A campanha presidencial, a disputa pelo pré-sal. Entrelaçadas, durante a Copa do Mundo, inteiramente imprevisíveis. E por quanto tempo, nos subterrâneos do Poder?

Essa até agora monótona e insuportável Copa do Mundo, veio interromper duas batalhas, que têm tudo para se transformar em guerras. Com a agravante de quem ganhar a batalha presidencial levará grande vantagem na batalha do pré-sal.

Curiosamente, as duas são combatidas a longo prazo. Quem for eleito presidente agora (em outubro), tem, pelo menos teoricamente, a possibilidade de permanecer mais 4 anos no circuito Planalto-Alvorada.

No momento não existe ninguém, mas ninguém mesmo, (principalmente os candidatos), com capacidade de fazer análise conclusiva sobre o resultado da eleição. Em outras palavras mais diretas. Ganha Serra? Ganha Dilma?

Não me arrisco ao menor prognóstico, mesmo porque estou muito mais preocupado com o futuro do que com o presente. Duas nulidades completas, o que podemos ou poderemos esperar de Serra presidente ou de Dona Dilma, idem, idem?

Como não têm projeto de governo, plano a executar, compromisso a cumprir, qualquer um treme ao saber o resultado e conhecer o senhor dos anéis, perdão, quem vai executar (que palavra) o que todos teremos que cumprir. Tragédia, só em admitir.

Não consigo nem descobrir quantos desses votos que as pesquisas dão para Dona Dilma , são dela ou vieram da riqueza eleitoral do próprio Lula? É a NÃO CHAPA, Dilma e Temer nunca disputaram eleição. Ele ficou como primeiro suplente de uma chapa numerosa, para deputado, assumiu porque um amigo foi cassado. Que vice.

Dona Dilma conseguiu um vice sem votos, sem prestígio, sem povo. Serra nem isso. Seu sonho de consumo seria Orestes Quércia, (“disque Quércia para a corrupção”) mas não pode, por ser também de São Paulo. Depois de não conseguir a chapa-pura partidária, Serra não quer se arriscar na chapa-pura geográfica.

Não acreditem se alguém disser que ele ganhará ou ela. A disputa vai para o segundo turno. Quem tiver o apoio declarado da “verde” Marina, levará vantagem. Mas como ela justificará a preferência, por Serra ou Dilma?

O incalculável
e distante pré-sal

Existe uma visível incapacidade de analisar a questão do pré-sal. Isso, se dermos crédito a analistas. Mas como estamos em plena campanha eleitoral, confundem os royalties que já existem (e que estão mantidos e nem ameaçados) com os royalties do pré-sal, que só estarão em causa, dentro de 10 ou 20 anos, e Deus que ajude a todos.

Má fé generalizada, vá lá, alguns não têm má fé e sim incapacidade de se desprender de seus interesses eleitoreiros, como é o caso de cabralzinho. Nem o Estado do Rio, Espírito Santo, Sergipe e outros estados e municípios, perderão um real que seja do que já recebem muito justamente.

A descoberta e a exploração do petróleo nesses municípios (os estados são citados como conseqüência) revolucionaram tudo, modificaram essas cidades, transformaram as populações. Os royalties ajudaram a governar essas modificações, ninguém violentará esses direitos adquiridos e contratados.

***

PS – Os royalties do pré-sal, sobre o qual estão legislando agora, pertencem claramente à União, estão no mar territorial da União. (Chamado de 300 milhas, quando foi incorporado).

PS2 – Cabralzinho, “constitucionalista” emérito, retumba que o que estão fazendo é ilegal. ESTÃO ROUBANDO (que verbo) OS DIREITOS DO ESTADO DO RIO E DO ESPÍRITO SANTO. (Esquece os outros estados e municípios).

PS3 – Seria rigorosamente INCONSTITUCIONAL, se quebrassem os direitos adquiridos, e acabassem os royalties do petróleo. Mas os do pré-sal estão sendo DIVIDIDOS agora, e nem se sabe quando isso acontecerá.

PS4 – Como a propriedade é da União, nada mais justo que todos os municípios sejam beneficiados, proporcionalmente. Quem já recebe royalties do petróleo, receberá sua parte, MAIOR, junto com todos os outros.

PS5 – Pretender ganhar eleição prejudicando e usurpando todo o resto do país, é que não pode acontecer. A questão é tão clara, que não há discordância, a não ser interesseira e “cabralística”.

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