A confusão é geral na expectativa de 2018

Resultado de imagem para sucessão de 2018 charges

Charge do Newton Silva (newtonsilva.blogspot.com)

Carlos Chagas

Rodrigo Maia era para ficar três meses incompletos como presidente da Câmara, vai ficar até 2019. Eunício Oliveira presidiria o Senado até 2022, está a um passo de não presidir nada. Assim se desenvolvem as articulações partidárias no Congresso. O que vale na véspera deixa de valer no dia seguinte. Dos grandes partidos, o PSDB tem três candidatos presidenciais, ao tempo em que o PMDB não tem nenhum. O PT só tem o Lula, mas para o Lula não há certeza de ter o PT. Sequer dispõe da garantia de tornar-se o novo presidente do partido.

A confusão é geral, apesar de Geraldo Alckmin admitir voar do ninho tucano, deixando Aécio Neves sem plano de vôo e José Serra confiando em que sempre poderá concorrer ao governo de São Paulo.

Ronaldo Caiado busca recuperar o tempo perdido para Jair Bolsonaro, e Ciro Gomes dispõe-se a ultrapassar Marina Silva como primeiro movimento num tabuleiro indefinido. Diversas pequenas legendas oferecem-se a Joaquim Barbosa, enquanto Álvaro Dias procura ganhar terreno no PV. Michel Temer afasta a hipótese de disputar a reeleição, que a Constituição permite, mas ignora o que fazer com o PMDB.

Em suma, importa repetir, a confusão é geral, em meio a dúvidas relativas à recuperação da economia, que por enquanto ganha as profundezas.

2 thoughts on “A confusão é geral na expectativa de 2018

  1. Pingback: A confusão é geral na expectativa de 2018 – Debates Culturais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *