A inveja mata e explica por que tanto ódio a vitoriosos como o presidente Trump

dedemontalvao: O que se vê hoje pelo mundo é que, “em nome da lei ...

Charge do Nani (nanihumor.com)

Percival Puggina

Na encíclica Rerum Novarum, publicada em 1891, época em que o comunismo era apenas uma tese ainda distante um quarto de século de sua primeira experiência, o papa Leão XIII, referindo-se a esse modelo, escreveu: “Além da injustiça do seu sistema, vêem-se bem todas as suas funestas conseqüências, a perturbação em todas as classes da sociedade, uma odiosa e insuportável servidão para todos os cidadãos, porta aberta a todas as invejas, a todos os descontentamentos, a todas as discórdias; o talento e a habilidade privados dos seus estímulos, e, como conseqüência necessária, as riquezas estancadas na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade na nudez, na indigência e na miséria”. Foi profeta. A história veio lhe dar inteira razão.

No entanto, se as previsões do sábio pontífice foram confirmadas e pouca gente esclarecida rejeita suas afirmações sobre a ineficácia do sistema comunista, tem passado meio despercebida a relação entre comunismo e inveja (e poderíamos acrescentar “entre os totalitarismos e a inveja”) cuja existência ele tão fortemente sublinhou.

SENTIMENTO NEGATIVO – A inveja nasce da comparação e se afirma como um duplo sentimento negativo: a alegria pelo mal alheio e a tristeza pelo bem alheio. Os moralistas (estudiosos das questões relativas à moral) afirmam que o invejoso é a principal vítima desse sentimento. De fato, a inveja mata. Ela é um canhão que dispara para frente e para trás.

Quando força motriz de um modelo político, ela se torna genocida e pode se voltar para a extinção de uma raça, de uma classe social ou da própria nação em nome de quem se expressa. Ao longo da história, centenas de milhões de seres humanos morreram em guerras e campos de concentração por conta do 5º pecado capital.

Foi esse pecado que deu causa ao holocausto. Foi ele que explodiu as Torres Gêmeas. É ele que hoje sai às ruas quebrando vitrinas. É ele que não consegue esconder o gozo perante tais fatos. É ele que nutre em tantos o ódio mortal aos Estados Unidos.

ÓDIO A TRUMP – Não podem os invejosos conviver com tamanha evidência dos equívocos em que se afundaram. O ódio que têm a Trump não guarda relação com humanismo e anseios de paz. Estiveram calados durante a Primavera de Praga, durante a invasão comunista do Tibet, assistiram desolados à queda do Muro de Berlim e só têm louvores aos regimes cubano, venezuelano e outros que tais.

Há cerca de 15 anos, uma emissora de TV exibiu reportagem feita com jovens da periferia de Paris protagonistas de arruaças que, de lá para cá, foram mudando a face da capital francesa. Aquela matéria me explicou muita coisa. Inclusive sobre certo jornalismo militante que já ganhara força entre nós.

Um dos jovens entrevistados levou a repórter para ver onde vivia. Era um edifício popular, muito melhor do que as moradias de qualquer favela brasileira.

ERA TUDO INVEJA – Sem muito que dizer, e percebendo a inconsistência das imagens para os fins a que se destinavam, a moça disparou: “Já se nota o contraste entre isto aqui e os palácios de Paris”. Acho que ela queria levar a rapaziada para morar em Versailles. Enquanto isso, seu revolucionário guia apontava as más condições do prédio: paredes tomadas por pixações, a sinalizarem o caráter pouco civilizado dos moradores, e um balde, no meio da sala, marcando a existência de uma goteira, como se fosse dever do morador do Palais de l’Élysée subir no telhado para reparar tão complexo problema. No fundo, é tudo inveja.

Explorando esses vícios da alma, alguns governos se instalam. Também assim se corrompem, conduzidos pelos mesmos sentimentos maléficos. É assim que não se conformam com a perda do poder.

13 thoughts on “A inveja mata e explica por que tanto ódio a vitoriosos como o presidente Trump

  1. O que mata mais é a cegueira em ver nesse amarelo escroto um presidente….

    Deve ser recalque inconsciente ancestral do tempo em que o jornalista carregava balde de esgoto das casas medievais e via passar pela rua o principe charming..

  2. De Caitlin Johnstone:
    “À primeira vista, pode parecer estranho ver os democratas e sua mídia alinhada gritando sobre Trump com um grau sem precedentes de vitríolo, mas eles não estão fazendo isso porque Trump resiste ao estabelecimento de qualquer maneira significativa na política interna ou externa ; ele não oferece resistência significativa às agendas de estabelecimentos tóxicos. A razão pela qual a retórica histérica é tão estridente e estridente sobre esse presidente dos gerentes de narrativas do establishment é porque, ao contrário de seus antecessores, Trump coloca uma cara feia no império.

    As pessoas que dedicaram suas vidas a promover os interesses do império oligárquico veem Trump como um gerente incompetente, cuja abordagem idiota e insana de seu papel corre o risco de chamar a atenção para as coisas más que o império faz. A força policial dos EUA, por exemplo, não se tornou mais brutal ou racista desde que Trump esteve no cargo, ele simplesmente não conseguiu gerenciar eventos e narrativas com competência para impedir que os camponeses acordassem e se revoltassem.”
    http://www.informationclearinghouse.info/55184.htm

  3. Loriaga Leão boa noite. Este papa Leão XIII é arretado.
    Mas, na década de cinquenta do século dezenove, foi lançado o Livro dos Espíritos compilado por Allan Kardec em uma das perguntas é feita o porque da diferença das riquezas e a resposta foi mais ou menos assim: Se distribuíssem igualmente toda a riqueza da Terra entre seus habitantes; em pouco tempo os que eram ricos estariam ricos outra vez e os que eram pobres já teriam gasto toda a sua parte, voltando ao nível anterior ou quase lá.
    A riqueza justa/honesta não é nenhum mal e se ela é usada para dignificar outras pessoas pelo trabalho; seu dono terá feito bom uso dela.
    A infâmia é o rentismo; principalmente este absurdo do sistema bancário brasileiro.

  4. No século IV a.c., em Atenas, Aristóteles era discípulo de Platão. O professor propôs abolir a propriedade privada para assim criar uma sociedade perfeita baseada na coletividade (socialismo). O aluno, que tinha os pés mais firmes no chão que seu tutor respondeu: Craso erro!, a propiedade privada é superior porque “a diversidade humana é mais produtiva”, e porque “os bens quando são comuns recebem menor cuidado que quando são próprios”.

  5. Eu sempre que falo sobre o comunismo; digo que não existe e dou um exemplo.
    Entre os índios os primeiros a comer são os guerreiros/caçadores depois vem os velhos, mulheres e crianças.
    Onde está a igualdade nisso?!!!
    E estão certos pois guerreiros bem alimentados são caçadores mais dispostos para trazer caça outra vez para casa.

  6. THE ECONOMIST

    A AMEAÇA DO PRESIDENTE DE ENVIAR TROPAS PARA AS CIDADES AMERICANAS ALARMA COMANDANTES

    Estados Unidos
    7 de junho de 2020

    JAMES MATTIS, um ex-general reverenciado, manteve suas opiniões em grande parte desde que renunciou ao cargo de primeiro secretário de
    defesa do presidente Donald Trump em dezembro de 2018. Em 3 de junho, ele terminou seu silêncio com um ataque devastador ao ex-chefe. O
    general Mattis recordou o juramento que tinha feito para defender a constituição. “Nunca sonhei que as tropas que prestassem o mesmo juramento fossem, sob nenhuma circunstância, violar os direitos constitucionais de seus concidadãos”, disse ele. “Donald Trump é o primeiro presidente da minha vida que não tenta unir o povo americano – nem mesmo finge tentar”. Ele dificilmente estava sozinho entre os generais – servindo e se aposentando – para se distanciar da demanda de Trump por uma resposta de segurança com punho de ferro a dias de
    protestos e tumultos nas cidades americanas.

    Os Estados Unidos estão no meio de sua pior crise civil-militar de uma geração, que ameaça causar danos duradouros às normas democráticas e a
    posição e coesão de suas forças armadas. O chamado de Trump de usar a força militar para reprimir a agitação mais difundida em meio século
    desencadeada pelo assassinato de um policial branco de George Floyd, um negro desarmado – causou inquietação e alarme na cadeia de comando.

    Dois eventos, em particular, parecem ter levado os generais a falar.

    Em 1º de junho, Trump ameaçou enviar tropas de serviço ativo sob a Lei da Insurreição de 1807. Ele também decidiu ir a uma igreja perto da Casa Branca para realizar uma sessão de fotos, ladeada por Mark Esper, o secretário de defesa e general Mark Milley, presidente dos chefes de gabinete conjuntos, principal oficial militar da América.

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