A involução mental do debate entre direita e esquerda

Vladimir Safatle
Folha

Há anos, escrevi aqui que um país em involução mental só consegue contar até dois. Seus debates organizam-se a partir de uma polaridade simplória na qual nenhum pensamento um pouco mais elaborado é possível.

Tudo deve encaixar em dois conjuntos, sendo que um deles serve apenas para ser sumariamente descartado e esconjurado. Este é um dos aspectos daquilo que Christian Dunker chamou recentemente de “lógica do condomínio” a organizar a vida intelectual do país.

De fato, há algo de cômico em ter que ouvir cada vez mais frases como “Vá para Cuba” ou “Aqui não é a Coreia do Norte” todas as vezes que alguém defende políticas esquerdistas de combate à desigualdade social e de regulação econômica.

Não passa na cabeça destas pessoas que é possível ser radicalmente de esquerda e contrário, por exemplo, ao Estado degenerado que acabou sendo implantado em Cuba. Não, isso é muito complicado para alguém que, no fundo, só consegue pensar com as dicotomias mais primárias da Guerra Fria.

JOGO DA DIREITA

Da mesma forma, é patético ter que receber afagos como “você faz o jogo da direita” todas as vezes que critica de forma dura os descaminhos do governo federal. Normalmente, tais afagos vêm de pessoas que procuram esconder sua capacidade de pensar criticamente sob a fantasia da luta constante e inglória contra as forças do atraso.

Há meses, apareceu em uma livraria um dos títulos mais inacreditáveis que um livro poderia ter: “10 livros que estragaram o mundo”. Entre eles estavam listados obras de Freud, Darwin, Lênin, Hitler, Nietzsche e Marx. Esta é a melhor síntese deste pensamento binário que nos assola nos dias atuais.

QUEIMAR OS LIVROS

Não se trata de dizer que você discorda do encaminhamento de certas ideias. Trata-se de dizer que tais ideias “estragaram o mundo”, que é melhor queimar os livros que as expressam, nunca mais lê-los, colocando-os ao lado de Hitler (que também gostava de falar de livros que estragaram o mundo e que mereciam ser queimados). Engraçado saber que livros que dizem que outros livros estragaram o mundo são o deleite de alguns.

Gilles Deleuze costumava mostrar a grandeza de seu pensamento fazendo algo que irritava mais de um de seus colegas. Mesmo sendo alguém vinculado à tradição do pensamento radical francês, ele não deixava de mostrar a genialidade de certos autores claramente conservadores, como Charles Péguy e Paul Claudel, ou de autores “moderados”, como Henri Bergson. Era uma maneira de mostrar verdadeira abertura ao pensamento e à criação, independentemente de onde ela viesse. Eis um bom exemplo a meditar nos dias de hoje.

 

17 thoughts on “A involução mental do debate entre direita e esquerda

  1. Genial a charge.
    Realmente o debate entre esquerda e direita assumiu um nível lamentável de indigência mental.
    Procurei na internet sobre o tal livro dos livros que ‘estragaram o mundo’. Sobrou até para Maquiavel, Descartes e Rousseau.

  2. Este artigo de Vladimir Safatle é um dos mais esclarecedores publicados recentemente nesta Tribuna. É do interesse dos brasileiros que os “cabeças duras” parem de confundir o PT com as esquerdas e que fiquem sabendo que as esquerdas tem vários matizes> há setores de esquerda anti-democráticos, que ainda rezam pela cartilha ultrapassada do leninismo, mas há a esquerda democrática, cujo próprio título informa que ela se submete às regras da democracia. Portanto, nem tudo o que é esquerda é parceira de Fidel Castro ou o admira, e muito menos tem a ver com o bolivarianismo. A falta de luz e esclarecimento de muitos faz esta confusão e joga tudo no mesmo saco, o que não só é lamentável como é anti-democrático. Assim, é perfeita a afirmação de Vladimir Safatle “De fato, há algo de cômico em ter que ouvir cada vez mais frases como “Vá para Cuba” ou “Aqui não é a Coreia do Norte” todas as vezes que alguém defende políticas esquerdistas de combate à desigualdade social e de regulação econômica.” Falar em auditoria da dívida brasileira é coisa da esquerda democrática. Mas qual cidadão lúcido, mesmo que não tenha interesse por política (o que é lamentável) não concordaria em auditar a dívida brasileira que, como foi constatado no Equador, é cheia de fraudes dos banqueiros ? Vamos ficar sofrendo arrocho, “ajustes fiscais e econômicos”, queda de nossa renda, alta inflação à toa, só para pagar uma dívida com os banqueiros (dealers) que nós não estamos devendo ?

    Por outro lado, existe sim a direita, que também não é uniforme. É multifacetada. Mas qualquer grupo de direita está ligado aos banqueiros e jamais iria pedir uma auditoria da dívida. Os parlamentares de direita são empregados dos dealers, que os financiam em tudo. Mas também o PT, que não é um partido de esquerda nem de direita, e sim um partido só de ladrões e que desde sua criação o seu representante máximo, Lula, foi estimulado a criar este partido pelo general Golbery do Couto e Silva, em plena ditadura militar (veja-se a biografia de Golbery, padrinho de Lula) por ser um partido anti-marxista, contratou uma mídia suja, os blogs sujos, para taxar todos aos que ele se opõem de membros da direita, o que não é verdade. Assim, é lapidar a frase de Vladimir Safatle, neste artigo, quando diz : “Da mesma forma, é patético ter que receber afagos como “você faz o jogo da direita” todas as vezes que critica de forma dura os descaminhos do governo federal. Normalmente, tais afagos vêm de pessoas que procuram esconder sua capacidade de pensar criticamente sob a fantasia da luta constante e inglória contra as forças do atraso.” Tais pessoas, assim como o próprio PT que elas também criticam, são realmente forças do atraso. Um dos mais imbecis jornalistas que defendem esta posição retrógrada é Rodrigo Constantino, colunista da controversa revista Veja. Acho que o caso dele é má-fé, e não desinformação. Ele se comporta como um discípulo do radical de direita Olavo de Carvalho. É triste notar, também, que estamos cheios de jornalistas podres atuando na mídia brasileira.

  3. Pimenta no dos outros é refresco, não é Safatle? Então dê uma olhada no que aconteceu no Globo (por Alexandre Borges):

    “Quando a ultra-petista Tereza Cruvinel saiu do jornal O GLOBO em 2007 para assumir a presidência da EBC (TV Brasil, NBR TV, Agência Brasil e várias rádios) a convite de Lula, deixou em seu lugar o cunhado Ilimar Franco. É como no futebol quando um técnico sai e deixa seu carregador do saco de bolas e uniformes no lugar. Tereza Cruvinel na adolescência foi militante da Liga Operária, atual PSTU, mas depois deu uma “guinada à direita” e acabou petista.

    Ilimar foi esquecido na coluna que a cunhada mais famosa assinava em O GLOBO e, oito anos depois, a indigência intelectual continua a mesma. Seu colunismo é do tipo mais comum em Brasília, o “papo de cafezinho”, aquele que se resume a publicar fofocas plantadas pelo PT e pela esquerda em geral para mandar recados a adversários e apitar os “dog whistles” para a militância. É como um blog de fofoca de celebridades, só que com gente feia nos holofotes.

    A coluna de hoje reproduz, da maneira bocó e pedestre que caracteriza seu autor, a infalível Lei de Godwin: quando acabam os argumentos na discussão, resta chamar o adversário de nazista. Nesse caso, Ilimar não só cruzou esta última linha como associou diretamente os movimentos de rua contra o governo ao nazismo, com todas as letras, citando o MBL, o Vem pra Rua e o Revoltados On Line. O que resta a esses movimentos é, sem dúvida, a via judicial. Se algum advogado liberal estava esperando uma oportunidade para ajudar a limpar o país do petismo, ela chegou.

    (Eis a nota de Ilimar: “O Movimento Brasil Livre, o Revoltados Online e o S.O.S. Forças Armadas, vinculados ao que se define como direita, foram a vanguarda e usaram as redes sociais para chamar o protesto de 15 de março. Pregam contra o comunismo, pelo combate à corrupção e contra a interferência do Estado na economia. O Revoltados elegeu Jair Bolsonaro como maior porta-voz de suas ideias. O S.O.S. prega a intervenção militar. Todas essas organizações vão às ruas atacando as cotas, os nordestinos, os sem-teto e alguns usam símbolos como a suástica nazista. A corrupção (nos governos do PT) e o descrédito do Congresso e dos partidos (pesquisa MDA) criam a química perfeita para o ressurgimento dessa força.”)

    Você, que é um dos nove entre dez brasileiros cansados do petismo, também é visto pelo colunista como alguém que “ataca nordestinos” e é contra as cotas, uma maneira esquerdista light de te chamar de racista. Está bom de insultos para domingo de manhã num dos principais jornais do país?

    Outra técnica manjada é tentar dar um ar acadêmico ao comentário, nesse caso convocando o esquerdista Alberto Carlos de Almeida para desqualificar os movimentos oposicionistas: “não tem expressão real”. Veremos nas próximas eleições, mas é interessante como o fato de 93% dos brasileiros desaprovarem esse desastrado, corrupto, inepto e decadente governo passa completamente despercebido para os “cientistas políticos” autorizados pelo petismo para frequentar as colunas de jornal.

    Com a internet e as redes sociais, a população já não é mais refém desse tipo de delinquente que tem como única função no jornalismo avançar a agenda petista como se empurra comida goela abaixo de um ganso para produzir foie gras. Não mais, é hora do basta, e é sempre um alívio saber que os recados desse triste serviçal do petismo são cada vez menos relevantes para o eleitorado.”

  4. Enquanto estamos vivendo no sufoco, com redução real em nosso salário porque não acompanha a inflação superior a 9% ao mês, onde grassa o desemprego, a fome, a miséria, sob a batuta de um plano econômico do banqueiro Joaquim Levy, que cobra mais impostos, podemos comprar menos porque temos menos dinheiro, o dólar bate récordes de aumento, as donas de casa têm de ir para a xepa da feira e ficar pesquisando promoções de supermercados e diminuindo o consumo de carne, o país em recessão, os pais tirando os filhos da escola particular para colocar no ensino público de má qualidade, tudo isso para pagar parte dos juros dos juros aos dealers, vejam, no mesmo período, a pujança dos banqueiros ! Isto não pode estar certo, não é mesmo ? Não acham que tem alguma coisa injusta nisso tudo? Vejam a manchete de hoje, na Folha, sobre o lucro trimestral do BRADESCO >

    30/07/2015 07h33 – Atualizado em 30/07/2015 10h22
    Lucro do Bradesco cresce e chega a R$ 4,47 bilhões no 2º trimestre
    Em relação ao mesmo período de 2014, aumento foi de 18,4%.
    No primeiro semestre, o lucro da instituição somou R$ 8,717 bilhões.
    Do G1, em São Paulo
    FACEBOOK
    O banco Bradesco anunciou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 4,473 bilhões no segundo trimestre de 2015, após atingir R$ 4,244 bilhões nos três meses anteriores – um aumento de 5,4%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o lucro mostrou crescimento de 18,4%.
    O banco Bradesco atingiu seu maior lucro trimestral na história, segundo levantamento da consultoria Economatica. De acordo com o levantamento, considerando todos os bancos de capital aberto, o lucro do Bradesco neste segundo trimestre é o terceiro maior da história, atrás apenas dos resultados do Banco do Brasil, em 2013, e do Itaú Unibanco, em 2014.

  5. Não gosto quando o autor de um texto passa a citar frases de filósofos, escritores, jornalistas, no sentido de embasar o que escreve.
    É sinal, a meu ver, de seguir pensamentos de outros que apresentar o seu, ao seu modo, à sua maneira, mas que fosse autêntico, legítimo, inédito, e não apenas seguindo anteriores ou dando-lhes novas roupagens.
    A discussão sobre esquerda e direita é inócua, inútil, haja vista somente existir em teoria e, neste aspecto, o intelectual ou até mesmo o falso intelectual adora, se diverte, e mostra a sua manipulação com as palavras, que deixa a maioria embevecida, pois nada entendeu e muito menos conviveu com governos de esquerda e de direita.
    O articulista, ao final, cita autores franceses, e nos pede que reflitamos a respeito, como se o Brasil fosse a França e não tivéssemos as nossas características e peculiaridades que nos diferenciam do resto do mundo, principalmente em política, onde a verdadeira também jamais foi exercida em nossa terra, apenas governada por incompetentes, corruptos e desonestos, travestidos em presidentes da República quando, na verdade, somente pensaram em si ou em seus partidos, e nunca no País e povo!
    Assim, por que não um debate com vistas a um governo de centro, isento, haja vista que direita e esquerda somente trouxeram problemas e confusões?
    Sinceramente, acho uma bobagem esta discussão se o PT é de esquerda ou não, se os militares eram de direita ou moderada, se os presidentes que antecederam ao PT era de direita ou de uma falsa direita, enfim, os resultados colhidos pelo povo ao longo de várias décadas comprova o que afirmo, que tendência nenhuma desenvolveu o Brasil e fez o povo progredir, ao contrário, justamente porque esquerda e direita sempre demonstraram ser incompetentes, corruptas e desonestas.
    E, vamos e venhamos, mas discutimos uma expressão antiga, velha, arcaica, pois as ideologias “esquerda” e “direita” foram criadas durante as assembleias francesas do século 18. Nessa época, a burguesia procurava, com o apoio da população mais pobre, diminuir os poderes da nobreza e do clero. Era a primeira fase da Revolução Francesa (1789-1799). Com a Assembleia Nacional Constituinte montada para criar a nova Constituição, as camadas mais ricas não gostaram da participação das mais pobres, e preferiram não se misturar, sentando separadas, do lado direito. Por isso, o lado esquerdo foi associado à luta pelos direitos dos trabalhadores, e o direito ao conservadorismo e à elite.
    Pois alguma coisa mudou de lá para cá?
    Lula não foi o maior Papai Noel para o sistema financeiro em todos os tempos?
    Por acaso o Bolsa Família não é o projeto mais significativo e representativo de como condenar milhões à miséria?
    Collor, quando confiscou a poupança e o dinheiro do povo – menos o da elite, claro, que retirou a sua fortuna antes do anúncio da maldita medida – não foi outro exemplo claro de separar o rico do pobre mais ainda?
    Então de que adianta discutirmos algo que o brasileiro conviveu apenas com uma dessas tendências, ora moderada ora falsa, a direita?
    E, quando surgiu finalmente a possibilidade de sentirmos os benefícios e organização de uma tendência de esquerda, esta se mostra a mais direita de todas, a mais corrupta e desonesta registrada na História de nossa República?
    Não me levem a mal, por favor, mas quanta perda de tempo!

    • Luis Antônio,
      Acho que o meu comentário foi calcado na lógica e em observações pessoais ao longo de mais de cinquenta anos (estou prestes a completar 66).
      Considerando 1950 (quando surgi neste planeta) para cá, todos os governos, indistintamente, levaram em conta aspectos políticos e pessoais, portanto, jamais tivemos um viés verdadeiro de esquerda, onde o povo fosse atendido em suas reclamações e necessidades.
      Getúlio ( se ele soubesse o que fariam com a Petrobrás e Eletrobrás sessenta anos depois, não sei se as inauguraria!), JK, Jânio, Jango, Regime Militar, Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma, jamais se dedicaram ao povo na medida exata de progresso pessoal e coletivo, de uma Nação composta de gente com a devida Educação e Ensino em níveis satisfatórios, de aposentadoria decente, de um Estado que pudéssemos nos orgulhar, pois permanentemente voltada a sua atenção às elites tradicionais, ao status quo vigente.
      Nunca tivemos um governo revolucionário, no sentido de alterar as estruturas do poder em benefício do povo e do próprio País ou que pelo menos criasse uma que outra medida neste sentido.
      Por essas e outras que o Bolsa Família não pode ser considerado um projeto com o âmbito social que querem lhe dar, haja vista o cunho emergencial à época de sua criação, que seria atender quem não tinha alimentos, quem não se sustentava, não teve o desdobramento necessário para retirar desta ajuda governamental aqueles que conseguissem emprego através de um plano de estudos para os beneficiados, devolvendo-lhes a dignidade e libertando-os da dependência do auxílio mensal.
      E mais nada foi feito, mesmo porque as cotas raciais foram destinadas somente para uma parte da população e não para a sua totalidade, que seria outro projeto de inclusão social através de cursos superiores oferecidos sem vestibular aos afro-descendentes brasileiros.
      O PT nos enganou solenemente ao se anunciar de esquerda, mas era apenas no discurso, pois nas atitudes se mostrou mais conservador que os governos que lhe antecederam.
      Um abraço, Luis Antônio, e grato pela observação.

  6. DIFERENÇAS IDEOLÓGICAS E QUESTÕES MAIORES

    O líder Leonel Brizola apontava como falsos dilemas certos chavões projetados pelas classes dirigentes para dividir a população, visando domina-la mais facilmente desviando de fatos que verdadeiramente interessam. As cúpulas instigam a divisão ‘direita X esquerda’, por exemplo, sem pauta concreta senão meras ameaças anti comunistas (esquerda) ou golpistas (direita), que se há são efêmeras e não justificam a pretensão de fazer disso um debate permanente, como tencionam.

    A resposta mais cortante é exaltar a diversidade política prevista na Constituição estimulando posturas independentes, que se encontram tanto no governo quanto na oposição, porque só assim afloram alternativas melhores. A história é rica em exemplos de como é possível a unidade em torno de questões maiores e dos mais elevados interesses da população, como quando Leonel Brizola foi apoiado por Luiz carlos prestes mesmo a contragosto: “A opinião do senhor Brizola sobre nosso apoio é irrelevante. Nós vamos apoiar o melhor candidato, e o melhor candidato é ele”, proclamou o cavaleiro da esperança.

    BRIZOLA – ‘Aos meus conterrâneos de todo o Rio Grande, profundas razões doutrinárias e políticas nos separam. Cumpre dizer que o trabalhismo é nacionalista; o comunismo é Internacional, o comunismo é materialista; o trabalhismo se inspira na doutrina social cristã; o comunismo é a abolição da propriedade; o trabalhismo defende a propriedade dentro de um fim social; o comunismo escraviza o homem ao Estado e prescreve o regime de garantia do trabalho; o trabalhismo é a dignificação do trabalho e não tolera a exploração do homem pelo Estado, nem do homem pelo homem; o comunismo educa para formar uma sociedade de formigas; o trabalhismo educa para o progresso, para a liberdade, para a elevação da pessoa humana; o comunismo existe onde pontifica o capitalismo reacionário e explorador e desaparece nas comunidades e países bem organizados sob o ponto de vista social e humano. Por todos estes motivos, não sou o candidato para receber os seus votos. E eles sabem, melhor do que ninguém, que os amigos e propagandistas do regime vigorante na Rússia, estão do outro lado, dando apoio consentido à Frente Democrática”
    Leonel Brizola candidato ao governo RS 10/09/1958

    História http://www.pdtrs.org.br/trabalhismo/18-nossa-historia/legalidade/64-brizola-elege-se-governador-aos-36-anos-com-670-mil-votos

    EM MEU FACE há outros textos relativos e contrários à divisão indesejável do país, nas atuais circunstâncias em que são motivadas por motivos menores ou até mesquinhos.. https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1606328689583396&set=t.100006188403089&type=1&theater

  7. Acreditar que o Estado vai resolver os problemas sociais é a cultura da esquerda e de gente que ainda não viu ou não quer ver o resultado prático de se ter o país nas mãos dessa gente ideologizada por Karl Marx.

    O resultado é este aí que estamos vendo com o Brasil. Estão gostando?

    Mantenham…

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