autoridades envolvidas.

A manifestação pública ocorre após Gonet abrir apuração sobre “possível ocorrência de ordem ou interferência externa” na produção do relatório da PF que apontou a relação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, com o ministro do STF Alexandre de Moraes e o próprio PGR. O documento listou 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes.

IMPEDIMENTO – “A ADPF requer que o Procurador-Geral da República se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo, nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado; que o procedimento instaurado seja arquivado por ser via inadequada ao questionamento de ato do STF”, diz o requerimento, que completa:

“E que os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas”, diz a nota antecipada pela coluna de Lauro Jardim.

O relatório “questionado” por Gonet foi encomendado na semana passada pelo ministro André Mendonça e assinado por quatro delegados e três agentes da PF. No ofício sobre a instauração de um Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial, Gonet apontou que o objetivo é saber se eventual interferência maculou o seu conteúdo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
A nota da Associação mostra que Moraes não tem mais saída. Em tradução simultânea, os delegados da Polícia Federal advertem que não vão aceitar a blindagem de Moraes, que o procurador Gonet ainda tenta fazer. Isso significa que Moraes não tem mais saída e vai apodrecer em público, ao vivo e a cores. (C.N.)

Alcolumbre se afasta de Flávio Bolsonaro e entra na mira da campanha bolsonarista

No desespero, Moraes usou relatórios da PF sem validade, para pedir investigação contra Mendonça

Corrupção, Moraes e evangélicos: o novo risco que ronda a campanha de Lula

Caso Moraes acende alerta no Planalto

Míriam Leitão
O Globo

A corrupção vai desempenhar um papel importante nesta eleição. A pesquisa da Quaest mostra, por exemplo, que 66% dos entrevistados souberam do caso Dark Horse e 52% consideram que Flávio Bolsonaro não deu explicações suficientes. Mas é importante observar que, nos últimos tempos, o que ganhou mais evidência foram as informações sobre as relações de Fábio Luís, filho do presidente, com Roberta Luchsinger.

É esse o caso que está mais recente na memória dos eleitores. E, nesse episódio, os números são muito semelhantes ao do envolvendo os Bolsonaros: 66% tiveram conhecimento e 54% consideram que as explicações não foram convincentes.

MORAES E VORCARO – Agora veio à tona o relatório da Polícia Federal que revela diálogos e encontros do ministro do STF Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mudando novamente o cenário. Quero fazer um cruzamento dessa questão com o eleitorado evangélico.

Apesar de os evangélicos não poderem ser vistos como um grupo monolítico, 30% dizem ter escolhido Lula — um terço, portanto, é um dado importante. Mas é  preciso lembrar também que, à frente desse questionamento envolvendo Alexandre de Moraes, está o ministro André Mendonça, que é evangélico.

ASSOCIAÇÃO – Isso pode, de alguma forma, influenciar esse eleitorado, sobretudo pela associação que se estabelece entre Alexandre de Moraes e Lula. Ou seja, o episódio pode afastar esse grupo da candidatura do presidente.

Afinal, a tendência é que parte desse eleitorado se identifique mais com André Mendonça, que já se declarou “terrivelmente evangélico” e é pastor de uma Igreja Presbiteriana, ligada à tradição da Reforma. Nos últimos anos, porém, esse segmento religioso também passou a ser fortemente marcado pela participação política de direita.