A cigarra s canta porque no sabe trabalhar (ou as obras dos estdios da Copa)

Claudio Siqueira

H quem diga que nunca houve roquenrou de verdade no Brasil e que, com exceo dos Mutantes, o resto no passa de bricolagem. No sei se isto est certo ou errado, mas a zoao que Raulzito faz com a fbula de Jean de La Fontaine uma tima crtica para o taylorismo e a mxima O trabalho enobrece/dignifica….

O problema que tanto esta fbula como a da Lebre & a Tartaruga falam da perseverana e da fora de vontade. A lebre desdenha do atarracado rptil e a cigarra, mesmo provida de asas, no faz outra coisa seno cantar. Assim como a cigarra troca de casca, as fbulas de Esopo ganharam vida nova com a lrica de La Fontaine.

Considerada uma praga para determinadas culturas de plantio, a cigarra foi usada pelo filsofo grego e seu ghostwriter francs como um arqutipo da preguia e da pusilanimidade. Raulzito que me desculpe mas sua assero, perfeita para a poca em que foi feita, cai como uma luva para a biltrice e a falta de comprometimento que assola as terras tupiniquins nos dias atuais.

Portanto, para fazer esta parfrase elucidativa, peo licena ao pai da blendagem roquenrou com o baio. Quem quiser aprender, favor prestar ateno: a cigarra s canta porque ela no sabe trabalhar!

s cigarras que j esto gritando ao ler isso, vale lembrar as obras de nossos estdios acontecendo a passo de cgado e a situao da Lagoa Rodrigo de Freitas e da orla martima, infestadas pelas algas mutantes ninjas que parecem ter sado de Fukushima. As formigas de l trabalham incessantemente para conter o vazamento. As cigarras daqui continuam cantando enquanto seu pas j deveria ter trocado de casca. A esse fenmeno d-se o nome de Ecdise. Duvida? D um rol na internet. A Wikipedia que disse.

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