A generosidade do BNDES e os emprestimos eternos

Esse banco, que tem como recursos os dinheiros do cidadão-contribuinte-eleitor, adora ajudar empresas multinacionais. (Ressalve-se, registre-se, ressalte-se: não agora, mas também agora).
Vem desde os tempos do nada saudoso Roberto Campos, era BNDE, depois passou a BNDES. Antes não tinha o S de Social, ganhou o S, mas continuou não sendo Social. Que Republica.

Quando se trata de EMPRÉSTIMO, favorece as potências, desde que não sejam nacionais ou então fajutadas de brasileiras. Agora a Eletrobras, uma fabulosa estatal – embora com direção (?) calamitosa – quer emprestimo para as obras de Angra 3, energia nuclear. O BNDES pede tempo.
Deu emprestimos escandalosos ao Bradesco (que não precisa de dinheiro), a juros inacreditavelmente BAIXOS, a um banco que cobra (como todos os outros) juros inacreditavelmente ALTOS.

O mais vergonhoso é o caso da Light. Nos últimos 109 anos, ninguém explorou mais o Brasil do que essa empresa, antigamente chamada de truste. Monteiro Lobato foi preso e depois asilado, porque dizia: “Quando acordo, fico logo revoltado, acendo a luz e começo a pagar royalties à Light, um dos piores trustes”.

Durante 50 anos, o Major MaCrimon, presidente dessa Light, mandava no Brasil. Com sua morte, assumiu Antonio Gallotti, brasileiro, mas serviçal desse truste. Espertissimo, poderoso, “amigo e íntimo” de todas as potências, “arquitetou” (no Brasil, para arquitetar não precisa ser arquiteto, como Niemeyer e Paulo Casé) com os que estão no Poder. Gallotti tinha essa facilidade-empresarialmente-felicidade.

Em 1977/78, o “presidente” Geisel resolveu COMPRAR essa Light, que devia ser nacionalizada. DEPOIS de 99 anos, esse prazo já havia sido ultrapassado. Mas Geisel (que o Ministro Silvio Frota, nas “Memórias”, diz: “Ele é comunista, eu sempre soube disso”) resolveu comprar a Light, pagando uma fortuna.

Justificativa: “A Light não pode ser estatal”. Mas foi vendida a uma estatal estrangeira, a Eletricité de France, que não entrou com dinheiro, tudo financiado pelo BNDES, por ordem direta do “presidente” Geisel. (Leiam ou peçam na coleção da Tribuna da Imprensa a campanha feita por esse reporter e Sebastião Nery , lógico, contra essa DOAÇÂO. Como é muita coisa, vejam apenas as matérias do Nery, é o suficiente).

A Eletricité de France ficou uns anos, resolveu se desfazer, entregar a um grupo formado exclusivamente para isso. A francesa GANHOU dinheiro, os TESTAS DE FERRO que entraram, se foram muito incompetentes (e SÃO), não investiram nada. Formaram uma empresa com TRÊS SÓCIOS: os HERDEIROS da Eletricité, a Odebrecht (empreiteira e, portanto, merecendo todas a dúvidas) e a Cemig, uma das maiores estatais de energia. A Cemig é a única defensável, por er estatal e servir à coletividade, com a geração e distribuição de energia.

E os possiveis lucros, que não ficam SEQUESTRADOS, como os outros dois, os herdeiros do nada (da Eletricité) e os faturadores de tudo (como a Odebrecht, acusadissima, sempre impune).

P. S. – Essa Light, que EXPLORA o Brasil desde 1900, TOMOU (a palavra é exata) dinheiro do BNDES a juros baixissimos, e assim mesmo não paga. E por que o BNDES NÃO COBRA?

P. S. 2 – É porque no Brasil a CORRUPÇÃO e a EXPLORAÇÃO formam grande e unida família, sempre contra o cidadão-contribuinte-eleitor. Vejamos se a Eletrobrás (apesar de estar na mão de uma quadrilha incompetente) OBTERÁ o emprestimo. Se não OBTIVER, voltaremos, com munição da pesada, sempre informando e defendendo a comunidade.

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