Entrevista histórica

Vicente Limongi Netto
A excelente entrevista de Fernando Collor ao O Globo é marcante e histórica. Deve ser lida com atenção e isenção pelos brasileiros desprovidos de rancor e intolerância. Parabéns ao repórter Geneton Moraes Neto pela qualificada matéria. As explosivas revelações do ex-presidente passarão a fazer parte dos livros escolares e compêndios de história republicana. Collor deixa claro que ainda tem muito para dizer e revelar daqueles tempos sombrios e de agonia que viveu. Antes e depois do covarde e ilegal impeachment que o apeou da Presidência da República. Hoje, muitos daqueles atores canastrões que participaram daquela “pantomima”, como define o próprio Collor, cruzam e convivem com ele no Congresso Nacional. Alguns com remorso na alma, outros arrependidos e alguns com insônia, porque têm certeza que Collor sabe que não valem nada. Não honram as calças que vestem.

Comentário de Helio Fernandes
Meu artigo de hoje é precisamente sobre a entrevista do ex-presidente. Como eu digo: vi e ouvi, fiquei impressionado, principalmente pelas acusações, até contra ele mesmo. Mas as revelações superam tudo.

E as acusações, com nomes e sobrenomes, essas são realmente elucidativas. Ele explicou que seguirá o conselho de Thales Ramalho para saber a hora e a vez de publicar o livro.

Mas o importante mesmo é o que diz sobre Mercadante, outros morreram ou enriqueceram. Sobre o líder do PT, que era intimíssimo de Lula, (deixou de ser assim que se elegeu senador e podia ser um possível sucessor do próprio Lula) tenho certeza: Mercadante, hoje mesmo, da tribuna do Senado, vai negar a afirmação de Collor: “O CONFISCO era o nosso sonho de governo (Do PT). Mas achávamos que se fizesse isso, Lula seria derrubado, não governaria”.

Imaginem o ínclito, ilustre e insuspeito Mercadante APOIANDO O CONFISCO, vai desmentir. Não o fez até agora porque não havia visto a entrevista de Collor. Como costuma dizer o sábio Lula: “Não leio jornal, não ouço rádio, não vejo televisão”. Só segue o mestre que o obrigou a CONTINUAR COMO LÍDER. Do que mesmo?

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