A fragilidade de Henrique Eduardo Alves

Carla Kreefft (O Tempo)
Um clima belicoso entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional está estabelecido. É difícil de saber exatamente quando essa história começou. Mas, certamente, a base da presidente Dilma Rousseff não gostou dos resultados do julgamento do mensalão.Não é a primeira vez que surge um clima tenso entre os dois Poderes, porém, de uma forma ou de outra, os ânimos sempre foram apaziguados. O que há de diferente na atual situação é a pergunta colocada. Não se trata de buscar culpados, mas é muito evidente a confusão que marca o Congresso Nacional. Desde a posse do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), os problemas vão surgindo e se consolidando sem que haja soluções minimamente negociadas ou consensuais.

Exemplos de desencontros não faltam. As declarações de Eduardo Alves, divulgadas logo após o término do julgamento do mensalão, no sentido de postergar ou, até mesmo, de evitar a perda dos mandatos dos deputados empossados, são um desses exemplos. A polêmica foi criada de maneira antecipada e somente causou desgaste da imagem do Parlamento diante da opinião pública e, especialmente, no seio do Supremo Tribunal Federal.

Outro caso que se arrasta na Câmara dos Deputados diz respeito à Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A escolha do presidente do colegiado, o pastor Marco Feliciano, e a consequente reação dos movimentos sociais e populares já viraram um problema intransponível. Enquanto isso, Feliciano vai ganhando espaço suficiente na mídia para denegrir a imagem da Câmara.

BASTIDORES
Esses casos são os mais visíveis, mas ainda existem outros que estão escondidos nos bastidores. A insatisfação de lideranças partidárias com a não execução de um agenda mais positiva e capaz de melhorar o julgamento do eleitor em relação ao desempenho parlamentar também é uma demonstração de inabilidade de Eduardo Alves.
A decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de aprovar a proposta que permite ao Legislativo deliberar sobre algumas decisões do Supremo Tribunal Federal sem o acompanhamento da Mesa Diretora e do presidente da Câmara retrata a despreocupação do comando do Parlamento com assuntos que são extremamente sensíveis aos dois Poderes.Parlamentares de muitos mandatos admitem, longe dos gravadores, que exercer liderança dentro do Congresso não é algo para quem quer. Eles explicam que a capacidade de exercer influência e alinhar seguidores fiéis é quase um título concedido pelos pares. Em outras palavras, presidente da Câmara somente tem legitimidade quando é o escolhido efetivamente pelos seus colegas. Imposições não funcionam.

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4 thoughts on “A fragilidade de Henrique Eduardo Alves

  1. Estou bebado e puto. Vou dançar Ray Nonniff.

    MUDA BRASIL OU VÁ SE F…!

    Gostaria de explicações dos ministérios públicos Estaduais e Federais?

    Porque os lideres de todas às igrejas evangélicas e pentecostais, não são processados por vários crimes cometidos? Alguns são ex- Espíritas analfabetos funcionais e deslocados.

    Tais como:

    Previstos no Código Penal Brasileiro.

    • Propaganda enganosa= 1 Ano
    • Estelionato= 5 Anos
    • Extorsão= 10 Anos
    • Lavagem de dinheiro= 12 Anos
    • Formação de quadrilha ou bando= 3 Anos
    • Charlatanismo = 1 Ano.
    • Assédio sexual= 1 Ano
    • Pedofelia= 12 Anos
    • Homofobia= 5 Anos
    • Preconceito= 5 Anos
    • Racismo= 3 Anos
    • Total= 58 Anos

    Total de crimes: 11

    Total de Penas: 58 Anos.

    Ou

    Vá reclamar do C…!

    BE

  2. Supremo Tribunal Federal (STF) é a mais alta instância do Poder Judiciário do Brasil e acumula competências típicas de Suprema Corte (tribunal de última instância) e Tribunal Constitucional (que julga questões de constitucionalidade independentemente de litígios concretos). Sua função institucional fundamental é de servir como guardião da Constituição Federal de 1988 , apreciando casos que envolvam lesão ou ameaça a esta última.

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