A Copa Davis de Tênis, depois da Copa do Mundo de Futebol, o mais empolgante e “patriótico” espetáculo esportivo, foi decidido por dois jogadores do segundo time.

Helio Fernandes

A Sérvia, contra a França e em casa, era franca favorita. Tem o número 3 do mundo, Djokovic, se esperava que ganhasse seus dois jogos, o que aconteceu sem nenhuma dúvida.

Outra previsão se fazia e não apenas em Belgrado. (Capital desde os tempos da brava Iugoslávia, principalmente com o Marechal Tito, que não ia a Moscou, Stalin é que se deslocava. A Iugoslávia fazia parte dos 9 países do Pacto de Varsóvia. Não eram comunistas, mas como não tinham forças militares, precisavam dar a impressão de que eram “agregados”.)

Essa segunda quase certeza que não se confirmou: com as duas vitórias da única estrela na competição (Djokovic), bastava que vencessem as duplas, e não precisava o quinto jogo. Acontece que Tzarevich perdeu estabanadamente seu jogo, a dupla passou a ter maior importância.

Os sérvios venciam por 2 setes a 0, os franceses reagiram, ganharam, ficou tudo empatado, 2 a 2. Dependendo do último jogo. Tzarevjch foi substituído a pedido dele mesmo. E a França colocou na quadra Michel Llodra contra Troicki.

Os dois na véspera jogaram as duplas, que exigiram 4 horas e meia. Portanto, iguais no desgaste e na falta de qualidade. Foi um jogo chatíssimo, monótono, os 18 mil espectadores vibravam por causa da tradição. Afinal a Davis é disputada há 110 anos.

Llodra não perdeu fisicamente, mentalmente, tecnicamente, foi derrotado pela estratégia adotada, inteiramente equivocada. Não sendo jogador de saque-voleio, adotou esse tipo de atuação, perdeu todos os pontos por causa disso. E o capitão da França, não viu?

***

PS – Troicki teve seu momento de glória. Afinal, se perdesse, era a própria Sérvia que perderia. A França não tem um jogador de ponta, seu melhor foi o veteraníssimo Clement, que na sua idade ganhou a dupla, suportando 4 horas e meia.

PS2 – A Sérvia mereceu e comemorou. Até o presidente estava entre o seu povo? É um homem bonito e respeitado, bravo combatente da terrível “Guerra dos Balkans”,

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