A guerra começou

Carlos Chagas

Brasília começou a ferver com a decisão do Presidente Lula de criar a Petrosal  e de dar à União o controle das novas reservas de petróleo.

Não demorou mais do que algumas horas a reação das elites neoliberais e seus porta-vozes.

Diante da decisão do Presidente Lula de estabelecer a prevalência do Poder Público sobre o mercado na exploração das recém-descobertas imensas reservas de petróleo, no Congresso, nos partidos conservadores, na imprensa e nas associações de classe empresariais o que mais se escuta e se lê é que o governo impôs regras anacrônicas e assustou o mercado com delírios  estatizantes.

É a guerra, porque as elites estavam acostumadas a ver a equipe econômica cumprindo todas as  determinações da política neoliberal. A primeira  batalha transfere-se para o Legislativo, porque deputados e senadores tem até o fim do ano para aprovar os projetos do governbo ou desfigurá-los.

Não se falaram

Quem assistiu a festa do lançamento da petrosal  terá notado que Dilma Rousseff apenas cumprimentou o presidente da Câmara, Michel Temer.  De parte a parte, nenhuma efusão, muito menos diálogos especiais, antes e depois dos discursos. Pode ter sido coincidência, mas crescem os rumores de que o parlamentar paulista vem saltando de banda diante da hipótese de tornar-se o companheiro de chapa da chefe da Casa Civil, caso sua candidatura decole. Ou, por isso mesmo. Quer dizer, o Presidente Licenciado do PMDB prefere esperar para ver de onde sopra o vento.

Ao lado dele, no palco que dirigiu os trabalhos, estava o Ministro Edison Lobão. Trocaram seguidos comentários e gentilezas. Há quem suponha a hipótese de o senador pelo  Maranhão ocupar o espaço, caso Temer continue a se mostrar arredio. Afinal, além de pertencer ao PMDB, Lobão é do nordeste, acoplando-se à velha e nem sempre válida regra de que se o candidato presidencial é do sul, o candidato a vice deve vir lá de cima. É bom prestar atenção.

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