A infelicidade de Massa inconsciente, emociona multidões no mundo inteiro

Chega a ser surpreendente e às vezes inacreditável que não ocorram mais e repetidos acidentes na Fórmula 1. Muito carros tocam rodas com rodas numa velocidade de até 250 quilômetros por hora, retomam o caminho como se nada tivesse acontecido. Assombroso. Espantoso. Perigoso.

Esses acidentes ocorrem por muitos e variados motivos. Excesso de audácia. Ânsia de vitória, de fama e de glória. Imprudência. Incompetência.

E por pura infelicidade, das maiores e sem explicação, como foi com Felipe Massa, ontem, sábado, na formação do pelotão classificatório para a corrida de hoje.

Desde a hora do acidente até o momento em que escrevo, assim que acabou a corrida da Hungria (a mais inútil de todas elas), a concentração do noticiário saiu da pista, passou para o hospital onde se sabia a seguir: Massa estava sendo operado com mais gravidade do que se esperava ou imaginava.

Por que coloco o acidente de Massa como 100 por cento de infelicidade? Porque jamais irá se repetir. Pode haver causas as mais diversas, mas nenhuma com as circunstâncias de ontem, que ultrapassou a importância da classificação e da corrida propriamente dita de hoje.

Não existe uma possibilidade em um milhão de ter havido outra coisa. Massa vinha tranquilamente (se pode ser usada essa palavra a quem se despeja a mais de 250 quilômetros) uma peça se solta de um carro que vinha atrás dele, voa ligeiramente, e cai em cima da viseira de massa, penetrando nela e atingindo seu rosto, e depois se soube, seu cérebro.

Essa peça podia cair em 500 lugares, foi cair na cabeça de Massa. E de 20 carros que estavam na pista, a peça tinha que se soltar logo do carro de Barrichello, outro brasileiro. É possível deixar de utilizar a palavra infelicidade?

As circunstâncias do acidente, o carro se chocando com a segurança dos pneus, sem um movimento do piloto. E a quase meia hora que levaram para tirar Massa do carro, para levá-lo ao centro médico ainda da pista, e depois para o Hospital Militar de Budapeste, fizeram surgir dois tipos de especulação.

O primeiro sobre o estado de saúde de Massa. Este continua como especulação, o susto vai aumentando. No momento que posto estas notas, ninguém sabe nada. A declaração oficial, que deveria ser animadora, assustou ainda mais. “Esperamos que Massa volte a correr até o fim do ano”. Quase 6 meses de expectativa e suspense?

Na questão do acidente propriamente dito, o ex-corredor e agora comentarista da Globo, Luciano Burti, foi o primeiro a acertar completamente na explicação sobre o acidente. A experiência do corredor reforçando a opinião do comentarista.

Assim que o carro de Massa saiu da pista, indo em linha reta para a barreira de pneus, começaram a tentar explicar o que acontecera, das formas mais estranhas, nada convincentes ou até contraditórias.

Aí surgiu logo Burti, que calou todo mundo, dizendo: “Massa estava inconsciente quando perdeu a direção, por isso é que bateu nos pneus, indo em linha reta. Surpreendidos, surpresa geral, Burti convenceu a todos, com duas explicações sobre sua afirmação de que Massa estava inconsciente.

1. “Qualquer piloto sabe que na iminência de um acidente, tem que tirar imediatamente o pé do acelerador. Estando inconsciente, o espaço é tão pequeno, que o pé continua acelerando. Foi o que aconteceu.”

2. “A primeira lição que o piloto aprender, verdadeiro “beabá”, é que em qualquer acidente (ou possibilidade de acidente) a primeira coisa a fazer é tirar imediatamente as mãos do volante. Como Massa estava sem movimentos, com as mãos no volante, só podia estar sem ação, inconsciente”.

Toda a parte técnica se confirmou, ficou faltando a parte física, essa só poderia e poderá ser explicada pelos médicos. Estes, depois do “coma induzido” e da segunda tomografia, se retraíram ainda mais. É próprio dos médicos, não se arriscam, qualquer prognóstico pode ser adivinhação. Multidões no mundo inteiro esperam. Por enquanto NENHUM BOLETIM ESPECIAL.

*  *  *

PS- Diante de tudo isso, o resultado da corrida, sem maior interesse. Apesar da Brawn não ter chegado entre os 10 primeiros, Hamilton ter voltado a vencer, a Ferrari chegando em segundo lugar.

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