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	Comentários sobre: Ajuste fiscal e pacificação: Lula prepara discurso sobre as prioridades do quarto mandato	</title>
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	<description>Sob o signo da Liberdade</description>
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		Por: Panorama		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Panorama]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2026 00:52:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Afinal, qual o plano de Lula contra sua própria ‘herança maldita’? 


Presidente precisa apresentar uma política econômica responsável que garanta equilíbrio das contas


A prisão de Santiago Peña no Paraguai e a crise política, econômica e social de Javier Milei na Argentina são um alerta para (...) o presidente Lula (...): onde cortar e onde arrecadar mais para cobrir sua própria “herança maldita”?

Do lado oposto de Peña e Milei, Lula tem discurso e base na esquerda, foi eleito em nome da democracia e da soberania, mas também torrando o orçamento público com políticas eleitoreiras e prometendo, dia sim e outro também, que não cortaria dos pobres. 

Economia não é pura aritmética, mas dois mais dois sempre serão quatro. Não há mágica. Lula está certo em reafirmar, firmemente, que “o pobre não pagará a conta” (da sua própria gastança), mas precisa dizer quem, como e quanto vai pagar. 

Ouvimos isso há anos, décadas, a vida inteira, mas na hora do “vamos-ver”, quem tem privilégios é quem tem poder de pressão sobre governos, Congresso e, como está cada vez mais claro, Judiciário. 

Lula tem como resistir, com o PT desdenhando de responsabilidade fiscal, a oposição em maioria na Câmara e no Senado e o Supremo desmoronando?

Voltamos ao velho dilema (...) que se repete, repete, repete, num País (...) em que o problema original é a desigualdade, a injustiça social, que sacrifica a maioria das populações para beneficiar a minoria insaciável e os escândalos.


Enriquecer com trabalho, investimento e produção nas diversas áreas é não só um direito legítimo como essencial para gerar empregos, tecnologia, desenvolvimento. 

Mas como explicar privilégios do setor público e do setor privado que tem poder de pressão? E excrescências como o Banco Master (...)? Neste caso, é simples: o velho e sobejamente conhecido círculo da corrupção.

O sujeito começa do nada, forma uma quadrilha com pose e status, compra autoridades e governos, rouba do INSS, de fundos de pensão, aposentados e trabalhadores que suam para juntar alguma economia na vida. 

Com isso, vai alimentando os corruptos com RS 130 milhões daqui, R$ 130 milhões dali, viagens, bebidas, luxo e mulheres para... fecharem os olhos, aprovar seus projetos e garantir o roubo dos pobres e infelizes. (...)

Portanto, a primeira providência para “acertar as contas” não é penalizar quem trabalha, estuda, compra, produz, vende e emprega, mas garantir as engrenagens para prevenir, detectar e punir crimes dessa envergadura, só possíveis com a conivência dos poderes e o enriquecimento ilícito de agentes públicos de vários níveis.

Acabar com a corrupção, porém, talvez seja para sempre uma utopia. Lula precisa, para o bem do Brasil, dos brasileiros, das democracias, das esquerdas e dele próprio de um projeto objetivo e factível: 

-Uma política econômica responsável que garanta equilíbrio das contas. Até porque o desequilíbrio não é inimigo apenas do mercado, das Bolsas e do câmbio, é sinônimo, ou irmão gêmeo, de “tax the poor”, taxe os pobres.

Afinal, quem paga a “herança maldita”? Mais corte ou mais imposto?

Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 07/11/2026 &#124; 17h46 Por Eliane Cantanhêde]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afinal, qual o plano de Lula contra sua própria ‘herança maldita’? </p>
<p>Presidente precisa apresentar uma política econômica responsável que garanta equilíbrio das contas</p>
<p>A prisão de Santiago Peña no Paraguai e a crise política, econômica e social de Javier Milei na Argentina são um alerta para (&#8230;) o presidente Lula (&#8230;): onde cortar e onde arrecadar mais para cobrir sua própria “herança maldita”?</p>
<p>Do lado oposto de Peña e Milei, Lula tem discurso e base na esquerda, foi eleito em nome da democracia e da soberania, mas também torrando o orçamento público com políticas eleitoreiras e prometendo, dia sim e outro também, que não cortaria dos pobres. </p>
<p>Economia não é pura aritmética, mas dois mais dois sempre serão quatro. Não há mágica. Lula está certo em reafirmar, firmemente, que “o pobre não pagará a conta” (da sua própria gastança), mas precisa dizer quem, como e quanto vai pagar. </p>
<p>Ouvimos isso há anos, décadas, a vida inteira, mas na hora do “vamos-ver”, quem tem privilégios é quem tem poder de pressão sobre governos, Congresso e, como está cada vez mais claro, Judiciário. </p>
<p>Lula tem como resistir, com o PT desdenhando de responsabilidade fiscal, a oposição em maioria na Câmara e no Senado e o Supremo desmoronando?</p>
<p>Voltamos ao velho dilema (&#8230;) que se repete, repete, repete, num País (&#8230;) em que o problema original é a desigualdade, a injustiça social, que sacrifica a maioria das populações para beneficiar a minoria insaciável e os escândalos.</p>
<p>Enriquecer com trabalho, investimento e produção nas diversas áreas é não só um direito legítimo como essencial para gerar empregos, tecnologia, desenvolvimento. </p>
<p>Mas como explicar privilégios do setor público e do setor privado que tem poder de pressão? E excrescências como o Banco Master (&#8230;)? Neste caso, é simples: o velho e sobejamente conhecido círculo da corrupção.</p>
<p>O sujeito começa do nada, forma uma quadrilha com pose e status, compra autoridades e governos, rouba do INSS, de fundos de pensão, aposentados e trabalhadores que suam para juntar alguma economia na vida. </p>
<p>Com isso, vai alimentando os corruptos com RS 130 milhões daqui, R$ 130 milhões dali, viagens, bebidas, luxo e mulheres para&#8230; fecharem os olhos, aprovar seus projetos e garantir o roubo dos pobres e infelizes. (&#8230;)</p>
<p>Portanto, a primeira providência para “acertar as contas” não é penalizar quem trabalha, estuda, compra, produz, vende e emprega, mas garantir as engrenagens para prevenir, detectar e punir crimes dessa envergadura, só possíveis com a conivência dos poderes e o enriquecimento ilícito de agentes públicos de vários níveis.</p>
<p>Acabar com a corrupção, porém, talvez seja para sempre uma utopia. Lula precisa, para o bem do Brasil, dos brasileiros, das democracias, das esquerdas e dele próprio de um projeto objetivo e factível: </p>
<p>-Uma política econômica responsável que garanta equilíbrio das contas. Até porque o desequilíbrio não é inimigo apenas do mercado, das Bolsas e do câmbio, é sinônimo, ou irmão gêmeo, de “tax the poor”, taxe os pobres.</p>
<p>Afinal, quem paga a “herança maldita”? Mais corte ou mais imposto?</p>
<p>Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 07/11/2026 | 17h46 Por Eliane Cantanhêde</p>
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