A imbecilidade do abolicionismo absoluto ou seletivo

Pedro Ricardo Maximiano

É triste ver a Lei dos Crimes Hediondos (última manifestação pública de reação em defesa da sociedade) sendo continuamente destruída, as progressões de regimes sendo feitas sem a necessidade de exames criminológicos ou de alguma garantia adequada, as penas sendo cumpridas com todas as regalias, conforme a condição financeira do apenado, a sociedade refém e totalmente encarcerada, cada vez mais temerosa, desarmada e indefesa e sem poder contar com o Estado e com a proteção legal para preservar sua integridade.

O afrouxamento penal apenas causou um crescimento vertiginoso da criminalidade, alimentada pelo sentimento epidêmico de impunidade.

Não há laboratório melhor do que a realidade para comprovar a imbecilidade do afrouxamento crescente, desde a reforma da parte geral do Código Penal, de 1984, até os dias de Estado fraco (sem monopólio da violência), gordo (de tanto sugar tributos) e estúpido (incompetente na tarefa mínima de regular e fiscalizar os serviços)a maior demonstração de que caminhamos no sentido errado.

Países inteiros, alguns bem próximos de nós, estão se tornando reféns das gangues multinacionais que elegem governos e destroem a juventude com suas drogas e com o lucro elevado do tráfico, financiado e locupletado por “investidores” ambivalentes, que atuam não só na grande criminalidade financeira, mas que também enriquecem traficando armas e drogas.

As milícias serão mais fortes a cada dia e o Estado de Direito será lembrado como uma fantasia que jamais existiu no iletrado Brasil.

 

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