27 sucessões estaduais tumultuando a sucessão presidencial

Faltam praticamente 16 meses para as eleições executivas de 2010. Não quero nem tratar dos 54 senadores e 20 suplentes que precisarão renovar o mandato ou garantir o que jamais conquistaram, a suplência.

A maior preocupação: acesso ao Planalto-Alvorada

A presidência está na ambição de quase todos os políticos, pois representa o máximo em matéria de Poder. Leva um homem como Ciro Gomes a mudar o domicílio para São Paulo, sem saber se será candidato a governador, a presidente, ou a nada disso.

A importância de ser Ernesto

O Amazonas começa a análise que vou fazer, estado por estado, embora não seguida ou diariamente. Na leitura destas notas, exclusivas, se verá a razão de começar por tão longe, mas que está tão perto do Planalto-Alvorada.

Reviravolta no Amazonas

Amazonino, que já foi tudo duas vezes (governador, prefeito e senador), se elegeu novamente prefeito no ano passado, seu mandato em Manaus vai até 2012. Apesar disso, era tido e havido como candidato a governador. Mas foi alertado e aconselhado: “Fique na prefeitura”. Ficará.

Amazonino desistirá, entrará Serafim Correa para governador

Amigos do ainda prefeito disseram a ele: “Você está perto dos 70 anos, já foi tudo, por que deixar o cargo de prefeito eleito até 2012?”. Compreendeu, aceitou, a luta pelo governo acirrou.

Eduardo Braga em Brasília

Só há uma vaga para senador, a outra será do governador eleito e reeeleito (revelação exclusiva).

Amazonas 2010

O Planalto-Alvorada tem vários objetivos. 1 – Derrotar Artur Virgílio, se livrar da sua oposição permanente. Portanto, impedir a reeleição.

Eleger Alfredo Nascimento

2 – Ministro dos Transportes do primeiro governo Lula, se desincompatibilizou, sentou com o presidente. Lula falou: “Coloca o João Pedro como suplente”. Colocou, sabia que eleito, voltaria ao ministério.

Ministro: nem adivinhação, nem previsão

3 – Entrou na campanha para senador sabendo que voltaria a ser ministro. Ganhou, foi. João Pedro, amigo de Lula, também ganhou: 2 anos e 7 meses como senador sem voto.

Senador permanente

4 – Agora a história se repete (sempre?) com volúpia política maior. Alfredo Nascimento é candidato a governador, e se ganhar (o que é possível) João Pedro, sem qualquer esforço (a não ser o da amizade presidencial) fica senador DE FATO até 2014.

O Planalto-Alvorada vai interferir

5 – Quer dizer, já interferiu. O Ministro dos Transportes ia ser demitido, teve divergência com Carlos Minc, a divergência se transportou para um setor de franca hostilidade.

Suplente que garante o efetivo

6 – Ninguém imaginava que o Ministro dos transportes pudesse escapar. Lula, que demitiu tantos amigos (Dirceu, Palocci, Cristovam, e outros), pensou: “Se eu demitir o ministro ele volta para o Senado, João Pedro perde a suplência de agora e a do futuro”. Não demitiu.

Interpretação-adivinhação-consolação

7 – O “violento” discurso de Renan sobre Artur Virgílio tinha um objetivo diferente do imaginado e não revelado pelos amestrados, mas dava a Renan o “prazer” de ser insaciável.

Reciprocidade-lealdade

8 – mas também cumpria uma “jogada” do Planalto-Alvorada, os péssimos analistas diriam como disseram: “Renan é realmente leal”. Consideravam que Renan envergava a roupa de gala do Planalto-Alvorada.

***

PS – Tudo que relacionei está acontecendo. Os personagens citados, identificados e nominados, no palanque da própria derrota. O Planalto-Alvorada vai agir, tentando desfazer o que está quase feito.

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