À luz do Direito Internacional, a situação da mulher do embaixador assassinado

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É preciso saber se Françoise se naturalizou grega

Jorge Béja

Comprovada a participação desta mulher, Françoise Amiridis, no assassinato do marido, o embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis, ela acabou com a vida do esposo, causou grave e indelével trauma na pequena filha de 11 anos de idade, além de deixá-la órfã, destruiu a vida dela própria, de sua família e da família de seu marido. Quanta desgraça junta! O que essa gente tem na cabeça? Se vê que François descende de família simples, de vida modesta, que não nasceu em berço rico. Alçada à condição de embaixatriz da Grécia, país que a humanidade reverencia, não soube se conduzir à altura da nobreza da privilegiada posição social.

Mas passemos a um breve raciocínio jurídico que, certamente, tenha levado o juiz a retardar a decretação da sua prisão, que demorou mas saiu ainda ontem à noite. Tudo indica que o juiz, surpreendido com o inusitado e fora do cotidiano, se viu obrigado a ir aos livros de Direito Internacional.

A CONVENÇÃO DE VIENA – Françoise é casada com embaixador de país estrangeiro e acreditado no Brasil. Pela Convenção de Viena Sobre Relações Diplomáticas, assinada em 18 de abril de 1961, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 103, de 1964 e ratificada em 23 de fevereiro de 1965 e promulgada pelo Decreto nº 56.435, de 8 de junho de 1965, as mesmas imunidades que desfruta o embaixador (que não são poucas), desfrutam os membros de sua família:

Artigo 37, § 1º – Os membros da família de um agente diplomático que com ele vivam gozarão dos privilégios e imunidades mencionados nos artigos 29 a 36, desde que não sejam nacionais do Estado acreditado“.

Isto é, da mesma maneira que o embaixador goza da imunidade de jurisdição penal no Estado acreditado, sua esposa também da mesma imunidade desfruta. O diferencial está na parte final do artigo 37, § 1º, ao excepcionar o familiar nacional do Estado acreditado, que é o caso de Françoise. Ela é brasileira, de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, onde o crime aconteceu.

Nesse caso, Françoise, se confirmada sua participação no assassinato do marido, responde pelo crime perante a Justiça brasileira.

SEM IMUNIDADE – No Brasil, país em que nasceu e que a Convenção denomina de “Estado acreditado”, madame Françoise nunca desfrutou de imunidade e privilégio algum, face à sua condição de esposa brasileira de agente diplomático estrangeiro aqui acreditado. Sendo assim, sua prisão foi acertadamente decretada, e a ex-embaixatriz, que das alturas mergulhou no fundo do poço da destruição humana, se submete às leis penais brasileiras.

Por outro giro, é preciso saber se dona Françoise, ao se casar com agente diplomático grego, se tanto e ipso facto deu-lhe a nacionalidade grega. Ou se ela ostenta outra nacionalidade, mesmo não sendo a grega, em prejuízo da nacionalidade brasileira. Ou, ainda, se dona Françoise, por vontade própria, se naturalizou grega, com a consequente perda da nacionalidade brasileira. Aí o quadro muda de figura.

NATURALIZAÇÃO – Se deixou de ser brasileira e assumiu a nacionalidade grega ou mesmo outra nacionalidade, então desconhecida, dona Françoise não se enquadra mais naquela parte final do parágrafo primeiro do artigo 37 da referida Convenção. Portanto, os benefícios da imunidade da jurisdição penal que amparavam seu marido, a amparam também. Nesse caso, sua prisão não é legal. Ela tem o direito de ser posta em liberdade para voltar à Grécia e ser processada e julgada pelas leis gregas. Ou mediante expulsão do governo brasileiro, ou por extradição, a pedido do governo da Grécia.

Ainda se dona Françoise tiver nacionalidade grega (ou outra qualquer diversa da brasileira) e gozar do benefício de matar ou mandar matar alguém em Nova Iguaçu, sem que nada lhe aconteça no Brasil, o governo da Grécia poderá renunciar à imunidade de jurisdição que, por beneficiar o marido assassinado, também contempla dona Françoise. Este é um ato de soberania do Estado ao qual dona Françoise não pode se opor, contestar ou impedir que se concretize. E nesse caso, a mulher do Embaixador Kyriakos Amiridis passa a responder pelo crime perante a Justiça brasileira. Diz o artigo 32, parágrafos 1º e 2º:

“O Estado acreditante pode renunciar à imunidade de jurisdição dos seus agentes diplomáticos e das pessoas que gozam de imunidade nos termos do artigo 37. A renúncia será sempre expressa“. Isto é, a Convenção exige que seja renúncia por escrito.

EM SÍNTESE – se dona Françoise participou mesmo, de uma forma ou de outra, da morte do marido e ela é brasileira, responde ao processo criminal no Brasil, segundo a lei brasileira e no Brasil cumprirá a pena; se deixou de ser brasileira, seja por força e consequência do casamento com o agente diplomático estrangeiro, seja por ter adquirido outra nacionalidade (que não precisa, obrigatoriamente, ser a nacionalidade grega), dona Françoise conserva as imunidades previstas na Convenção de Viena. Nesse caso ela deve ser posta em liberdade e ser mandada de volta à Grécia, por ato unilateral do governo brasileiro ou em atendimento a um pedido de extradição vindo da Grécia.

Ainda na condição de grega, dona Françoise deve permanecer no Brasil para responder pelo crime que lhe é imputado, caso o governo da Grécia expressamente renuncie à imunidade de jurisdição em desfavor desta senhora. Tudo isso causa extrema tristeza. E se pode constatar a quem ponto chega a crueldade humana. É uma pergunta curta, simples, mas profunda: Por quê? E qualquer que seja a resposta, ela nunca convencerá.

65 thoughts on “À luz do Direito Internacional, a situação da mulher do embaixador assassinado

  1. Desculpe, mas é fora de pauta.

    O Temer disse viria para ‘pacificar o país ‘ porém nunca vi uma nossa sociedade em um estado tão belicosa como o atual.

    Nunca fui muito próximo da linguagem academicista, tanto que à época que fui estudante de Ciências Sociais fui reprovado no curso de Antropologia do Meio Urbano, ministrado pela Ruth Cardoso. O trabalho que fiz foi sobre o deslocamento urbano das classes menos favorecidas do centro para as periferias de São Paulo, para isso utilizei dados dos censos populacionais fundidos com as músicas do Adoniram Barbosa, que começam na Praça da Sé e terminam em Ermerlindo Matarazzo, produto do meu eterno perceber antes de teorizar.

    O motivo da reprovação foi o de que não utilizei as muletas intelectuais das eternas citações acadêmicas, não a gosto das ‘ Igrejinhas Machadianas” ,
    Assim não poderia deixar de notar e comparar a TI do dia 31/12/2015 com a atual. No ano passado, mesmo as pessoas com total discordância política , estavam cumprimentando uma as outras, fato que até o momento não vi em nenhum comentário.
    Pessoal, vamos abaixar a bola, confraternizar não faz mal, nós passamos, mas a política continua.

    Um ótimo 2017 a todos.

  2. Geralmente os crimes cometidos por maridos ou companheiros tem como pano de fundo o ciúme destes enquanto os crimes cometidos por esposas ou companheiras são perpetrados pela ganância e visando a posse dos bens das vítimas. Lei Zé da Penha (ainda inexistente) pra ela.

  3. Lá, na pacata Três Passos, o pequeno Bernardo Uglione Boldrini (o Bê), de 11 anos e que só queria amor, acabou assassinado pela madrasta, o pai (famoso médico da cidade) e por uma terceira pessoa. Todos estão presos aguardando o julgamento pelo Tribunal do Juri.

    Agora, esta mulher de Nova Iguaçu, de origem humilde, pouca cultura, casa com um diplomata estrangeiro, homem de muita cultura, vai para a Grécia, passa a morar em muitos outros países da Europa, casa-se com o diplomata, passa a ser mãe de sua única filha, torna-se embaixatriz, volta ao Rio na condição de esposa do cônsul, depois vai morar em Brasília, agora como embaixatriz da Grécia, por ser a esposa do Embaixador, torna-se infiel, arranja um amante e com este trata e executa o assassinato do marido, como relatado ontem pela cúpula da Polícia Civil do Rio.

    Qual a explicação para tudo isso? Que dizem a psiquiatria e a psicanálise, prezado dr. Ednei, respeitado e renomado psicanalista e psiquiatra leitor, comentarista e articulista da Tribuna da Internet?

    • Dr. Béja, no direito há uma frase que diz ” o juiz não conhece a intimidade ‘, porém estou achando esse caso mais parecido com o da ‘ viúva da Mega Sena “.
      Até hoje há nos bares pé sujos do Rio a conhecida figura da ‘petroranha’ , moças que se ‘aproximam’ de aposentados da Petrobras para ficarem com a pensão.
      Certa vez, numa noite muito fria, vi uma delas acompanhada de um senhor aposentado da Petrobras que já tinha dobrado o Cabo da Boa Esperança há tempos. Debaixo desse frio ele ficava a todo momento dando cerveja gelada e caldinho de feijão quente para o referido senhor.
      Sei também de um caso, que não posso obviamente escrever aqui, que seria um homicídio ‘perfeito’, se a autora num surpreendente ataque de remorso não tivesse contado.
      A ‘ perfeição’ foi tanta, que mesmo o médico meu amigo que tratou da vítima não percebeu.

    • Prezado Dr. Jorge Béja ,

      É fato corriqueiro , e eu conheço vários, que (principalmente) canadenses , norte-americanos e europeus vêm visitar o Brasil , já na meia idade , procuram e encontram mulheres bonitas moradoras das periferias do Rio de Janeiro e com um breve relacionamento as convidam a serem suas parceiras na pátria onde moram e não raro casam-se com elas , uma vez que em seus países de origem já não mais encontram jovens bonitas que se interessem por coabitar com estes porque não vivem na mesma situação de miséria que as que vivem aqui. Casam-se para fugir do Brasil.

      Não estou falando absolutamente do vergonhoso tráfico de mulheres brasileiras bonitas , milhares delas , que vão para o exterior , porque são de famílias de baixa renda , e então vão se prostituir. Não é o caso.

      Na maioria das vezes , essas mulheres aceitam amancebar-se e mais ainda casar-se com cidadãos estrangeiros e residir no exterior , trocar a nacionalidade , ter filhos com estes parceiros estrangeiros e ficar por lá , restringindo-se a vir de vez em quando ao Brasil para visitar a família , geralmente nos subúrbios.

      Vamos deixar o amor de lado. Pode até ser que com o convívio aconteça. mas o que estas mulheres belas querem no início é viver em um país mais civilizado , que não as oprima tanto como faz o Brasil a todos nós , e principalmente aos moradores do subúrbio. Muitos destes arranjos dão certo , a família é bem constituída , essas mulheres aprendem a língua estrangeira (e os alemães são os que mais levam estas mulheres mais novas) , mas algumas outras vezes , a minoria , suponho , como aconteceu com uma prima de sangue minha que morava em Minas Gerais , que conheceu um português por via da internet , trocaram vários e-mails onde o português oferecia o Céu e minha prima (evangélica) casou-se com o português e foram residir na França. Passaram anos e não tiveram filho , todavia desde que chegaram à França , o português tomou-lhe o passaporte , não lhe dá dinheiro , ele a maltrata e ela não tem sequer a iniciativa de refugiar-se na Embaixada Brasileira. E a família, de poucas posses e imaginação , está de mãos atadas e minha prima de sangue vem há anos comendo o pão que o diabo amassou na mão do Português , quer voltar e não consegue.

      Mas em algumas vezes há as mulheres bonitas e psicopatas (e há psicopatas burros também) que seduzem os senhores de meia idade já pensando no dinheiro e no conforto , e como são jovens e bonitas , é muito comum que mantenham-se casadas com o senhor de meia idade , todavia têm amantes e mais amantes no país para onde foram.

      Chego à conclusão que esta “embaixatriz” é uma psicopata vadia de nível intelectual baixo , não só porque há anos tem sido amante de um praça da PM , que geralmente , também , como ela , e como ambos demonstraram , têm músculos entre as orelhas. Este tipo de mulher não tem alcance verbal , mesmo aprendendo a língua estrangeira , para arranjar amantes letrados , e com certeza ela já traiu este embaixador em todos os lugares por onde ele foi com encanadores , bombeiros , operários – pessoas que se entendem com ela por ter o mesmo QI.

      Não há relato de maus tratos ou violência do embaixador contra a mulher que ele tornou “embaixatriz”. Sugiro à família do embaixador que peça um exame de DNA para saber , inclusive , se a filha do casal é filha biológica dele. Pela minha sensibilidade , percebo que não : esta mulher provavelmente tinha muito mais relações sexuais com amantes broncos do que com o próprio embaixador , e acho a possibilidade de que a filha seja herdada geneticamente pelo embaixador é quase nula.

      Não satisfeita com as regalias de “embaixatriz” , com direito a camarote VIP no Copacabana Pálace e aos tapetes vermelhos , que a ela nada dizem , resolveu por fim à vida do embaixador grego , com um planejamento oligofrênico de assassinato , com auxílio de seu amante , de músculos entre as orelhas , cometendo um crime brutal mas deixando pistas em todos os lugares :sangue no sofá , o embaixador incinerado no próprio carro que ele alugou , com seu celular junto , onde fica a memória. E mais: a simulação mal feita de avisar a polícia feita pela “embaixatriz” dois dias depois do “desaparecimento” , com a desculpa que o marido costumava ficar até um dia sem comunicar-se com ela , andando por aí , o que seria uma coisa estranha. Enfim , o depoimento foi tão suspeito , as buscas na casa encontraram as pistas , inclusive sangue no sofá , e os idiotas ainda levaram o embaixador no próprio carro e incineraram. Digitais do soldado e da mulher estavam no quarto em que o embaixador foi morto.

      Em suma: é uma mulher incapaz de amar , jamais amou o marido , foi capaz de mandar o amante oligofrênico matar o marido a pancadas , enforcar com o sinto , e na maior frieza foi dois dias depois à polícia fazer denúncia de desaparecimento do marido. Esta é a mesma doença de Lula : Personalidade anti-social , o pior tipo de psicopatia. Com a diferença de que Lula é um psicopata inteligente, mas a “embaixatriz” é uma psicopata burra e provavelmente ninfomaníaca, o que é uma característica da doença.

      Tenho pena da filha do casal , especialmente se a família do Cônsul resolver fazer o exame de DNA e este revelar-se negativo para a paternidade do Cônsul.

  4. O embaixador, que quando era cônsul geral no Rio de Janeiro, achou uma mulher nascida em Nova Iguaçu e casou com ela.
    Depois de 15 anos de relacionamento e uma filha, a referida mulher é a suspeita de ter mandado matar o marido.
    Agora afloram os relatos de casos envolvendo o casal. A dita senhora receberia o amante em casa e nos dias em que o embaixador estaria por la.
    Diz ela, que o marido vivia constantemente embriagado, o que leva crer ser verdade, para que a traição fosse de “corpo presente”.
    Quanto a convenção de Viena, Dr Béja esclarece com precisão os procedimentos.
    A coisa de alguns meses passados, em Portugal, dois filhos do embaixador do Irã, aplicaram uma surra tão forte em menor portugues, que este foi parar na UTI de um hospital local.
    A polícia portuguesa comunicou o fato ao ministério das relações exteriores, unica medida possível foi pedir ao governo iraniano a retirada da imunidade dos jovens.
    A única coisa que aconteceu com o caso, foi o governo do Irã, retirar os acusados do país e leva-los para o pais de origem.
    Ficou a polícia portuguesa parada no aeroporto vendo a dupla escapulir legalmente da sua justiça, sem nada poder fazer.
    Acho que já passa da hora de rever este tratado.

  5. Como o crime aconteceu

    A polícia ainda não pode afirmar como o embaixador grego foi morto, mas, na versão do PM, houve um embate entre ele e a vítima. Para se defender, Sérgio disse que chegou a asfixiar o diplomata, mas o delegado diz que a polícia não acredita nessa versão, já que foram identificados indícios de sangue no sofá da casa.

    “Ainda não dá para afirmar tecnicamente como ele morreu porque o corpo estava carbonizado, outras análises serão feitas”, segundo Magalhães.
    O delegado confirma que o crime foi passional. O PM e a embaixatriz afirmaram que mantinham uma relação amorosa, desconhecida pelo diplomata. Os dois se conheciam há seis meses e confirmaram o caso em depoimentos na DHBF, segundo Magalhães.

    A hipótese para o motivo do crime, na avaliação do delegado, era “ficar com os bens [do marido] e curtir a vida com o policial”.

    Até as 21h, os três acusados continuavam presos na sede da DHBF, em Belford Roxo, a cerca de 40 km da capital fluminense.

  6. Dr BEJA O SENHOR FOI GENIAL.

    MAS DIZEM QUE TUDO COMEÇOU NA GRÉCIA.
    A MUSICA,A DANÇA,A CORRUPÇÃO OS ROUBOS ASSASSINATOS E AS DECAPITAÇÕES.
    MAS PARECE,QUE LÁ TUDO SE CONSERTOU E TALVEZ TENHAM MANDADO ESSA APTIDÕES MALIGNAS,TODAS PARA CÁ.
    É POLICIAL,LADRÃO E ASSASSINO,É PRESIDENTES,GOVERNADORES,PREFEITOS, SENADORES,E VÁRIAS AUTORIDADES DOS TRÊS PODERES QUE DE UMA FORMA OU DE OUTRA MATAM PESSOAS.

  7. COM CERTEZA DEVE TER CONHECIDO ESSA EMBAIXATRIZ MERETRIZ,EM ALGUM INFERNINHO,TERMAS OU PONTO DE PROSTITUIÇÃO NA DUTRA,SE APAIXONOU DEU NOME À VAGABUNDA E AÍ CAVOU A SEPULTURA.
    O PERIGO,DORME AO LADO.

    • Antonio, sua pergunta é de grande importância. A pequena filha é grega. Certamente, acompanhava os pais, pois o embaixador residia em Brasília, cidade onde fica a sede da Embaixada da Grécia. Creio que desde Janeiro de 2016, quando veio residir em Brasília com a mulher, a criança não tenha ficado na Grécia. Veio junto com os pais. Li no jornal que a mãe, para despistar e arranjar um álibe, na hora do crime estava num Shopping em Nova Iguaçu junto com a pequena filha. Depois, mãe e filha foram até um restaurante onde ficaram até 1 da madrugada. Depois voltaram para casa e entraram pela porta dos fundos do apartamento, a criança foi posta para dormir e madame Françoise foi até a sala onde o corpo do marido assassinado ainda se encontrava, fato que muito a contrariou. A ser verdade, a criança está aqui, portanto.

      Mas em companhia de quem? Sob os cuidados de quem? Da avó materna?. Não, não seria justo nem ponderado que a menina passasse a viver com os pais da mãe que matou seu pai. Seria incoveniente, por todas as razões. Não, porque se trate de família humilde e de poucos recursos. Afinal, os avós se encontram na linha sucessória ascendente para ficar com neta órfã, como é o caso. Sobre eles recai o dever legal de amparar a criança. Mas a menina ficará sob os cuidados dos avós, cuja filha, mãe da criança, participou do assassinato do pai?. Não trará nenhum bem para a criança.

      Creio que o Juiz da Vara da Infança de Nova Iguaçu, provocado pela defensoria e/ou promotoria pública, já deveria ter decidido entregar a pequena filha aos cuidados de uma família bem estrutura que se dispusesse a acolhê-la. Ou, então, uma vez retirado o mátrio (ou pátrio) poder da mãe Françoise, nomear um tutor ad hoc, da confiança do Juízo, até que os avós paternos, lá na Grécia, se manifestem. Que saiba o Juízo que minha e esposa e eu estamos prontos para receber esse nobre e honroso encargo.

  8. O embaixador nunca percebeu que convivia com uma psicopata. Não sei se estou certa, mas acho que psicopatas são responsáveis por crimes hediondos. Não sei como identificar um psicopata. Talvez seja dificil; serão eles desprovidos de emoções, ou talvez o comportamento seja normal.
    Só sei que esta mulher merece uma prisão perpétua, como merecia a mulher que matou e esquartejou o marido – Elize Matsunaga e pegou 19 anos – cumpre 1/3 e é solta. Pode?

    • O que não pode é homem com um certo nível de informação e educação entrar em uma história como essa.

      Talvez tenha entrado por isso mesmo. Um grosseirão jamais cairia nesse canto da sereia.

      Essas mulheres desmoralizam as brasileiras. Já desmoralizaram. Me dá uma pena desse homem…

  9. Artigo excelente e que responde a questões que a “grande imprensa” ignorou completamente, deixando a população cada vez mais desinformada.
    Desde o início da prisão da embaixatriz,que é brasileira de nascimento,notei,que,Veja,Globo,Folha,Estadão e outros nem abordaram esta questão.

  10. Tem caroço nesse angu …

    “É em ocasiões como a de agora, quando acontecem fatos rumorosos envolvendo personagens da elite social como Kyriakos Amiridis, que a grande imprensa mais necessita de profissionais especializados que detenham conhecimento nessa área. Mas, na absoluta ausência deles, o que vemos acontecer? Premidos pelas exigências da chefia, repórteres desinformados sobre as chamadas “altas rodas” – e não os condenamos por isso – dão conta do recado mesmo de maneira torta. Hoje leio que Kyriakos Amiridis e a mulher “frequentavam festas de luxo no Rio”, quando ele serviu aqui como diplomata. Jamais! A única festa em que ele a levou no Rio foi o baile de carnaval do Copa, este ano, ele já como embaixador. E depois em mais nenhuma.

    Quando cônsul-geral no Rio de Janeiro, Kyriakos jamais frequentou com Françoise. Não a apresentou a ninguém. Todos desconheciam que ele fosse casado ou tivesse qualquer relacionamento, namoro, noivado, companhia. Julgavam o cônsul grego um homem solteiro e desimpedido, pois assim ele se apresentava. Tem sido uma baita surpresa para a sociedade carioca, não só o casamento, como também a paternidade. E mais: a propriedade de uma casa na Barra da Tijuca!

    Verdade que, às vésperas de seu retorno à Grécia, quando era cônsul-geral no Rio, alguns leram num site que um homem fora flagrado pelas câmeras de um condomínio da Barra, e preso, “saindo da casa do cônsul-geral da Grécia pulando o muro”. A consulesa (só então soubemos que havia uma consulesa) depôs que fora despertada pelo invasor dentro do seu quarto, munido de faca, e o expulsou. Ele obedeceu…

    Tratava-se do mesmo criminoso assassino do casal Todd, de americanos vizinhos, vítimas um mês antes de um crime torpe e dos mais cruéis. Ambos os episódios mal explicados. O crime dos americanos e a invasão dos gregos…”

    Link:

    http://www.hildegardangel.com.br/apesar-dos-esforcos-de-kyriakos-para-nao-revelar-kyriakos-ela-tratou-de-fazer-isso-em-seu-melhor-e-grande-estilo/

  11. Lugar comum elogiar este artigo do notável dr.Béja, ainda mais abordando os aspectos legais concernentes ao crime passional cometido.

    Pois comento, iniciando com a célebre frase de Blaise Pascal que,
    “O coração tem razões que a própria razão desconhece”.

    Dito isso, a esposa do embaixador não se contentou com a vida que levava, pois ansiava por uma existência onde o sexo lhe fosse mais satisfatório, mais animador, mais intenso.

    Então, arrumou um amante.

    Na razão direta que este homem lhe trouxe, enfim, os prazeres antes frustrados, por que não poderiam ser mais incessantes e contínuos?

    Ora, que morra o marido!

    Resultado de uma mente obsessiva, objetivada em querer a paixão atendida e o sexo trepidante:
    O marido assassinado!

    Motivos de sobra para o crime, no entendimento da mulher, que renunciaria á vida confortável e segura por uma existência indefinida, porém altamente compensatória física e mentalmente!

    E agora?

    Até onde a pessoa age para ser feliz?

    Até onde a pessoa arquiteta planos diabólicos e assassinos para conquistar seus objetivos?

    Até que ponto um homem ou uma mulher conseguem ocasionar tanta frustração em um de seus pares, a ponto de ser morto cruelmente?

    Causa-me espécie que a forma natural pela qual a humanidade se preserva, o sexo, seja ao mesmo tempo fator de aniquilação desta mesma humanidade!

    Ora, se é algo tão prazeroso, vital, importante, que nos conecta à vida, que nos faz sentir o hálito da transcendentalidade, como pode ao mesmo tempo ser motivo de ódio, de repulsa, e de querer matar aquele que contemplou aquela mulher com uma vida boa, sem problemas financeiros, e viajando por este planeta?!

    O que leva uma pessoa a agir de modo a matar o companheiro, e deitar-se com outro, fazer sexo com este, enquanto jaz assassinado o marido, que lhe deu uma filha, e que a amou e lhe contemplou a existência com conforto e segurança?!

    Tenho pena desta mulher, que agora passará muitos anos na cadeia merecidamente, enquanto que bastava se separar do marido, dar-lhe adeus, mandá-lo pastar, e substitui-lo pelo amante, o cara, aquele que lhe satisfazia plenamente o corpo, que arfava pelos prazeres pecaminosos de um sexo furtivo, traidor, então maravilhoso ou justamente por que indevido, o prazer indescritível?!

    Os caminhos da mente humana ainda são tortuosos, enigmáticos, indecifráveis, surpreendentes.

    E, em busca do prazer, o abandono de princípios e valores, até mesmo de se desrespeitar uma vida e … matá-la!

    CREDO!

      • OFÉLIA, de onde tiraste este pensamento, minha querida, de onde?!

        Bah, mas eu tenho por ti sentimentos que não posso revelá-los à luz da sinceridade porque posso arranjar encrenca com a cônjuge!!!

        Vá lá, tenho paixões por ti, apesar de platônicas – e não poderiam ser diferentes!

        Então, se não te respondo é porque teus registros são incontestáveis, razão pela qual tornam-se leis para mim, tipo:
        leia-se e cumpra-se!

        Não, Ofélia, jamais eu ficaria amuado contigo, jamais, pois és uma das minhas deusas, um amor impossível, então a minha admiração, respeito, culto à tua personalidade e enaltecimento do teu caráter!

        Só não devo exagerar em loas, pois, certamente, más línguas poderão comentar o indevido, o não feito, o não realizado!

        Mas, eu as enfrento, e digo de público que és a minha rainha e, de joelhos, declaro que sou teu servo, e que faças de mim o que teu coração ordenar!

        Um beijo, minha querida, babado, na face, e meio longo!

        Um forte abraço, caloroso, fraterno, e demorado.

        Muita saúde para aguentares os meus berros de,
        – OFÉLIA, EU TE AMO!

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