A ficha da “reeleição” enfim caiu, levando Temer, Padilha e Moreira ao desespero

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Como se vê na foto, o sonho da reeleição já terminou

Carlos Newton

Os maiores defensores do foro privilegiado são Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco. Desde que chegaram ao poder, em 12 de maio de 2016, eles começaram a acalentar o sonho da reeleição, para manterem seus processos no Supremo Tribunal Federal e se beneficiarem com a lerdeza da tramitação e a velocidade da prescrição dos crimes, por já terem mais de 70 anos. Achavam que a recuperação da economia poderia alavancar a candidatura de Temer e vibraram quando saiu a pesquisa Ibope em 20 de dezembro, porque na avaliação do governo o índice “Bom/Ótimo” subiu de 3% para 6%, enquanto 16% consideraram “Regular” a gestão de Temer.

Os três mosqueteiros do Planalto (que eram quatro, contando com Geddel Vieira Lima) pensavam que esses 6% de “Bom/Ótimo” seriam automaticamente transferidos para as pesquisas eleitorais, colocando Temer em empate técnico com Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Alvaro Dias. Mas isso não ocorreu.

NÃO DECOLOU – O fato concreto é que cinco meses depois, a candidatura de Temer simplesmente não decolou. A mais recente pesquisa do Instituto Paraná, feita no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral, mostra que Temer tem apenas 1,2% das intenções de voto, disputando a oitava colocação com Rodrigo Maia e Manuela D’Ávila.

A ficha então caiu no núcleo duro do Planalto, mas acontece que Temer não pode desistir da candidatura. Ele sonha em ter votos suficientes para fechar acordo com um dos candidatos no segundo turno, visando a garantir uma embaixada para si e cargos no ministério para Padilha e Moreira, para manter o trio no foro privilegiado.

Esta estratégia, porém, é apenas mais uma ilusão. A analogia fará com que a decisão do Supremo deixe de beneficiar também embaixador e ministro que tenham cometido crimes anteriores ao período do cargo/mandato.

SÓ A PRESCRIÇÃO – Os membros da “troika” palaciana estão no desespero. Sabem que a única saída é contar com a passagem do tempo, para que seus crimes prescrevam antes de serem executadas as condenações. Temer, Padilha e Moreira, com mais de 70 anos, têm direito à prescrição mais curta, pode até ser que escapem da merecida cadeia.

Outra boa maneira é ficar doente, igual aos moribundos José Genoino (que estava prestes a morrer no mensalão, lembram?), Paulo Maluf, Jorge Picciani e o coronel Lima, que há dez meses não tem forças para prestar depoimento, mas faz questão de estar sempre bronzeado. Como se sabem, Temer não goza de boa saúde; Padilha é igual a Maluf e Picciani, também usa fraldas geriátricas; e Moreira está cada vez mais magrinho, faz até dó.

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P.S.
Já ia esquecendo. Lula da Silva também inspira cuidados. O PT exige que ele seja examinado por uma Junta Médica e ameaça recorrer à ONU caso não haja autorização. A qualquer momento, portanto, Lula pode sofrer um piripaque e conquistar o direito de voltar logo para casa. (C.N.)  

7 thoughts on “A ficha da “reeleição” enfim caiu, levando Temer, Padilha e Moreira ao desespero

  1. HÁ OUTROS DESESPERADOS: Candidatura inflada de Lula soa como aquele Conto do Superministro, os golpistas sabem o que tramam. Ele, não sei, aparenta estar servindo ao sistema apresentando-se candidato sem viabilidade, assim saiu em campo logo após a reeleição da presidente Dilma (não soube ganhar) e cooperou com o golpe dividindo o país, criminosamente, num jogo que tinha Aécio Neves noutra ponta como mau perdedor. Numa análise geopolítica Dilma foi removida para a instauração de modelo econômico mais perverso do que o “lulo-rentismo”, caiu um programa iniciado com Henrique Meirelles (que Lula recrutou do “PSDBoston” e Leonel Brizola rompeu ali porque nada tinha a ver com a aliança vitoriosa de 2002, nem com os altos interesses do país) sendo substituído por outro idealizado pelo mesmo banqueiro que o ex-presidente sugeria à presidente deposta. As reformas estruturais que Brizola e Ciro Gomes sustentavam e Lula negou responderiam a esta questão. E nosso país não seria conduzido ao caos que atualmente vivencia, nem teria passado por décadas de capitulações e cumplicidades em proveito do conservadorismo econômico e político. https://www.ocafezinho.com/2018/05/13/a-polemica-ciro-gomes-e-o-irracionalismo-na-politica/

  2. 1,2%? Isso tudo? Por isso que é tão difícil se limpar a política deste país. Sem contar o alto índice de eleitores de Lula. O “rouba, mas divide” é o que move seus eleitores. O que Temer pensou? A falta de gente nas ruas nunca foi motivo. E, praticamente todo tipo de aglomeração se escutava o “fora Temer” de forma bem aberta. Colocar no bolso estes movimentos de rua foi bastante didático. Hoje sabemos mais em quem menos confiar. “Foi para ajudar ao país”, frase muito usada pela ratada ou idiotas úteis que apoiaram a permanência de Temer. O fato é que não são ignorantes, só não suficientemente inteligentes e nacionalistas, duro saber que ditos não ignorantes deste país se prestam a este papel. Hoje o desemprego galopante mostra que a reforma trabalhista foi mais um engodo, feito na correria, sem critério, deixando a legislação trabalhista repleta de arestas.

  3. CN, não houve recuperação da economia. O número de desempregados aumentou. Hoje são 14 milhões, 2 milhões a mais do que quando Temer usurpou a presidência. Até um jornalista experimente como você está caindo na mentira do governo de que a economia está recuperada. É a velha tática de mentir, mentir e mentir, uma hora ou outra acreditam que é verdade. E você caiu nessa.

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