A CPI está de volta para cuidar da Covid, não tem de perseguir veículos que apoiem Bolsonaro

 (crédito: Edilson Rodrigues)

Aziz diz que prevaricação de Bolsonaro já está provada

Vicente Limongi Netto

O retorno dos trabalhos da CPI da Covid indica que o presidente Bolsonaro continuará sendo mais crivado de flechadas do que São Sebastião. O governo e o mito de barro não terão sossego. Perderão o couro. Colherão o rosário de omissões e trapalhadas que em má hora plantaram na demora das compras de vacinas, que poderiam ter salvo milhares de vidas.

Além disso, não brecaram articulações nada republicanas envolvendo intermediário em novas compras do imunizante. 

SEM IMPORTÂNCIA – É indiferente, pouco ou quase nada significativo, que o senador Flávio Bolsonaro passe a ser suplente da comissão e o senador Luiz Carlos Heinze, tagarela e defensor da cloroquina, seja promovido a membro titular, na vaga de Ciro Nogueira. 

Nessa linha, em matéria de Jorge Vasconcelos (Correio Braziliense de 01/08), o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), foi implacável e direto: “Bolsonaro sabia dos crimes”, salientou.

Omar Aziz é duro também com a Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. “Entrarei na justiça para perguntar a ela quem são os cinco senadores com quem ela combinou  perguntas a serem feitas na CPI. Vai ter que responder. Esse joguinho, brincar com a vida de pessoas, é muito pesado”, destacou Omar. 

A CPI E A IMPRENSA – Democrática e vigilante, a imprensa é termômetro dos governantes que prezam boas condutas em benefício do bem comum. Ela não pode ser confundida, usada nem comparada com feitos antirepublicanos. Nesse sentido, a imprensa caminha parceira da CPI da Covid, em busca da verdade.

Revelando que pretende investigar veículos de comunicação que porventura apoiem Bolsonaro, o comando da CPI perde o foco dos trabalhos, além de correr o risco de cair no descrédito público.

Assim, a CPI arrisca-se a jogar fora a credibilidade e o respeito, conquistados, até então, com trabalho isento e apartidário. E o mais grave, municia os governistas. 

PERDERAM–  Recordo o que cobrei em artigo anterior: vamos esperar quantos dias durará a presença nefasta de deslumbrados e paladinos de araque interventores na Confederação Brasileira de Futebol. Resposta: a presença indébita dos interventores não durou nem uma semana.

A dupla de dirigentes isentos de meia pataca foi cantar em outro terreiro. Por decisão de instância superior, ficou claro que, por se tratar de entidade privada, os assuntos internos da CBF devem ser resolvidos e tratados dentro da própria corporação máxima do futebol brasileiro. O que já vem sendo feito, para desapontamento do time que costuma jogar e torcer pelo quanto pior, melhor. 

7 thoughts on “A CPI está de volta para cuidar da Covid, não tem de perseguir veículos que apoiem Bolsonaro

  1. O crime organizado utilizou (e utiliza) a Imprensa como instrumento de propaganda. Foi assim com o nazismo. É assim com regimes totalitários cujo país tem o controle. Tanto também naqueles outros que embora uma variedade haja veículos oficiais ou por apoios ideologicos servindo ao propósito golpista que aspira os líderes.
    Pode colocar o Brasil nesse último…

  2. Precisamos saber o que foi veiculado na Jovem Pan, que tenha relação com noticias sobre a Covid19 emitida pelo tal “gabinete do ódio”, e que possa ser classificado como fake news.

    Discordo, respeitosamente, de Limongi, que não se deve “perseguir” veículos de comunicação que apoiem Bolsonaro.
    Mas, a questão não é esta, pois inúmeros outros órgãos da mídia e favoráveis a Bolsonaro não serão chamadas pela CPI.

    O problema reside na má informação ao público e de maneira proposital, elaborada, intencional, levando-o a acreditar no que desejava o Planalto, independente das consequências letais a mais que ocasionariam, como por exemplo:
    Usem cloroquina;
    O total de mortes não é este, é bem menor;
    O povo precisa trabalhar – como se fosse a pandemia a responsável pelo desemprego!!!???

    Enfim, esse tipo de notícia precisa ser investigada porque mentirosa, mal intencionada, logo, deixa de ser perseguição, mas a busca pelos responsáveis pela adulteração da verdade e da realidade brasileira.

    Afinal das contas, se dizem que estamos em pleno estado democrático de direito, o povo tem o direito de saber se está sendo mal informado, por quem e por quê?!

    Assim é o que penso sobre este tema, Limongi.
    Não quer dizer que eu não aceite teus argumentos porque errados, nada disso. Porém, se trata a respeito da minha interpretação sobre a veiculação de notícias pela Jovem Pan, que entendo carecer de investigações, e que devem ser feitas em prol do bem comum, onde se inclui a democracia.

    Abraço.

    • No nazismo, os nazistas bloqueavam toda tipo de informação que o governo não aprovava.
      Aqui no Brasil o Bolsonaro permite que você e a mídia esquerdista destilem seu ódio livremente.
      E aqui são vocês esquerdistas, que querem decidir o que é verdade ou mentira; e pior, querem calar as opiniões que vocês consideram mentirosas.
      Os nazistas eram contra a democracia e a discussão de livres opiniões; ainda bem que o Bolsonaro é a favor da democracia e da livre liberdade de opinião; para que as pessoas decidam por si mesmo.
      Só esquerdistas acham que tem o direito e o dever, de escolher em nome do povo.

  3. Concordo com o articulista, os veículos de imprensa que tiveram seus sigílos quebrados, não tem nada a ver com a COVID-19. É a CPI circense fazendo o que sabe fazer melhor: Palhaçada!

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