A importância de ser Lévi-Strauss

Viveu 100 anos, influenciou gerações e gerações, será citado e reverenciado pelo que sabia e pela forma como transmitia. Mas jamais imaginou que os jornalões brasileiros fossem homenageá-lo como fizeram, de forma surpreendente.

Da manchete na Primeira,
a cadernos especiais

A Folha deu manchete no alto: “Antropólogo Claude Lévi-Strauss morre aos 100”. Lá dentro 3 páginas substanciais, com lamentável repetição: o título da Primeira é rigorosamente reproduzido na página 16. Faltou tempo, imaginação ou credibilidade? Ótima foto dele na Amazônia, em 1936, quando tinha 27 anos.

O Globo também
jornalístico

No alto da Primeira, o título do seu livro mais citado, (“Trópicos Tristes”) e uma foto recente. Lá dentro, duas páginas e a mesma foto de 1936. Com referência obrigatória: um artigo de Caetano Veloso, provando o que eu já escrevi há mais ou menos 20 anos: “Caetano não é só compositor, é um escritor admirável”.

O Estadão sublimou
o antropólogo

Para o meu gosto, foi o melhor de todos. Excelente a chamada da Primeira, e positivamente o Caderno Especial de 6 páginas. É evidente que estava pronto, o que não tem a menor importância, o destaque, sim, é que marca o jornal impresso. Nisso a Internet será sempre superada. Não no tempo, mas na qualidade.

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