A fragilidade da internet é o esconderijo atrás de nomes falsos ou apenas uma sigla. Alguns só ofendem, como esse “Jo”.

Helio Fernandes

Aparece para criticar meu artigo sobre o atentado à Tribuna, em março de 1981, deve ser um  militar torturador, que diz: “Vigarista Rui Falcão, bandido bem conhecido seu, vocês podem até passear juntos, de mãos dadas!”. Covardia, impunidade, espero que “Jo” abandone as ofensas, fique para sempre se admirando no espelho.

Outro que aproveita “as criancinhas sem lanche” para exibir seu ódio, é esse que se assina Valdenor de Souza. Também deve ser militar, pois intima: “DEIXEM o seu Otávio (Medeiros) descansar em paz, como diz no próprio TEXTO, morreu no OSTRACISMO E POBRE”.

Todos morrem, em paz ou no crime, como foi o caso do general que massacrou a Tribuna. E queria matar milhares no Riocentro para manter a sua “esperança” de ser “presidente”, com todas aspas. Quando era todo poderoso, andava com “10 mil seguranças”, dia e noite.

Por que preservar os assassinos? Por que morreram? Diz que ele era pobre. Só por causa disso está justificada uma existência de crimes, maculando o nome do Exército? E não precisava de dinheiro, a vida inteira foi “financiado” pelo cidadão-contribuinte-eleitor, que não sabia que sustentava um assassino.

Parabéns à Mariposa e a Ofelia Alvarenga, que reconheceram a coragem que é necessária para escrever, pois em várias oportunidades, TIVE MEDO. Mas não pedia nem concedia nada.

Uma vez, preso com Carlos Lacerda, Mario lago e o jornalista Osvaldo Peralva, critiquei o ex-governador intensamente. Ele tinha três filhos, cada um recebeu “missão” especial. Um, falar com o cardeal, outro, com o “governador” de São Paulo, Abreu Sodré, o terceiro, com o general Sizeno Sarmento, que fora Secretário de Segurança do seu governo.

Minhas palavras textuais: “Carlos, prisioneiro não fala com o carceireiro”. Não gostou, mas não se irritou. Acabou saindo no dia 22 de dezembro desse 1968.

Ainda não estava cassado, se irritou mesmo quando eu falei: “Não adianta sair, Carlos, você será cassado do mesmo modo”. O que aconteceu no dia 30. No dia 2 de janeiro de 1969, viajou para a Europa, teve a generosidade de ir se despedir de Mario Lago e de mim.

Nós ficamos até o dia 6 de janeiro, “Dia de Reis”. Os generais-torturadores costumam ser muito religiosos e “tementes” a Deus. Torturam, mas têm o costume de antes, benzer os aparelhos e as ferramentas da tortura, fazendo o “sinal da cruz”.

Meus parabéns e agradecimento a Francisco José Corrêa, que teve a coragem e a sinceridade de se manifestar em relação a alguns pronunciamentos feitos aqui, visivelmente odientos. (Francisco José Corrêa pode até ser militar, conheci militares corajosos, sinceros e constrangidos com o comportamento de colegas).

Textual: “Não entendi o porquê da menção a Lula com 2 letras “l”, nem a menção a Rui Falcão como “vigarista, bandido bem conhecido seu”, terminando com “Helio podia até andar de mãos dadas com ele”. Nada a ver com a matéria, apenas desejo de ofender.

E Francisco José Corrêa termina de forma magistral: “Além da vontade de ofender, deve ser saudade de um período tétrico (e fétido) de nossa história recente (1964 a 1990)”.

Admirável o comentário de Marcio Morato: “O caso do Riocentro somente veio à tona porque deu errado. Queria ver estes senadores se o depoimento de Helio Fernandes fosse depois do 30 de abril de 1981”.

 ***

PS – Se tivesse dado certo, e alguma CPI chamasse, o depoimento seria praticamente o mesmo, pois os personagens principais foram os que destruíram a Tribuna.

PS2 – Só que o Riocentro precisou de muito mais gente e planejamento. O ataque à Tribuna foi o teste, o do Riocentro a finalização.

P3 – Apenas o óbvio, Marcio: se esse massacre final tivesse “dado certo”, não haveria CPI nem depoimento de Helio Fernandes para comentar. Seria a vitoria dos radicais, a nova ditadura, absorvente e cruel, começaria muito mais violenta, “aproveitando” os 17 anos (na época) de destruição civil e pessoal.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *