A luta pela liberdade impulsiona a história universal

Pedro do Coutto

Através dos séculos e dos milênios, que não são pouco tempo, a luta pela liberdade, em todas as escalas, sempre foi o motor que impulsionou a história universal. Ontem, em Paris a marcha monumental que ocupou a cidade tornou-se mais um episódio do processo humano cujas origens são mais que remotas mas que tem sempre como objetivo a conquista do direito de viver livremente, longe portanto da opressão e do terror.

O atentado ao semanário Charlie Hebdo inscreveu-se, por sua brutalidade e absurdo, nas páginas do tempo. Foi um ato de intolerância com publicações as quais nem sempre foram de bom gosto, mas jamais poderiam justificar o assassinato coletivo que manchou de sangue tanto a redação da revista quanto a sensibilidade humana.

Daí a reação generalizada contra o desfecho trágico que levou a Paris grande número de chefes de Estado e Governo, que, caminhando ao lado da multidão, acrescentaram com suas imagens dose muito forte do repúdio mundial. No título está acentuada uma verdade comprovada pelos acontecimentos que aconteceram no mundo desde a época do relato até a era atual, do registro, que nasceu com o surgimento principalmente da imprensa, da fotografia, do  cinema, e agora da internet.

INTOLERÂNCIA

Se analisarmos bem o desenrolar do processo histórico vemos a importância do filme Intolerância, ainda no cinema mudo do cineasta David Grift. Sua importância é de assinalar a expressão título como a causa de tragédias universais, entre elas a própria crucificação de Jesus Cristo. Outro exemplo não focalizado no filme pois ele foi feito no final da década de 20 é a violência nazista. Mas esses dois episódios são apenas dois exemplos emblemáticos de intolerância e violência. Outros adicionam-se a eles como símbolos de opressão e crueldade.

A escravidão, tanto a branca, em Roma quanto a negra nos Estados Unidos e no Brasil é outro exemplo de opressão e de exploração de seres humanos, por seus semelhantes. E é preciso destacar que no Brasil ela durou mais de 300 anos e sem distinção de raça, continua a existir de forma disfarçada em terras agrárias. Mas esta é outra questão. O essencial é que a luta pela liberdade sempre marcou a passagem dos séculos e do plano da opressão física deslocou-se para áreas econômicas e sociais. Afinal liberdade é também o direito à alimentação, habitação, saúde educação, à liberdade de expressão que no Brasil foi ferida durante o período da ditadura militar que se encerrou em 1985.

Deixando o lado brasileiro e voltando ao tema central que repousa no confronto entre a liberdade e a intolerância vemos que as gerações de hoje são testemunhas de uma das maiores manifestações coletivas que tocaram a fundo o sentimento coletivo de justiça, democracia e livre direito de participação. As imagens de ontem em Paris ficam para sempre nos arquivos da história universal. São mais um capítulo de uma luta eterna, na busca da liberdade de pensar, expressar e no final de tudo pela liberdade de viver. A existência humana está muito acima da intolerância que sempre manchou as páginas da memória universal. Liberdade sempre, princípio eterno a iluminar o caminho da humanidade.

30 thoughts on “A luta pela liberdade impulsiona a história universal

    • As pessoas de hoje não são as mesmas de ontem. Fosse assim estaríamos morando em cavernas até hoje.
      Atribuir responsabilidade a um filho, pelo que seu pai fez de bom ou de ruim, não é correto.

      • Prezado Mauro:

        Com poucas palavras você foi brilhante. Acresço que os Estados verdadeiramente democráticos de todo o mundo adotam o princípio basilar de que a pena não passará da pessoa do réu.

        • A pena criminal não passará da pessoa física do réu. Já quanto às pessoas jurídicas de direito público (internacional), como são as nações, a responsabilidade permanece, mesmo ocorrendo sucessão de seus mandatários. Alemanha, depois Itália e Japão, em qualquer época, serão sempre os responsáveis pela 2ª Guerra Mundial.

          • Correto, porém essa de colocar as nações ocidentais como más e o resto do mundo como vítima, não procede, pois o Império Otomano, muçulmano, massacrou mais de 1 milhão de armênios no século passado.
            Temos que lembrar também que o ocidente, Bill Clinton, salvou milhares de muçulmanos, que os sérvios estavam massacrando.

          • Prezado Jorge:

            Você se desviou totalmente do cerne da questão, valendo-se da falácia da proposição sem sentido. Caberiam embargos de declaração, se fosse o caso.

    • Não fiz um comentário ao artigo do respeitabilíssimo Jornalista Pedro do Coutto, que sempre tem muito a nos ensinar e com quem muito temos que aprender. Fiz, tão somente, breve referência à foto que ilustra seu artigo, foto que circula hoje em todo o mundo e que entra para a História da Humanidade, com matizes polêmicos e divergentes. Pedro do Coutto detém a arte de primorosamente escrever e noticiar. Seu artigo, como todos os outros de Pedro do Coutto, externa sua visão sobre os acontecimentos de Paris e ao artigo me curvo em sinal de respeito e admiração ao notabilíssimo Jornalista.

      A mesma foto, no entanto, também pode ilustrar artigo de outro conteúdo, de outro sentido, de outro teor, o da ridicularização que foi aquela marcha de ontem em Paris, no qual se juntaram líderes, representantes, presidentes e mandatários de países que se dizem em busca da paz, mas que no passado, recente e/ou remoto, praticaram e continuam a praticar a guerra, a violência, a provocação e cujas consequências não poderiam ser outras.

  1. Em qualquer canto deste mundo, político é tudo igual. A primeira ministra alemã, a dona Angêla Merkel,
    a poucos dias atras, após haver um protesto em Berlin, contra a islamização da Europa, fez um discurso
    contundente, chamando os manifestantes de propagadores do ódio contra os imigrantes.
    Bastou acontecer o massacre em Paris, para que ela e outros políticos europeus, principalmente o presidente
    da França, que esta com a popularidade baixíssima, sair as ruas em passeata, condenando aquilo que até a
    pouco defendiam.
    É inegável, que estas ocorrências são frutos diretos da imigração descontrolada sofrida pela Europa. As es-
    querdas, quando passaram a governar quase todo o continente , criaram a política de facilitação da
    entrada de estrangeiros, até porque precisavam de mão de obra barata. Esta ai o resultado.
    Certas mentalidades não mudam com facilidade. Ranços raciais e religiosos, perduram por gerações ou não acabam nunca, o resultado é o conflito.
    No caso da primeira ministra alemã, alguns dias após seu discurso, mostraram a ela uma pesquisa, na qual
    mais da metade dos alemães são contra a imigração. Mudou rapidinho a senhora.
    A França, dizem os estudos, em menos de 20 anos, terá maioria muçulmana, imagina-se então que não haverá
    força alguma naquele pais, que mantenha esta tal liberdade de expressão, da maneira como é hoje.
    O real é que a tentativa de integração de povos de culturas totalmente diferentes, naufragou fragorosamente e pelo visto não tem conserto.
    Nenhuma simpatia pelo terrorismo, ou compaixão pelos terroristas, mas é de bom alvitre, que o caso seja
    bem estudado e que o passionalismo dos extremistas não contamine os”frios” europeus.

  2. Escreveu bem Nenno G, mas penso que essa história dos “frios” europeus era um mito que acabou na Segunda Guerra Mundial. A meu ver, o futebol, a música contemporânea, grandes shows e eventos trataram de evidenciar o lado emotivo, apaixonado de qualquer povo, com suas coisas boas e ruins. Percebi isso nas vezes que estive lá e morei por pouco tempo… a cultura latina contagiante venceu por lá… e o preconceito que ainda existe é fruto de problemas econômicos e não por etnia…

  3. Respeitosamente vou discordar da afirmação de Pedro do Couto que, “A luta pela liberdade impulsiona a história universal”.
    Eu substituiria este título pelo seguinte:
    A luta pelo poder impulsiona a história universal.
    E vou ser sucinto:
    Se de fato fosse a liberdade o objetivo de nações e povos, certamente o o homem não estaria engessado em sistemas políticos, religiosos ou econômicos.
    Viveríamos plenamente a Anarquia, sem governos, sem leis, mas conforme a consciência de cada pessoa com relação à outra e consigo mesma.
    Que liberdade é esta, que somos obrigados a viver sob leis?
    Que liberdade é esta, que somos atrelados a sistemas financeiros e econômicos que nos impõem taxas de juros e despesas aviltantes ao trabalhador?
    Que liberdade é esta, se nossas vidas seguem o rumo das administrações de cada governo que conquista o poder?
    Que liberdade é esta, que a continuação da espécie humana está nas mãos de meia dúzia de países que podem destruir o planeta?
    Que liberdade é esta, se existem povos ainda subjugados por títeres em pleno século XXI?
    Que liberdade é esta, que ainda morrem milhões de pessoas de fome, da falta de remédios, hospitais, saneamento básico?
    Que liberdade é esta, que as riquezas produzidas pelos trabalhadores estão guardadas em bancos, em títulos, em ações, no lugar de estarem sendo canalizadas para seu próprio conforto, desenvolvimento e bem-estar?
    As duas maiores guerras que tivemos na história, no século passado, não foram pela liberdade, mas motivadas pela política, economia, conquista de territórios, e algo em torno de cem milhões de pessoas morreram nos dois conflitos mundiais, que se viram obrigadas a pegar em armas porque seus governos assim determinaram!
    O comunismo foi uma luta pela liberdade?
    A democracia assegura a liberdade do cidadão?
    O capitalismo é libertário?
    O socialismo não limitaria a criatividade humana e não o impediria de decidir por si mesmo?
    Que liberdade é esta, se parte do dinheiro do trabalhador é tomado compulsoriamente do seu esforço diário para manter o poder, do qual ele não faz parte?
    Decididamente o mundo não evoluiu através de lutas pela liberdade, ele se desevolveu técnica e cientificamente mas, em termos humanos, ele regrediu!
    Somos escravos de sistemas políticos e econômicos, esta é que a verdade!

  4. A violência sempre existiu na natureza. O macho lutava com outro pela fêmea e a coisa não passava de meia dúzia de porradas. Somente.
    Depois da mente, do seu advento, a a mentira. O ideal.
    Com o ideal, sua sistematização em religiões e ideologias ( uma nova versão das velhas religiões, segundo Niestzche).
    A competição entre os humanos agora não é mais somente pela fêmea. É pelo poder total sobre a humanidade. Pela sua submissão. Seus mentores e sacerdotes estão aí a pregar esta doença que destrói a alma humana e seguramente destruirá a vida no planeta.

  5. Etnomusicologia

    Em 1983, se não me falha a memória, veio ao Rio o diretor de Etnomusicologia da Unesco, o camaronês Francis Bebey. Por motivos acadêmicos encontrei com ele e fizemos matéria que foi publicada no antigo Segundo Caderno de O Globo, quando o editor era o querido Fuad Atalla e o colunista de Livros, o também querido, já falecido, Carlos Menezes.

    Uma das perguntas que fiz a Bebey foi como era viver sob o colonialismo francês. Sorrindo ele me disse, mais ou menos assim: “Veja você, nasci na República dos Camarões, e quando criança, na escola, os livros didáticos vinham de Paris e diziam que os antepassados dos franceses eram os gauleses, brancos de olhos azuis. Nós, a criançada negra, olhávamos uns para os outros e não podíamos rir, mas lá fora no recreio a gente ria para descontar os absurdos. Eles diziam que éramos franceses e não cmaroneses”.

    Bebey era violonista conceituado e se apresentou no Teatro da UFF, em Niterói. Era profundo conhecedor da música brasileira e gostava muito de Clementina de Jesus.

    Outra coisa interessante que me falou: a meninada adorava os rítmos africanos, mas os franceses diziam que não podíamos ouvir pois era coisa do Demônio…

    Com a evidência da marcha de ontem, em Paris, lembrei destes fatos: Até 1950, a França ainda tinha colônias em África, cujo ciclo de independência terminou só em 1970.

    Na qualidade de pacifista sou contra violências, mas o que contei são fatos históricos.

  6. O fato é que os muçulmanos e ocidentais são farinha do mesmo saco em termos de atacar outras nações. O problema é que muitos não prestam atenção na História. Atrocidades, escravidão e rapina por conquistadores não são exclusividade do ocidente. Aliás até hoje existe escravidão em países muçulmanos. As mulheres destes países sabem bem como é vida reprimida que levam.
    E um fato que todos aqui presenciaram e não se lembram é que foi que o ocidente, Bill Clinton, salvou milhares de muçulmanos que estava sendo massacrados pelos Sérvios.

  7. Prezados colegas, o mais impressionante e repugnante é a presença, na primeira fila da manifestação de ontem em Paris, do genocida e terrorista de Estado Benjamin Netanyahu. É um autêntico escárnio. Este senhor ordenou o assassinato de 2,2 mil palestinos na ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza em julho de 2014. Em memória dessas vítimas, que são tão humanas quanto os jornalistas do Charlie Hebdo, não houve milhões de pessoas nas ruas de Paris protestando contra suas mortes. Essa situação de recrudescimento do terrorismo islâmico na Europa tem muito a ver com a política externa americana no Oriente Médio de sempre passar a mão na cabeça de Israel e nunca sancionar efetivamente as barbaridades cometidas pelo Estado hebraico. Segue link para reportagem a respeito do assunto.
    http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/166233/Um-terrorista-na-marcha-da-paz-Você-é-Charlie.htm

    • Carlos Frederico Alverga, diga-me se estou errado. Ontem, no demorado e cansativo ofício na sinagoga em Paris, que a GloboNews transmitiu ao vivo, Netanyahu e Hollande sentaram-se lado. Mas em nenhum momento um trocou uma palavra com o outro. Nem se olharam. Netanyahu conversou com um outro judeu, sentado à sua direita. E Hollande, com um francês, sentado à sua esquerda. Reparei também a fisionomia do lider israelense, semblante contraído, testa franzida, dava a impressão que estava pronto para brigar, além de pesadão. Bem diferente do Shimon Peres (perdão, se grafei errado o nome deste lider) e lembrando muito Ariel Sharon (desculpas, novamente, se grafo o nome dele errado). Que me diz, prezado Alverga?

    • Não seria mais um oba oba do blog esgoto que finge ser de esquerda em tudo? Antes das eleições falaram o diabo sobre os judeus, mas bem que a Dilma foi ao Templo de Salomão e pegou R$ 10 milhões do Edir ! Vindo do jornalismo ” Vem para a Caixa Você Também ” do PT dou risada de tudo…

    • É difícil acreditar no jornalismo petista, ainda mais no 247…
      No dia 7 de junho de 2011 o Superior Tribunal de Justiça decidiu anular toda a Operação Satiagraha, que resultou na condenação
      por corrupção da quadrilha do banqueiro Daniel Dantas, dono o grupo Opportunity, a 10 anos de prisão. O STJ concluiu que foi
      ilegal a participação de integrantes da Agência Nacional de Inteligência – Abin, nas investigações. Um alívio para Daniel Dantas e
      para o jornalista Leonardo Attuch.
      Attuch, repórter da Revista Isto É Dinheiro, da Editora Três, foi flagrado trabalhando em benefício da quadrilha de Dantas e Naji
      Nahas que saqueava os cofres públicos. O “jornalista” usava a Revista para publicar matérias encomendadas pelo banqueiro,
      muitas delas redigidas por outras mãos e assumidas por Attuch. O “repórter” era pago pelo Caixa 2 comandado por Humberto
      Braz, homem da Construtora Andrade Gutierrez, a serviço do apelidado por FHC, “gênio do mal” Roberto Figueiredo do Amaral.
      Roberto Amaral indicou Braz para ser o homem de confiança do banqueiro Daniel Dantas. Braz passou a atuar nos “negócios” da
      Brasil Telecom, chegou a presidência da empresa e foi o grande consultor do Grupo Opportunity até ser flagrado pela Polícia
      Federal tentando corromper com R$ 1 milhão o delegado que comandava a Operação Satiagraha , Protógenes Queiroz, que
      costumava chamar Humberto de “o homem da mala”.
      Leonardo Attuch foi flagrado na Operação Satiagraha como assessor de comunicação da organização criminosa. Certa vez, Carlos
      Rodemburg foi chamado na Editora Três, Revista Isto É Dinheiro, pelo presidente Domingos Alzugaray, para mostrar uma matéria
      feita por Leonardo Attuch denunciando o banqueiro Daniel Dantas usando o nome de laranjas no contrato do Opportunity com o
      Citybank. A matéria foi produzida a partir de um dossiê da Telecom Itália, que estava em litígio com a Brasil Telecom.
      Attuch foi chamado pela direção da Editora Três para apresentar a matéria que tinha produzido. A matéria não foi veiculada. Mas
      Attuch se cacifou perante Daniel Dantas, tornando-se seu homem de confiança na Imprensa.
      A partir daí foram várias as matérias publicadas na Isto É Dinheiro, “confeccionadas” por Attuch. Daniel Dantas fez uma compra de
      R$ 15 milhões em livros da Editora Três. E Attuch ficava visivelmente satisfeito com os negócios entre a BR Telecom e a Editora
      Três.
      Humberto Braz, “o mala”, era responsável mensalmente pela felicidade de Attuch. A imprensa , na época da Operação Sathiagaha,
      denunciou Attuch de receber propinas e presentes de Daniel Dantas, como por exemplo uma confortável casa no bairro classe A,
      de São Paulo, o Alphaville.
      A quadrilha de Daniel Dantas até hoje sustenta o “jornalista”. Montaram um site http://www.brasil247.com, onde Attuch atua sem se
      identificar, a serviço não só da quadrilha de Dantas, como também cuidando dos interesses de empresários como José Batista
      Junior, da Friboi, que se filiou ao PSB em Goiás para disputar o governo com Marconi Perillo (PSDB), e empresas como a Odebrech,
      apadrinhada pelo deputado cassado e personagem central no Mensalão do PT José Dirceu e o Banco BVA.
      O site de Attuch ataca os políticos de Goiás preparando o terreno para as eleições de 2014, quando o dono do Frigorífico Friboi
      sairá candidato ao Governo do Estado. Attuch também abocanha verba na Secretaria de Comunicação do governador do Distrito
      Federal, o petista Agnelo Queiroz. Parte desses contratos Attuch não pode receber pelo site, porque são propinas pagas através de
      Caixa 2.
      O Quidnovi publica com exclusividade documentos em segredo de justiça do Relatório de Inteligência Policial da Operação Chacal
      e áudio mostrando a intimidade de Leonardo Attuch com a quadrilha de Dantas numa conversa íntima com Naji Nahas, na qual o
      “jornalista” desclassifica

  8. Prezado Dr. Béja, me lembro do sr. da minha infância, de quando foi advogado do sr. João Mello da Costa, pai do Carlinhos. Muita honra em falar (por escrito) com o senhor. Penso que Shimon Peres pertence a uma outra categoria de homem público. Não se trata de um desclassificado e cínico como Netanyahu, e sim é um estadista, que inclusive participou ativamente dos acordos de Oslo de 93, junto com Rabin e Arafat, que foram as últimas esperanças de paz no Oriente Médio. Depois das mortes dos estadistas Rabin e Arafat, os radicais de ambos os lados assumiram o poder, tanto em Israel quanto com o Hamas na Faixa de Gaza, e aí a possibilidade de alguma paz com o estabelecimento de um Estado palestino independente coexistindo com o Estado de Israel ficou definitivamente inviabilizada. Abraço para o senhor.

    • Gratíssimo, Carlos Frederico Alverga, por me ter respondido, lembrado o caso do sequestro do menino Carlinhos (Carlos Ramires da Costa), até hoje sem solução e destacado a importância do Shimon Peres. Forte abraço.
      Jorge Béja

  9. O mundo já se esqueceu dos “terroristas” que derrubaram o avião de passageiros da Malásia no leste da Ucrânia, em julho do ano passado. Quem sabe não estava, entre os abraçados de feições angelicais, algum autor indireto do fato?

    • Enquanto se abraçam, mandam os seus setores de segurança planejar contra ataques 10 vezes mais letais. Sempre digo que a doença que mais ceifou vidas no mundo chama-se ‘razão de estado’, com ou sem religião no meio.

  10. Os jornais dizem que os líderes mundiais marcharam junto com um milhão de pessoas em Paris em favor da liberdade de expressão. Mas em outra foto, vista de cima, dá para ver que estão muito longe do povo.

  11. 190 ESPECIE

    PESCAR: APANHAR peixes, retirar da água, deleitar com essa proteína que lhes dá prazer.
    HOJE já não podemos mais pescar 190 espécie de peixes por leis e ordem do GOVERNO FEDERAL, que está punindo os pescadores por possíveis extinções de centenas de espécies MARINHA. O GOVERNO se esqueceu que a pesca é milenar e as espécies sempre resistiram á demanda, e só não está resistindo agora, por falta de MEIO AMBIENTE, aquela sujeira que o GOVERNO FEDERAL reluta em limpar, e quando eles tentam revitalizar algum rio eles gastam UNS BILHÃO E DUZENTOS MILHÕES, e a BAIA DA GUANABARA continua com a mesma podridão.
    O GOVERNO criou o defeso dos RIOS LAGOS MARES E IGARAPÉS, para fugir do compromisso de limpar a sujeira que o progresso lhes trouxera, mais hoje já não existe mais piracema como antigamente, pois os rebanhos ou cardumes perderam 75% e as piracemas ficaram na história.
    MILHÕES DE FAMILIAS DO SUDESTE haverão de deixar estas regiões por falta de água logo este ANU, POR FALTA DE MEIO AMBIENTE que produz a EVACUAÇÃO que produz a fome e a miséria no NORDESTE E UM MILHÃO de MARANHENSE passando fome no ESTADO DO MARANHÃO, O sudeste NÃO É O NORDESTE que o GOV. prometi e decretaram a miséria e o esquecimento há esse povo sofrido e humilhado pelo descaso de não fazer MEIO AMBIENTE.
    SÃO PAULO perdeu 25% dos seus alunos por precaução dos familiares prevendo o pior, não foi por falta de aviso JOÃO DE DEUS falou ou vocês acabam com o PT ou o PT acaba com os seus bens e o BRASIL.
    VOCÊS QUE ADORAM O MAL DO MEIO AMBIENTE, que tem nojo de lavar os pratos que vocês comem, e vocês terão que lavar e servir o grande prato, de todos os bons frutos que a NATUREZA PRODUZ, e alem do mais vocês irão sofrer inúmeras penalidades e uma delas é a falta de (interest in intercourse,) a todos aqueles que está contra o MEIO AMBIENTE ou ajudando a produzir este mal corrupto, e irão dizer isso nunca me aconteceu, podem rir enquanto podem quem rir por ultimo serão os seus vizinhos, pela cara de suas esposas, se descobre o sofrimento.
    O PODEROSO DEUS ESTÁ REUNINDO A SUA IGREJA.
    JOÃO DE DEUS FERREIRA.

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