A Justiça esqueceu da missionária Dorothy Stang, lembrou apenas do mandante do ASSASSINATO, colocou-o em liberdade para sempre. É o novo Daniel Dantas, só que do Pará, e tem licença para matar, como o OO7

O mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, condenado duas vezes a 30 anos de prisão, está em liberdade e continuará assim pelo resto da vida.

O mandante, principalmente nesse caso, com o envolvimento de formidáveis interesses, é muito mais culpado do que o criminoso que recebe ordens e dinheiro para matar. Este é assassino profissional, dispara a arma desde que seu preço seja acertado. E pago.

O que puxa o gatilho, nem conhece a vítima, até hoje não deve saber quem é Dorothy Stang. Ficará surpreso e sem dar resposta, se lhe perguntarem, “por que você matou a missionária, que só trabalhava pelo bem da coletividade?”

Talvez, gaguejando, possa monologar: “Missionária, o que é isso?”. E estará sendo sincero, uma vez na vida. O assassino profissional não precisa conhecer a vítima. Criminoso mesmo, é o fazendeiro rico, explorador, poderoso e onipotente, que sabe que tem sempre para defendê-lo, o sistema que ajudou a implantar, mesmo de longe e indiretamente.

Quando foi condenado a primeira vez, tinha direito, que palavra (aplicada a um criminoso confesso) a novo julgamento. Era o chamado “julgamento de protesto”, para quem fosse condenado a mais de 20 anos. Levou anos, e ele em liberdade, apesar da revolta e do trabalho exaustivo e relevante do Ministério Público.

Finalmente marcaram o segundo julgamento. Outra condenação aos mesmos 30 anos. Sua liberdade seria muita audácia, afronta à sociedade, revolta para a comunidade, difícil de impingir ao povo.

Foi colocado numa prisão especialíssima, na terra onde manda de verdade. Ficou preso nessas condições, apenas algum tempo, entrou com pedido de habeas corpus, “para responder em liberdade, até que a sentença transite em julgado”. Traduzindo: já está em liberdade, e ficará enquanto a SENTENÇA, (repetindo, para que ninguém esqueça e possa se estarrecer) TRANSITE EM JULGADO.

É ignomínia, afronta, indignidade, vergonha, desmoralização da Justiça pela própria Justiça. Não é um habeas corpus, é ABSOLVIÇÃO. E desrespeito à Constituição, que determina que o julgamento do Tribunal do Júri pode ser repetido, mas não anulado por outra instância dessa mesma Justiça.

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PS – O Tribunal do Júri não é INSTÂNCIA, e sim um órgão independente, que julga sem estar subordinado a ninguém. Suas decisões podem ser revistas e submetidas a outra decisão, mas não anuladas. Como se diz em todos os países, É O JULGAMENTO FEITO DIRETAMENTE PELO POVO.

PS2 – Esse assassino covarde, frio, interesseiro, agindo por causa de dinheiro, nunca mais irá para a prisão. Como a Justiça é deploravelmente lenta, sua condenação jamais TRANSITARÁ EM JULGADO. (Desculpem a repetição, o que fazer?)

PS3 – Não quero nem escrever o nome desse homicida que tem tanta intimidade com a Justiça. Mas uma coisa é certa: ele é o Daniel Dantas da Justiça Criminal. E com uma semelhança: os dois ganharam habeas corpus, por causa dos formidáveis interesses financeiros. (Se fossem pobres, nem teriam advogado, não chegariam à Justiça).

PS4 – Deveriam conceder os mesmos benefícios ao homem que RECEBEU para matar, não favorecer apenas quem PAGOU para que houvesse o crime.

PS5 – O fazendeiro não teve nem A CORAGEM DE MATAR, em “legitima defesa, acuado, protegendo seus direitos”. (Quem quiser pode dar sua opinião LIVRE sobre o assunto, dizer quem é mais culpado).

PS6 – 1. O que PAGOU? 2. O que RECEBEU? 3. A JUSTIÇA insensível, injusta e conivente?

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