A cada dia, a opinião pública pode constatar por que é tão importante a liberdade de imprensa.

No governo do PT, desde o primeiro mandato de Lula, jamais faltaram críticas à imprensa. Pelo contrário, a pressão para que o Congresso estabelecesse limites aos jornalistas foi num crescendo e até o finalzinho do segundo mandato de Lula o então ministro Franklin Martins, da Comunicação Social, tentou de todas as maneiras concretizar esse sonho, que mais parecia um pesadelo.

Agora, o que se vê, a cada dia, é a importância incomensurável de existir uma imprensa livre, que fique de olho nos três poderes da União, dos estados e municípios, para evitar uma dilapidação ainda maior dos recursos públicos. Para comprovar a importância dessa imprensa livre, basta conferir esta reportagem de Alana Rizzo, publicada pelo O Estado de S. Paulo.

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Corte mais cara do País, o TJ-DF gasta
com pessoal 5 vezes mais que Supremo

Folha de pagamento será de R$ 1,4 bi este ano; contracheque
chega a superar R$ 400 mil,  no caso de um desembargador

Alana Rizzo

A folha de pagamento do tribunal estadual mais caro do País vai custar R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos este ano. Custeado pela União, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DF) vai gastar cinco vezes mais que o Supremo Tribunal Federal (STF)com a folha de pagamento e o dobro das despesas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com pessoal. Essas cortes também são custeados pelo Orçamento da União.

Assim como nos tribunais de Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro, a folha de subsídios da corte do DF (o mais caro entre todos os estaduais) é engordada com as chamadas “vantagens eventuais”. Em dezembro passado, os cofres federais pagaram salários milionários aos magistrados e servidores do tribunal na capital federal.

Naquele mês, um dos desembargadores recebeu de uma só vez R$ 370,3 mil em benefícios, que, incorporados ao salário de R$ 24,1 mil, garantiram ao magistrado um total de R$ 401,3 mil. No mesmo mês, um juiz substituto ganhou R$ 240,5 mil só em vantagens.

O relatório de pagamentos, publicado em cumprimento à Resolução 102 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostra que os benefícios não são exclusividade dos magistrados.

Um analista judiciário, cujo salário é de R$ 11 mil, recebeu R$ 205 mil em vantagens. Também em dezembro, um técnico ganhou R$ 145,9 mil, ou seja, 22 vezes mais do que o salário que recebe mensalmente pelo cargo que ocupa – R$ 6,5 mil.

Na soma de exemplos como esses, a folha atingiu R$ 205 milhões, sendo mais da metade – R$ 132 milhões – só com as vantagens.

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NOTA DE REDAÇÃOComo se vê, além dos magistrados, também os funcionários entraram na festa. Alguém tem de explicar por que um analista judiciário, cujo salário é de R$ 11 mil, pode ter recebido R$ 205 mil em vantagens. E ninguém chama a Polícia, o Ministério Público, nada, nada.

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