A ilusão que a mente borda, na poesia de Ilka Bosse

A pedagoga (formada em duas habilitações na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras), empresária, escritora, cronista e poeta catarinense Ilka Bosse, conhecida como Bailarina das Letras, escreve sobre todos os assuntos, atualidades ou não, mas, o que a hipnotiza é escrever livre e brincar com metáforas, é mais um estado de espírito do que um trabalho que a mente prepara com antecedência…

“Não me prendo à métricas,rimas ou regras rígidas do poetar – embora admire a quem o faça… Quando lanço mão à caneta ou teclado, eu simplesmente viajo num mundo irreal que, às vezes, me leva à trilha do real… São rumos não traçados, mas, é isso que me atrai. O desconhecido, o novo, a ilusão que a mente borda…”, salienta Ilka Bosse.

A MENTE

Ilka Bosse

Rendo-me a ser escrava…
Ardendo em brasa, o oco
que o fogo cava…
A dor da ausência ataca,
cortando na carne,
com gume, deste fogo,
da própria faca…
E a mente capta vozes
da própria mente,
que sempre mente,
um pouco,
do que a mente sente…
A alma desnorteada
acredita
nas inverdades
que a mente dita.
“Vamperiza” e suspira,
debilitada…
Prendendo-se à trama
e à rede
firmemente afixada…
A teia que não rompe,
nem corrompe,
mas, intoxica…
A Mente.

               (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

2 thoughts on “A ilusão que a mente borda, na poesia de Ilka Bosse

  1. Paulo, Nobre Irmão das Letras,
    Estou muito feliz com a publicação, e agora? …só tenho a agradecer, pelo seu carinho.
    É gratificante, “além da conta”, ao sentir-se valorizada.

    Caso houver uma próxima oportunidade e for da sua vontade, publicar algo dos meus escritos,
    estarei sempre lhe enviando textos/escritos, sem compromisso seu para publicá-los… ok?

    Você me autorizada divulgar sua publicação entre meus (minhas) Amigos(as)?

    Paulo, para conhecer um pouco mais do meu poetar, segue um texto/poema: “EU VI”.
    e também fotos mais nítidas em vários tamanhos (anexos).

    Ao ver e conhecer o seu trabalho, senti que, o “SER” Poeta cria várias almas distintas e incorpora-as, tomando posse dos seres imaginários. Este “SER” Poeta, pode ser realista e sonhador a qualquer momento, buscar verdades nas inverdades, preencher o tempo com o vazio, ser ao mesmo tempo príncipe e vadio…, antever e buscar o futuro para o presente, escalar a evolução, mesmo dando passos para trás, … congelar arrepios que percorrem a derme, ser a própria poesia, a ilusão e fantasia no “metamorfosear” a trajetória da vida, num caminho sem curvas. Sinto que o “SER” poeta, pode ser tudo isso, ocultando ou externando o que sente… (Ilka Bosse)

    Agradeço e abraço-o, meu Amigo, como se abraça ao que é divino.

    Ilka Bosse

    • Ilka, muito obrigado pelas suas palavras sobre o meu trabalho, o qual pode ser divulgado para as suas amigas, assim como acessar o blog e postar um comentário.

      Outrossim, o seu poema “EU VI” será colocado na lista, pois eu publico os poemas por ordem alfabética dos autores para facilitar o meu trabalho.

      Abs,
      Paulo Peres

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