A insistente busca da felicidade pode ser infrutífera, na visão poética de Maysa

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A cantora e compositora carioca Maysa Figueira Monjardim Matarazzo (1936-1977), na letra de “Felicidade Infeliz”, explica que pode haver um cotidiano infeliz e solitário na felicidade. O samba-canção “Felicidade Infeliz” foi gravado no LP Convite Para Ouvir Maysa, Nº2, em 1958, pela RGE.            

FELICIDADE INFELIZ
Maysa

Felicidade, deves ser bem infeliz
Andas sempre tão sozinha
Nunca perto de ninguém
Felicidade, vamos fazer um trato
Mande ao menos teu retrato
Pra que eu veja como és
Esteja bem certa porém
Que o destino bem cedo fará
Com que teu rosto eu
Eu vá esquecer
Felicidade não chore
Que às vezes é bom
A gente sofrer

7 thoughts on “A insistente busca da felicidade pode ser infrutífera, na visão poética de Maysa

  1. Maysa, era brasileira, simbolo da dor de cotovelo´
    Felicidade não chora/é bom a gente sofrer. Minha querida Maysa, não é bom sofrer. A gente aceita o sofrimento quando ele vem, Fazer o que? Amo suas músicas: Ouça, O meu mundo caiu, ne me quite pa, o barquinho e bôscoli e Menescal e muitas outras.
    “Ouça”
    Maysa
    Ouça, vá viver
    Sua vida com outro bem
    Hoje eu já cansei
    De pra você não ser ninguém
    O passado não foi o bastante
    Pra lhe convencer
    Que o futuro seria bem grande
    Só eu e você
    Quando a lembrança
    Com você for morar
    E bem baixinho
    De saudade você chorar
    Vai lembrar que um dia existiu
    Um alguém que só carinho pediu
    E você fez questão de não dar
    Fez questão de negar
    Quando a lembrança
    Com você for morar….

  2. Manuel Bandeira: “Os olhos de Maísa são dois não sei quê”

    Maísa

    Manuel Bandeira

    Um dia pensei um poema para Maísa
    “Maísa não é isso
    Maísa não é aquilo
    Como é então que Maísa me comove me sacode me buleversa me hipnotiza?
    Maysa

    Maysa

    Muito simplesmente
    Maísa não é isso mas Maísa tem aquilo
    Maísa não é aquilo mas Maísa tem isto
    Os olhos de Maísa são dois não sei quê dois não sei como diga dois Oceanos Não-Pacíficos

    A boca de Maísa é isto isso e aquilo
    Quem fala mais em Maísa a boca ou os olhos?
    Os olhos e a boca de Maísa se entendem os olhos dizem uma coisa e a boca de Maísa se condói se contrai se contorce como a ostra viva em que se pingou uma gota de limão
    A boca de Maísa escanteia e os olhos de Maísa ficam sérios
    meu Deus como os olhos de Maísa podem ser sérios e como a boca de Maísa pode ser amarga!
    Boca da noite (mas de repente alvorece num sorriso infantil inefável)”

    Cacei imagens delirantes
    Maísa podia não gostar
    Cassei o poema.

    Maísa reapareceu depois de longa ausência
    Maísa emagreceu
    Está melhor assim?

    Nem melhor nem pior
    Maísa não é um corpo
    Maísa são dois olhos e uma boca
    Essa é a Maísa da televisão
    A Maísa que canta
    A outra eu não conheço não
    Não conheço de todo
    Mas mando um beijo para ela.

    “São dois oceanos não pacificicos.

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