255 planos de saúde, de 29 operadoras, foram proibidos de venderem para mais clientes. Parabéns entusiasmados pela decisão. Planos de saúde têm a ver com formação de quadrilha.

Helio Fernandes

Se insistem em fraudar, falsificar e enganar os que acreditaram neles, por que aumentar o número dos que pagam e não recebem serviço algum? Plano de saúde, com raras exceções, tem muito mais a ver com formação de quadrilha. E não acontece apenas no Brasil, e muitas vezes (muitas mesmo) são ajudados por médicos desonestos.

O cineasta-documentarista-denuncista Michael Moore (de “Tiros em Columbine”) fez um trabalho maravilhoso com denúncias impressionantes sobre planos de saúde e a exploração criminosa nos EUA. Título: “Sicko – S.O.S. Saúde”. De A a Z, cada letra uma denúncia irreversível.

Conclusão final não desmentida por ninguém. Os EUA têm 300 milhões de habitantes. 150 milhões não têm plano. 150 milhões têm plano mas não têm direito, nem sabem a quem denunciar. Faz acusações violentas a médicos e hospitais, acumpliciados com os assaltantes donos dos planos.

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PS – Notícia que comento com satisfação e enorme alegria. 560 mil pessoas foram ao Centro Cultural Banco do Brasil (CNBB) assistir a exposição dos “Impressionistas”. No início a fila era de 2 horas, passou para 3, no final precisavam esperar 8 horas. Nenhum aborrecimento, incidente, tentativa de “furar fila”. Gente normal, cidadão normal é mais responsável do que muitos que têm nome e sobrenome.

PS2 – Esporte é importante, principalmente quando envolve o nome do Brasil. Thomaz Bellucci, o mais arrogante e pretensioso tenista brasileiro, está no circuito há 5 ou 6 anos. Até agora ganhou 2 Torneios (250 pontos) e 1 Challenger (125 pontos). Acabou de ser eliminado do Aberto da Austrália, logo na estreia, o que tem acontecido seguidamente. Repete sempre: “Joguei bem, não sei o que aconteceu”.

PS3 – Ricardo Sales e muitos outros me pedem que fale sobre aposentadorias e salário mínimo. É degradante, humilhante, revoltante. Tenho diversos amigos nessa situação. Falei com alguns, a conclusão é a mesma: o salário mínimo vai sendo reduzido enquanto os remédios aumentam clamorosamente. Depoimento de um deles, de 79 anos: “Helio, estou aposentado desde que tinha 61 anos, recebia o equivalente a 6 salários mínimos, agora não passa do equivalente a 2 mínimos. Tenho que tomar sempre remédio para pressão alta, compro de 2 em 2 meses. Em setembro, pagava 76 reais. Em novembro 83,24 reais. Anteontem, 95,20”.

PS4 – Não há exceção, a corrupção tem muitos nomes, mas é sempre igual. Vejam a troca de carros pela Assembléia Legislativa de SP. Carros com 2 anos de uso foram considerados “velhos e imprestáveis”. Compraram outros novos e caríssimos, devolveram os outros recebendo valor de inutilidades.

PS5 – O geólogo Gravatá, um dos maiores amigos do Millôr, me conta: o “banco do Millôr”, na Praia do Diabo, “está quase pronto para inauguração. O projeto é do excelente arquiteto Jaime Lerner, duas vezes prefeito de Curitiba, duas vezes eleito governador do Paraná. Atrasou um pouco, Lerner está fazendo projetos no México e em outros países.

PS6 – No velório do Niemeyer, Eduardo Paes perguntou a Lerner como estava o trabalho. Não haverá encargos para a Prefeitura. As despesas, mínimas, estão sendo pagas pela Brafer, que construiu a maravilhosa “Opera do Arame”, em Curitiba, com tubos de aço, estruturas metálicas e placas de policarbonato. As frases e desenhos do banco do Millôr foram selecionados pelo Jaguar e o Chico Caruso.

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