A ditadura no banco dos réus, a “liberdade da imprensa” entre aspas, servindo para vingança e tentativa de mais negociatas

Durante o golpe de 1964, os crimes que ocorreram, fora do conhecimento do cidadão-eleitor-contribuinte, chegam a números colossais, centenas de mortos, desparecidos em quantidade, o total jamais será conhecido.

Por muitos motivos, mas principalmente este: políticos que serviram a esse regime de exceção, e continuam poderosos e inatingíveis, inúmeros. E órgãos de comunicação, (principalmente jornalões, naquela época eram absolutos) cada vez mais poderosos. Enriqueceram servindo à ditadura, gozam da fortuna que acumularam ABSOLVENDO os cruéis e selvagens ditadores.

Dos crimes praticados ABERTAMENTE, sem receio de coisa alguma, sem temor, protegidos pelos ditadores de plantão e os jornalões que os apoiavam, os de maior repercussão foram três. 1 – O assassinato de Dona Lídia, secretária da OAB. 2 – O atentado contra a Tribuna da Imprensa, destruição total e irreversível, que termina um ciclo de PERSEGUIÇÃO, CENSURA E VIOLÊNCIA CONTRA QUEM RESISTIA. 3 – O que se chamou de atentado ao Riocentro.

Vejamos cada um. O assassinato de Dona Lídia emocionou o país, era a tentativa de atingir um órgão, a OAB, que sempre resistiu às ditaduras.

O Riocentro, quase uma catástrofe, podiam ter morrido milhares de pessoas, até hoje não se explicou a razão do atentado e do fracasso. A tentativa era puro TERRORISMO. Como os golpistas consideraram que haviam perdido o Poder, devido à aprovação da anistia, um GRUPO INSATISFEITO TENTAVA CRIAR CLIMA PARA CONTINUAÇÃO. Só que além de CRIMINOSOS eram incompetentes.

Entre esses dois casos, a destruição da Tribuna da Imprensa, também com o mesmo objetivo criminoso e terrorista.

Agora, “O Globo” faz matéria, com manchete na Primeira, trata dos dois primeiros casos. ESQUECE a vingança contra a Tribuna. A LIBERDADE DE IMPRENSA deles, só protege a FORTUNA QUE GANHARAM SERVINDO À DITADURA, não serve à coletividade.

Os dois primeiros casos, (a morte de Dona Lídia e o trucidamento do jornal) foram analisados em profundidade, por uma comissão que se chamava CPI do Terror. Presidida pelo senador Mendes Canale, relator Franco Montoro.

Chamado pela CPI, este repórter compareceu, (lógico) meu depoimento durou 6 horas. Respondi a perguntas de quase todos os presentes, indiquei nomes de oficiais do SNI que participaram do “empastelamento” da Tribuna. Oficiais da cúpula desse órgão então poderoso e os “executores” ficha suja, que faziam o trabalho de destruição de campo.

PS – Hoje não vou me alongar, quero chamar a atenção do Senado, que desde o meu depoimento CONVIVE com a iniquidade que vou contar.

PS2 – Como meu depoimento era IRREFUTÁVEL, fizeram o óbvio: sumiram com TUDO o que eu disse. Passado um ano ou pouco mais, precisei rever alguma coisa, como falo (e escrevo) sempre de improviso, não tinha cópia.

PS3 – Surpreendidíssimo, recebi a informação do próprio Senado. “Seu depoimento foi RETIRADO DOS ANAIS, não existe nada para consultar”. INACREDITÁVEL.

PS4 – Reconheço que muito senador não sabem desse DESAPARECIMENTO, mas outros sabem. Já que “O Globo” considera que só existiram dois atentados, por que o Senado (e os senadores, lógico) não tomam providência? Afinal, VIOLARAM A MEMÓRIA DO SENADO.

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