A história de um amor do poeta Augusto Frederico Schmidt

O poeta Schmidt, em sua foto mais famosa

O jornalista, conselheiro político, editor, empresário e poeta carioca Augusto Frederico Schmidt (1906-1965), na “Elegia”, fala poeticamente da lembrança que guarda de um grande amor.

ELEGIA
Augusto Frederico Schimidt

Entrou na sala e ficou em pé tocando piano,
Sua mão pequena batia no teclado duramente.

Lembro que estava de vermelho
Lembro que tinha nas tranças finas uma fita preta
Lembro que era de tarde
E entrava pelas janelas abertas o vento do mar.

Não lembro se tinha flores perto dela
Mas nascia um perfume do seu corpo.

Que amor o meu!

(Colaboração enviada por Paulo Peres – Site Poemas & Canções)

7 thoughts on “A história de um amor do poeta Augusto Frederico Schmidt

  1. 1) Grande poeta, grande momento, esse o do amor !

    2) Licença: em 26 de março de 1933 começou a campanha de profissionalização do futebol brasileiro. Começou também o movimento contra, encabeçado pelo escritor Coelho Neto, que preferia o esporte só no plano amador.

    3) Fonte: Biblioteca Nacional, Agenda, 1993.

    4) Coelho Neto era torcedor fanático do Fluminense e o seu filho jogava no esquadrão das Laranjeiras, de forma amadorística. Neto temia que o aspecto financeiro mascarasse a Arte do Ludopé (futebol em Latim).

  2. Ótima dica Peres. Mesmo torcendo por times “verde e branco”, tenho uma enorme simpatia pelo Bangu e seu belo Estádio Proletário de Moça Bonita. Li alhures que Brizola “torcia” pelo Bangu e o Jorge Amado idem. Quem morava ali pertinho era o Hermeto Pascoal, não sei se ainda reside por lá …

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