A maioria “absoluta” de 1 voto, implacável condenação de Palocci

Ainda não houve vitória. Palocci pode acreditar no pronunciamento dos extraordinários advogados contratados, mas depois de Einstein, tudo é relativo. Até mesmo o julgamento conturbado do Supremo. Convencidos de que venceriam por margem inalterável e inalterada, foram se apavorando com os votos de Carmen Lúcia e Ayres Brito, Marco Aurélio e Celso de Mello, que levaram o julgamento ao limite do razoável.

O último a votar pelo critério que sempre contestei (o dos mais antigos e portanto experientes votarem por último) Marco  Aurélio e Celso de Mello se pronunciaram quando a recusa (eventual) estava decidida, não exerceram a influência que na certa exerceriam se votassem antes.

Número para decidir

Pelo regimento interno, o Supremo pode julgar com 8 ministros no plenário. Estavam presentes 9 ministros. Digamos que o Ministro Peluzzo tivesse compromisso, e Joaquim Barbosa, mesmo doente, comparecesse? Palocci não teria nenhuma satisfação, a denúncia seria recebida por 5 a 4, o mesmo resultado que ele passou a noite festejando.

Então Palocci não fez nada, não sabia de coisa alguma,
é uma quase vítima dos amigos?

Pela decisão soberba e soberana do plenário, o responsável por toda a “atuação criminosa” (royalties para Celso de Mello) é o presidente da Caixa Econômica, Jorge Matoso?

O Ministério Público montou uma formidável acusação, sem uma falha, sem um item que pudesse ser desmontado, a não ser em relação ao ex- (e quase futuro) ministro?

Palocci inatingível?

Os encontros, a quebra total do sigilo do caseiro, a mobilização dos funcionários da Caixa, toda a manutenção de um esquema criminoso, estavam longe de Palocci, não tinham nada a ver com ele?

Houve um desencontro de convicções, e ao final de ontem, depois das 21 horas, quase um reencontro, pela dificuldade de somar votos diminuindo os acusados. Já que estavam nessa situação, excluindo o maior e logicamente ÚNICO CULPADO, poderiam retirar todos.

Só ficou o presidente da Caixa

Voluntário no “sacrifício” de se CONDENAR para salvar Palocci e completar a estratégia advocatícia, Matoso ficou sozinho. No final, não receberam a denúncia também contra Marcelo Neto, pois como disse muito bem um Ministro, “assessor de imprensa é para conversar com a imprensa”.

***

PS- Acabaram indiretamente condenando o Presidente Lula, que demitiu seu poderoso Ministro da Fazenda imediatamente.

PS2- Agora embora por apenas um voto sofrido, o Supremo reconheceu que Palocci não tem culpa. Então o presidente demitiu um inocente? É preciso RECOMPENSÁ-LO.

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