A grande diferença entre Brasil e EUA é a nossa Justiça seletiva e apodrecida

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Tiras do Armandinho (criação: Alexandre Beck)

Carlos Newton

O comentarista José Roberto Silveira nos remete um texto que faz muito sucesso na internet. É um artigo de Raphael Guimarães Andrade, ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, egresso das fileiras do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).  Já publicamos este artigo aqui na “Tribuna da Internet”, no ano passado, quando nos foi enviado pelo comentarista José Antonio Perez, mas o texto é tão oportuno e atual que vale a pena ler de novo;

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A JUSTIÇA CARCOMIDA É O PIOR CÂNCER DE UMA SOCIEDADE
Raphael Guimarães Andrade

Em 1971, ganhei uma bolsa para estudar no USA. Foi um seminário sobre desenvolvimento econômico na Harvard University. Em um encontro com um professor, eu propus uma simples pergunta a ele. Qual o principal fator – citando apenas um – para explicar a diferença do desenvolvimento americano e brasileiro ao longo de 500 anos de descobrimento de ambos os países?

O então mestre sentenciou sem titubear: a Justiça. Explicou ele em poucas palavras: A sociedade só existe e se desenvolve fundamentada em suas leis e sua igualitária execução. A Justiça é o solo onde se edifica uma nação e sua cidadania. Se pétrea, permitirá o soerguimento de grandes nações. Se pantanosa, nada de grande poderá ser construído.

Passados quase 50 anos deste aprendizado, a explicação continua cristalina e sólida como um diamante. Sem lei e Justiça, não haverá uma grande nação. Do pântano florescerão os “direitos adquiridos”, a impunidade para os poderosos. Daí se multiplicarão as ervas daninhas da corrupção, que por sua vez sugarão a seiva vital que deveria alimentar todas as folhas que compõem a sociedade.

DESIGUALDADE – Como resultado se abrirá o abismo da desigualdade. Este abismo gerará violência e tensão social. Neste ambiente de pura selvageria, os mais fortes esmagarão os mais fracos. O resultado final: o pântano se tornará praticamente inabitável. As riquezas fugirão sob as barbas gosmentas da Justiça paquiderme para outras nações. Os mais capazes renunciarão à cidadania em busca de terras onde a Justiça garanta o mínimo desejado: que a lei seja igual para todos.

Este é o fato presente e a verdade inegável do pântano chamado Brasil. Minha geração foi se esgotando na idiota discussão entre esquerda e direita. E ainda continua imbecilizada na disputa entre “nós e eles”, criada pelo inculto Lula e o séquito lulista. Não enxergaram um palmo na frente do nariz da essência da democracia. Foram comprados com pixulecos, carros, sítios e apartamentos.

Não sei quantos jovens lerão este texto e terão capacidade de interpretar e aprofundar a discussão. Aos meus quase 70 anos, faço o que está ao meu pequeno alcance.

15 thoughts on “A grande diferença entre Brasil e EUA é a nossa Justiça seletiva e apodrecida

  1. Caramba bloguista. Ultimamente só tem dado bola no gol. Tem melhorado bastante o nível. Ontem falou das perdas salariais dos militares das FA em relação ao aumento escandaloso do Legislativo e Judiciário. Hoje, acerta no coração da corrupção que se apoia totalmente no Judiciário que é composto na sua maioria por bandidos. Com o nosso Judiciário não sairemos da Idade Média.

  2. Falar que esta podre é um elogia. Ela só funciona em casos esporádicos. O stf é uma vergonha com uma parcela protegendo corruptos. Os nomes deste juízes já são do conhecimento da população. Li no JB que o toffoli ministrou um palestra para o banco suiço Credit Suisse, um banco suspeito, este mesmo juiz foi acusado de receber mesada. Nossa justiça e política envergonham este País.

  3. Muito bom!!
    É porisso que os brasileiros, digo os honestos e os com um minimo de capacidade mental, torcem muito por mudanças propostas pelo Dr. Sergio Moro.
    É a esperança de um futuro melhor para nossos descendentes.
    A ultima esperança!!!

  4. Acredito que em nenhum lugar haja uma Justiça Sistêmica que não seja seletiva ou segregacionista.
    Nos Estados Unidos e noutras potências, pretos e imigrantes: latinos, africanos (shitholes), islâmicos, coreanos etc. Estes não contam com o mesmo senso de justiça aplicado aos demais jurisdicionados de lá. Seus governos, eleitos pelo sufrágio popular, usam o sistema judiciário para repelir os inconvenientes da nação; tarefa que causaria desgastes, diante da comunidade internacional, se fosse executada pelo Legislativo e Executivo.

    • Tem uma expressão: Cada macaco no seu galho. Isto nos diz que devemos nos preocupar em primeiro lugar com que nos afeta agora. Neste mundo existe muitas injustiças. Vamos resolver primeiro nossos problemas.

  5. A grande diferença entre Brasil e EUA é que aquele copia mal tudo o que este tem de bom e copia bem tudo o que os EUA tem de mal. No mais, o dólar em relação ao real é a diferença maior, inclusive porque o socialmente desejável está condicionado ao economicamente possível. Os EUA têm uma república, estados autônomos, um sistema político e uma constituição que funcionam, ainda que mal e porcamente, com a plutocracia putrefata com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia dando conta do recado, cooptando quase tudo e quase todos. Portanto, ainda falta muito para os EUA se tornarem uma Democracia de verdade. Quanto ao Brasil, infelizmente, nada funciona satisfatoriamente, a república esgotou-se, transpira decadência terminal por todos os seus poros, o sistema político, enquanto carro-chefe do conjunto da sociedade, revelou-se uma vergonha nacional, mau exemplo para as crianças, e em sociedade onde não existe um carro-chefe com autoridade oral, todo o resto estará condenado ao insucesso, inclusive o conteúdo do artigo posto em debate, assim como o próprio artigo, em que pese as boas intenções do autor e do editor. Enfim, os EUA ainda tem gordura, cultura e o dólar que lhe permite ir até a Terceira Guerra Mundial para quem sabe com a dita-cuja resolver todas as suas mazelas, mas o Brasil não tem nem mais fôlego para ir mais longe do que já conseguiu ir, de modo que sem projeto novo e alternativo de política e de nação já, está de fato morto e sem vela, e as mudanças serão apenas mais gastança de velas talvez boas com um defuntão ruim a beça. E é ai que reside o grande pulo de leão do Brasil, na necessidade urgente de se reinventar, a necessidade que faz o sapo pular, pulo esse que pode projetá-lo até além dos EUA. O resto, me perdoem a franqueza, é apenas mais do mesmo jogo de perda de tempo versus tempo perdido.

  6. Guimarães de Andrade não claudica no vernáculo. Mas na realidade “metaforicamente falando” vem andando de muletas. Primeiro tem que dizer que quando recebeu uma bolsa para estudar em Harvard em 1971 os EEUU já eram há muito “UM IMPÈRIO”. Nossa leis são diferentes: As leis dos EEUU são Ânglo-Saxônicas as brasileiras são Romano-Germânicas. Os EEUU tem orígem em 13 colônias inglesas “independentes” que se uniram, primeiro em Confederação e depois em Federação que é um instituto “indissolúvel.”. O Brasil tem orígem em uma Monarquia Unitária. Sendo nosso povo de origem latina e os americanos de orígem anglo-saxônica tudo tem caracteristicas diferente. Sendo nossas leis diferentes, nossos juizes não são culpados diretamente, principalmente o STF, de tudo que acontece de errado no Brasil. O STF é o guardião da Constituição e se pronuncia quando é acionado e não existe para prender. A condenação é produto de análise das acusações. Veja: Nas leis brasileiras não existe o dispositivo “conhecimento do fato”. Delação premiada não existia. Hoje o juiz, vamos nominar Moro, praticamente obriga o condenado a delatar alguém em troca de vantagens muitas vezes indevidas. Ele Moro foi premiado para manter Lula na cadeia usando o “conhecimento do fato” das leis americanas e ainda publicou uma delação de Palocci não aceita pelo MP às vésperas da eleição. Agora tem outro caso: “Léo Pinheiro da OAS que afundou Lula com denúcias sobre a reforma do triplex teve seu genro presenteado com a Presidência da Caixa Econômica. Tudo isso baseado em leis anglo-saxônicas. Vamos punir duramente sim, mas com nossas leis. Qual a razão de Moro não falar no caso Queiroz-Flávio e das milícias acusadas de assasinarem Marielle que seria candidata a senadora? A verdade é dura, mas é verdade. Desconfiamos de outros juizes, mas do Moro não descofiávamos. Então como ficamos como cidadãos? “Torçamos para que isso melhore sem estar culpando A B ou C, pois todos. Eu digo todos inclusive que estão no poder comeram do fruto proibido”. Ou nós brasileiros temos como diz Nelson Rodrigues complexo de VIRA-LATAS? Tudo que está lá fora é melhor do que aqui temos e fazemos? Nenhum americano pode saber melhor do que nós nossas próprias deficiências.

  7. Caro Jornalista,

    Parece que, no Brasil, quanto maior importância tem um cargo no Poder Judiciário, maior será o canalha a ocupá-lo, em uma espécie de grandeza inversamente proporcional com a vergonha na cara, com a humanidade e com as virtudes que nos tornam diferente dos animais ditos “irracionais” e “inferiores”, salvas raríssimas e honradas exceções merecedoras de aplausos.
    -Os senhores não se lembram dos sorrisos e agrados dos nossos ministros do STF, estampados em todos os jornais do país, durante a posse da presidente da Corte? Qualquer magistrado sério ou morador de um país minimamente decente teria vergonha em ser filmado em meio a convidados ladrões ou se confraternizando com os réus da própria Corte. Causaria constrangimento aos seus familiares em casa, aos seus filhos na escola, aos seus amigos nas festas, aos seus alunos nas universidades, aos seus convivas nas associações de classe, …

    Para que fosse perpetuada essa casta e os seus descendentes nas tetas do Estado, a primeira coisa que fizeram, quando a situação mudou e saímos da “pré-história” política, foi garantir a perpetuação da “inimputabilidade penal” e da “vitaliciedade” em lei. Afinal, se “tá na lei”, eu não estou fazendo nada de errado ou de ilegal, “sou um legalista e um garantista” do cumprimento da letra fria da lei”, falam de peito inflado, e as pessoas das castas inferiores terão mesmo é que engolir, pois as regras que valem para todos os funcionários públicos não valem para eles…
    Só não dizem que se tornaram “garantistas” e “legalistas” porque as leis foram feitas por criminosos ou pelos seus comparsas. Que receberam “passe livre” para fazerem o que bem entenderem com as pessoas deste país e o direito da nomeação de “alguma filha” em algum confortável e rentável tribunal para, em troca, manterem os processos dos seus “convivas de festejos” em alguma gaveta empoeirada do Tribunal.
    -Uma versão jabuticaba onde se misturam o mutualismo e o parasitismo.

    E como essas pessoas são as que comandam o Brasil, não aceitam que os brasileiros evoluam e os ultrapassem. Não querem nem ouvir falar em “concurso público” que façam a sua prole ter que comer livros como os simples mortais; para galgarem os melhores postos, basta apenas a pronúncia do sobrenome… Como não se esforçam, nem evoluem, longe das gordas tetas do Estado, precisam manter a população da ignorância e na barbárie para que permaneçam em um nível superior. Nível superior econômico, diga-se logo, feito com o sangue dos brasileiros miseráveis, pois nenhum deles tem a personalidade mais evoluída espiritualmente do que a do catador de materiais recicláveis João Rodrigues Cerqueira, morador do Distrito Federal, que devolveu US$ 1,4 mil, achados em meio ao lixo, ao seu legítimo dono. O contrário do João Cerqueira, esbanjam futilmente os recursos públicos alheios com auxílio-alguma-coisa.

    Infelizmente a evolução humana não se dá em todos os lugares do mundo, ao mesmo tempo, nem na mesma velocidade; e naquele desenho clássico, onde aparece uma sequência de imagens alusivas à evolução da raça humana, algumas pessoas que usam togas estão na ordem errada da fila: estão entre o Homo sapiens, quando deveriam está atrás do Australopithecus afarensis. Por isso, enquanto temos pessoas pesquisando outros mundos, quebrando o átomo e desenvolvendo medicamentos e maneiras de diminuir o sofrimento humano, ainda temos lugares governados por pessoas pré-históricas, infladas pela empáfia do atraso, parasitas de gravata que usam e sugam os recursos dos seres humanos locais (hospedeiros), enquanto, sadicamente, se fartam e se deleitam com a miséria e com sofrimento dos mais fracos. Portanto, estão no mesmo nível dos insetos que praticam o CANIBALISMO com os membros da própria comunidade.

    Abraços.

  8. Que a justiça americana é muito melhor que a brasileira, não se duvida.

    Contudo, o progresso dos EUA se deve ao tipo de estado que que aquele povo escolheu, que deve servir o cidadão e não o contrário como ocorre no Brasil e pior, agravado com a fundação do Estado Novo ( social-fascista) por Getúlio em 1935.

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