A Coréia do Norte foi o que se esperava, o Brasil não, mas conquistou os três pontos

Finalmente o Brasil estreou. Estreou? Aqueles 45 minutos,  contabilizados ou têm que ser desconsiderados? Que decepção para o repórter e para a sua confiança. Depois de 9 Copas assistidas nos países onde se realizaram, som e imagem comprometidos, mas desinteressados.

As 5 redes e as inúmeras televisões abertas, recitando a mesma ladainha: “Venha torcer conosco”. De que adiantou? Com 1 minuto e pouco, Robinho deu a impressão de que havia seleção. Dois dribles, uma bola passada entre as pernas, perigo de gol. Aos 7 minutos, novamente Robinho, a esperança era ele.

E assim o primeiro tempo não passou disso. Michel Bastos foi o que mais chutou e o que mais desacertou. Kaká perdeu todas as divididas, não acertou um passe, mas pode renascer. A Coréia do Norte não deu para saber se Julio César se recuperou.

Aos 22 minutos, Dunga tranqüilo e imperturbável. Aos 27, os primeiros sinais para o campo. Aos 30, levanta os braços, bebe água. Aos 36, gestos desalentados, acaba o tempo, vai andando lentamente para o vestiário.

Parecia que tudo ia se repetindo no segundo tempo, até os 10 minutos, quando sem ãngulo, Maicon chuta violentamente. Na posição em que ele estava, a impressão era de bola na rede, pelo lado de fora. Mas quando o goleiro se joga no chão, desesperado, a certeza: o Brasil abriu o placar.

Aos 17, lance estranho: 4 jogadores brasileiros sozinhos na área coreana, sem impedimento. O impedimento foi “técnico” de Juan, que inexplicavelmente joga a bola pela alto e para fora. Aos 20 minutos, apesar da Coréia não chegar, Dunga começa a falar com ele mesmo, o que acontece muito com tenistas mas não com treinadores de futebol.

Aos 26 minutos, Dunga, depois de conversar com Jorginho, chama Daniel Alves para entrar no lugar de Elano, que não fazia nada. Entre a decisão de tirar Elano e colocar Daniel Alves, Robinho dá um passe maravilhoso, e Elano faz o segundo gol do Brasil. Assim mesmo Elano sai, não devia ter entrado.

Aos 32 minutos sai Kaká, sem tristeza ou saudade. Ia sair Robinho, que se machucou, mas mesmo com 2 a 0, por que tirar o grande destaque do jogo? Quase aos 39, Felipe Mello vai embora, entra Ramires, essa é uma seleção sem segredos ou mistérios.

Aos 40, Luis Fabiano continua mais “coreano do que brasileiro”, desperdiça a oitava bola. Não existe nenhum perigo, a expectativa e até a esperança é de um 3 a 0, mas surpreendentemente é a Coréia que faz seu gol, numa falha clamorosa e previsível de Gilberto Silva.

Dunga dá a impressão de não ter entendido, antes esbravejou contra o árbitro que deu cartão amarelo a Ramires. É que na Copa, dois cartões geram automaticamente a suspensão por um jogo.

Acabou na hora exata, todos os narradores e comentaristas vibram: “O Brasil estréia com vitória, foi um bom começo”. Menos para este repórter, que “sabia” que o Brasil ganharia, mas não assim. Agora, só domingo.

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