A extradição de Battisti, o voto de Marco Aurélio Mello

O Supremo se enredou, se enrolou e enveredou por caminhos estranhos e empedrados, na chamada questão Battisti. Resultado: até agora, além de empedrado, o mais alto tribunal do país, está emparedado e quase apedrejado, não sabe como decidir.

O último a votar, Marco Aurélio não surpreendeu pela competência, coragem e brilhantismo, e sim pelas revelações ESPANTOSAS que estão no processo, e que nenhum ministro citou até agora.

Essas citações, todas elas, (em número de 6) contendo ameaças da Itália ao Brasil, e não de forma VELADA e sim ABERTAMENTE. O Supremo que não podia julgar a questão, não devia julgá-la diante do que o governo da Itália diz do Brasil, não insinuando e sim afirmando.

Desprezo pelo Brasil,
ameaça até visível

O embaixador da Itália, dá a “honra” (as aspas são imprescindíveis) de comparecer a todas as sessões do Supremo no caso Battisti. Ontem lá estava Sua Excelência, sempre sussurrando com um dos advogados mais caros do Brasil, contratado pela Itália.

Por que a Itália não pediu
à França a extradição?

Battisti ficou mais de 10 anos tranquilamente na França, a Itália em silêncio. (Talvez por acordos entre países amigos e próximos, da UE). Para a Itália, a oportunidade surgiu quando Battisti se transferiu para o Brasil. Pelas ameaças contidas no processo, a Itália pode até romper com o Brasil, caso não receba de volta o I-M-P-O-R-T-A-N-T-Í-S-S-I-M-O Battisti.

Discutindo o sexo dos anjos

Ontem, gastaram um bom tempo para saber se o presidente Gilmar Mendes podia DESEMPATAR ou se não podia VOTAR. (Estava 4 a 4). Se podia desempatar CONTRA ou a FAVOR de Battisti. Não há dúvida que em HABEAS-CORPUS, o presidente pode votar. Mas o que se discutia estava num MANDADO DE SEGURANÇA e não num Habeas-Corpus.

Não falo por falar,
e sim por experiência

Já enfrentei julgamento no Supremo, por perseguição política e militar. O julgamento ficou em 4 a 4. Meus advogados, Sobral Pinto, Prado Kelly, Prudente de Moraes, neto e Adauto Cardoso, nem precisaram pedir ao presidente (Ribeiro da Costa) que votasse. Era Habeas Corpus, ele votou e DESEMPATOU a favor deste repórter.

Gilmar Mendes não
é Ribeiro da Costa

O (ainda) presidente do Supremo votará em Mandado de Segurança, e a FAVOR da extradição. Que será um VOTO SURREALISTA, pois o presidente da República, qualquer que seja ele, NÃO ESTÁ OBRIGADO A CUMPRIR A DECISÃO DO SUPREMO. Estão iludindo a opinião pública. (Usei a palavra ILUDINDO, mais amena do que ENGANANDO).

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