A maior tecnologia de ponta da educação é o amor

Eliane Gonçalves

A atual insegurança vivida pelos educadores pode ser observada nas recentes reportagens e manchetes. Imagens e relatos de professores que apanham, sofrem traumatismos ou até morrem por motivo banal ou misterioso.

A agressão na relação aluno e professor serve como pano de fundo num cenário real onde educar tem sido algo quase irreal.

Os modismos aparecem como reformas educacionais, nova ortografia, e “de repente” se torna “derrepente” entre outras mudanças ortográficas, como se derrepente fosse mudar alguma coisa no cenário educacional.

Por outro lado, vejo escolas usando como marketing e referência na qualidade do seu trabalho os aparelhos e recursos tecnológicos.

Sei da importância dos mesmos, mas não podemos esquecer que o maior “recurso” na educação é o professor como agente de transformação na vida desses alunos.

Ele é a mola que transforma e faz diferença na vida de muitos alunos que estão perdidos numa sociedade utópica; onde a vida humana tem se tornado algo vulnerável e sem o menor valor.

É importante uma sala informatizada ou um recurso visual? Claro que é!

Mas onde anda a sensibilidade para olhar o “aluno desafio” como uma meta de conquista e mudança de atitude?

O grande papel do educador está justamente nesse momento de apatia, indisciplina ou indiferença em sala de aula.

O diálogo não pode ser suprido por sofisticados aparelhos como melhor canal de atenção, recepção e aprendizagem.

Numa relação de amor, o aluno percebe que é importante na vida desse professor e o limite se faz presente de forma natural e coerente.

Como a maior tecnologia de ponta, o amor nunca sai de moda e precisa ser renovado diariamente.
Ele é o maior PCN na vida do educador, pois é ímpar em cada coração como o ar que respiramos – a vida!

Tente….Acredite!

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