A derrota prevista e previsível de Serra. A catástrofe anunciada da vitória de Dilma. A falta de convicção de FHC, ambicioso de Poder aos 80 anos. E Lula aos 65, o que fará?

É evidente que em muitos casos ou problemas, a coerência consiste em mudar e não em ficar. Algumas posições terão que ser mesmo inflexíveis. Mas quando as questões são diferentes, ninguém fere a ética revendo o que pensava ou acreditava. É até demonstração de grandeza, generosidade e desprendimento fazer a revisão da reflexão.

Mas votar de forma diferente, só porque antes estava no Poder ou na oposição, e depois estava na oposição ou no Poder, é a maior prova de carreirismo, oportunismo, leviandade, irresponsabilidade, indignidade. Vejamos o que vem acontecendo no Brasil há 15 anos, de 1994 a 2010. (Incompleto).

1 – O mandato presidencial era de 5 anos, sem reeeleição, proibida pela Constituição, desde a primeira, em 1891 (indireta). Candidatos a presidente, Lula e FHC. Tido e havido (como invencível ou favorito), Lula sofreu todas as manobras. Como resistia, o adversário, FHC, comandou um movimento para reduzir o mandato presidencial, com a “justificativa”, pérfida mas poderosa: “Como mandato de 4 anos, Lula governará apenas 2 anos, não poderá mudar muita coisa. O primeiro ano é de adaptação, o último, de retirada. FHC venceu, surpreendido ele mesmo, teve que ficar com os 4 anos, não se conformou.

2 – Desde o início, pensou (?) na reeeleição, só esperou Sergio Motta dar o sinal verde (do caixa 2) para começar as compras e as “indenizações” pelos votos. Só que em vez de pagamentos mensais (mensalão), FHC-Sergio Motta pagavam à vista. Alguns votos valiam até 500 mil reais, pela repercussão que tinham nos bastidores.

3 – A Constituição foi fraudada, violentada, rasgada em praça pública. O Congresso, mesmo na chamada Praça dos Três Poderes, tem alguma coisa a ver com povo?

4 – FHC está e sempre esteve envolvido com mandato. Em 1994, REDUZIU o que considerava certo, a vitória de Lula. No Poder, AUMENTOU o seu de 4 para 8 anos. Sempre com apoio do ínclito e inatacável, (não confundir com inacatável) PSDB. Agora, diz ter REPUGNÂNCIA, (palavra da preferência do próprio FHC, não pode nem esconder) dos que fazem tudo pelo Poder.

5 – Independente de  aprovação ou desaprovação do Congresso, do cidadão-contribuinte-eleitor, ou de qualquer reforma constitucional, a comparação não pode ser legal, tem que ser geométrica, geográfica, aritmética, matemática, “leonardaviscamente” proporcional e isenta. Assim: FHC, eleito para 4 anos, ficou no Planalto-Alvorada por 8 anos. (E ainda queria mais como os “congêneres” Menem e Fujimori).

6 – Querendo ou não querendo, Lula, que foi eleito por 8 anos, se ficasse 12, estaria ocupando o Planalto-Alvorada pelo mesmo tempo proporcional. (Tudo na vida é proporcional e relativo, como Einstein convenceu o mundo, aos 26 anos).

7 – Aceitar a proporcionalidade é um ato de vontade unilateral, quando favorece o cidadão.

8 – Da mesma forma que já não existe mais a vontade individual, superada pela coletividade, quando se trata de renúncia.

9 – Portanto, os partidos que defendem a famigerada LISTA FECHADA DE VOTO, e que já defenderam mandatos mais curtos para adversários e mais longos para eles, não têm idoneidade ou credibilidade para nada.

10 – O mesmo acontece com as MEDIDAS PROVISÓRIAS. FHC dizia desde o primeiro mandato: “Sem medida provisória não há GOVERNABILIDADE”. A oposição relinchava. O que fazer?

Hoje, a antiga oposição, agora no Poder, enche a pauta com a mesmas medidas provisórias. Os que estiveram no Poder por 8 anos, também relincham, mas abrem o jogo: “Se não formos atendidos, vamos OBSTRUIR e não votaremos medidas provisórias”.

(Voltamos ao início e continuaremos, os itens de incoerência aumentam com o aumento da falta de responsabilidade e até de auto-estima).

Agora, caminhamos para o tétrico 3 de outubro. Entre José Serra, que não tem uma possibilidade em 1 milhão de vencer, e Dilma Rousseff, que tem todas de vencer, e nenhuma de fazer. Imprescindível repetir o que está no título: DILMA É A CATÁSTROFE ANUNCIADA. Por que está nessa situação de INVENCÍVEL?

Lula é muito mais jogador de xadrez do que se imagina. Desde o início “apostou” em Dilma como a mais fraca e frágil sucessora, no caso de não vingar o sonho-hipótese-ambição do terceiro mandato. Para isso eliminou todos que poderiam enfrentá-lo ou confrontá-lo.

Jogou friamente, tão convicto e convencido, que “reabilitou” os que triturara nos bastidores e até abertamente. Mas a “reabilitação” não teve a profundidade de identificá-los para 2014.

Lula não fez nada pelo país, mas fez tudo para ele mesmo. É impossível deixar de reconhecer: “Dilma sou eu em 2014 e 2018”. Ela vai ganhar agora (INFELICIDADE NACIONAL), mas na CONSTITUIÇÃO DO PRÓPRIO LULA, NÃO HÁ REELEIÇÃO PARA ELA.
***

PS – Nossa Senhora, o que a presidente Dilma pode fazer pelo Brasil? Nada vezes nada, não há nem esperança de que possa haver milagre, reviravolta, a grandeza da realização, que ela nem sabe como começa e se mantém. Como termina, não há a menor dúvida, todos sabem como acontecerá.

PS2 – PESSOALMENTE, Dilma não sabe nada.

PS3 – POLITICAMENTE, será controlada pelo politiqueiro Michel Temer.

PS4 – ADMINISTRATIVAMENTE, será apenas a sombra de Lula, o que não é um julgamento e sim constatação.

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