“Estrofes em crise”, um poema marcado pela quarentena da covid-19

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Antonio Rocha, um notável poeta

Paulo Peres
Poemas & Canções

O professor, escritor e poeta carioca Antonio Carlos Rocha, Doutor e Mestre em Ciência da Literatura, afirma que, os versos do poema “Estrofes em Crise” surgiram-lhe em 18/06/20, às 06h15, inspirado no seu impulso poético na quarentena que estamos vivendo por conta da pandemia da Covid-19.

ESTROFES DA CRISE
Antonio Carlos Rocha

Esposa, por favor
Espera um pouco
Está me nascendo
Um poema agora.

Mas isso é todo dia
Tem que varrer/aspirar
A casa.

Senão essa quarentena
Vai ser e ter muitos
Alergizantes

E eu não aguento mais
Os seus poéticos
Rompantes.

Casei com um poeta
Intelectual
Mas tenho que
Preparar o almoço.

Ou como diria Jesus
Nem só de versos
Vive o homem.

6 thoughts on ““Estrofes em crise”, um poema marcado pela quarentena da covid-19

  1. 1) Grato ao Peres e ao CN e à TI.

    2) Vez por outra eu lembro do ótimo livro “O Feijão e o Sonho” do grande escritor Orígenes Lessa (1903-1986).

    3) Em 1938 ele publicou o romance acima, onde fala da vontade em ser escritor, escrever sobre Artes e a realidade do prato de comida…

    4) O livro foi adaptado para telenovela.

    5) Minha tentativa poética acima é por aí…

  2. O prezado Autor Prof. Dr. ANTONIO ROCHA em “Estrofes da Crise” faz bem humorado Poema sobre a Quarentena do vírus Covid-19.

    A princípio estranhei o final onde o Poeta transliterou as Palavras de Nosso Senhor JESUS CRISTO:
    “Nem só de Pão vive o Homem”, por “Nem só de Versos vive o Homem”. mas em seguida me lembrei que o PÃO dos Poetas é o VERSO.

    Parabéns e um Abração.

  3. Memória de um instante:
    ———————————–

    Raios riscaram os céus,
    O vento soprou sem rumo,
    Estrondos ecoaram distante,
    Era certo o fim do mundo!

    Mas do céu só caiu chuva
    Forte, abundante, ligeira,
    Que tirou do barro sêco
    O cheiro gostoso de poeira.

    Ao fim, restou uma brisa fraca,
    O sol no horizonte distante,
    Nuvens por toda parte, esparsas,
    E a memória de um instante!

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