A força do sistema capitalista

Welinton Naveira e Silva

Antes de descermos das árvores, por volta de 3 milhões de anos, já lutávamos por alimento, sexo, abrigo e espaço, a exemplo de todo animal na selva. Assim foi montada nossa genética, a ferro e a fogo. Somos um ser egoísta como qualquer animal. Antes de tudo aprendemos a lutar pela nossa sobrevivência, pelo dia a dia.

Nesses milhares de anos em busca da sobrevivência aprendemos a ser forte, acreditar no amanhã, tentar vencer por pior que sejam as situações enfrentadas. Aprendemos a ver os fortes levar o melhor, e os fracos ficarem com os restos e pelo caminho, serem destroçados e mortos.

Desse modo foi forjada a essência do ser humano. Assim é a essência do sistema capitalista, selvagem, egoísta, de forte crença e inconsequente. Extremamente vital, pois que é nossa essência.

LEIS DE MERCADO

Viver na extremada sociedade capitalista dos EUA é viver em selvagens leis de mercados, de trabalho e convivências. É uma sociedade dura, fria e materialista, cegamente apegada aos princípios da ideologia capitalista e da sociedade de consumo. Nessa grande crise, o número dos caídos é muito grande por força da própria natureza do sistema capitalista, que apesar da exuberante força selvagem, é cheio de contradições, irracionalidades e falhas. O devastador desemprego tecnológico, silenciosamente, prossegue fazendo milhares de desempregados, em todas as áreas possíveis do trabalho humano. Mas o desempregado perde poder de consumo, e vai empurrando o sistema para a vala da história.

Por tudo que sabemos, na sociedade norte-americana nunca existiu espaço para solidariedade e compaixão. E não é agora, nesses duros tempos, que ela vai surgir. O que deve continuar firme, sem muito espaço para esmorecimento, é a velha genética da crença de que tudo será superado, com muito esforço, ainda que a qualquer custo e vidas. Essa selvagem crença é a grande força do sistema capitalista.

Por conta dessa exuberância, só Deus sabe ao certo quando o sistema capitalista irá ao chão pela derradeira vez – em definitivo. Pois o sistema tem sete vidas.

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