A maioridade penal e a consciência da gravidade do ato

Francisco Bendl

Na atual discussão sobre maioridade penal, não me lembro de recentemente ter lido qualquer linha a respeito de um dos crimes mais hediondos acontecidos na Inglaterra, que motivou intensos debates à época.

O caso de James Bulger é um processo relativo ao sequestro e assassinato de um menino de apenas dois anos de idade, na cidade de Kirkby, Inglaterra, em 1993. Seus matadores foram dois meninos de 10 anos, Jon Venables (nascido em 13 de agosto de 1982) e Robert Thompson (nascido em 23 de agosto de 1982).

James desapareceu de um centro comercial, aonde sua mãe Denise o levara em 12 de fevereiro de 1993, e seu corpo mutilado foi encontrado em uma linha ferroviária em Walton, próximo do dia 14 de fevereiro. Thompson e Venables, ambos de 10 anos, foram acusados do sequestro e assassinato de James, em 20 de fevereiro e colocados em prisão preventiva. Eles foram acusados também de sequestrar outra criança no dia seguinte.

Os dois meninos, já então com 11 anos, foram considerados culpados de assassinar Bulger, em decisão da Preston Crown Court, em 24 de novembro de 1993, e se tornaram os mais jovens condenados por assassinato na história criminal inglesa.

PAIS IRRESPONSÁVEIS

Diante deste relato acima, eu que sempre me anuncio como humanista e sou contra a diminuição da responsabilidade jurídica, ou seja, a gurizada de 16 anos responder como se fosse adulta pelos crimes cometidos, coloco em discussão – e peço ao Dr. Béja seu parecer técnico sobre crianças com mentes psicopatas, jovens com desvios de condutas em face da vida que levam, de orientações que nunca tiveram, de pais que nos abandonaram, de governos insensíveis que jamais se preocuparam com a juventude deste Brasil.

Antes de se exigir a diminuição da maioridade penal, deveríamos considerar até que ponto os responsáveis pela vida desses adolescentes não teriam sido os causadores dessa revolta que explode nesses guris sem futuro. Não sou contra a punição, mas desagrada-me que as autoridades e legisladores desconsiderem a vida pregressa de menores que se tornam assassinos, sem que se encontre o fio da meada sobre esse comportamento antissocial, violento, agressivo, inexplicável, em princípio.

AUSÊNCIA DA FAMÍLIA

Não quero generalizar, mas o âmago desta questão se encontra na família. A meu ver, os pais irresponsáveis devem receber penas decorrentes da omissão materna e paterna, por terem se negado a dar proteção e amparo ao próprio filho.

Nesse aspecto, o Dr. Jorge Béja tem razão, pelo fato de considerar vital “saber se o infrator tinha consciência e pleno conhecimento da gravidade do ato que praticou”. É a partir dessa premissa que deve se travar uma discussão que colabore com as autoridades para que errem menos e sejam mais abrangentes em suas análises quando se tratar da vida humana.

24 thoughts on “A maioridade penal e a consciência da gravidade do ato

  1. Pro psicopata fica difícil a gente ter alguma ação. O sujeito frio, assassino não tem tem apenas um desvio de conduta social, mas é antes de tudo um projeto anti-vida, e neste caso não há a quem culpar, não há a quem punir a não ser o próprio infrator, independente da idade.
    Quanto aos casos de violência às cegas praticada por menores, sem dúvida os pais tem grande parte da responsabilidade. Ora, onde já se viu um guri de 14 anos casar e batizar dentro de casa? Que pai é esse que aceita o filho sair armado por aí praticando o mal? Que pai é esse que não investiga de onde o filho arranjou dinheiro da noite pro dia, do nada? Que pai é esse que ver o moleque seu comprando sapato de 400 pilas e não suspeita de nada? Que pai é esse que bota filho no mundo como se tivesse jogando semente de melancia no quintal da casa?
    Concordo: em muitos casos os pais são sim irresponsáveis e merecem sim responder pelos erros do filho encrenqueiro…
    Quanto ao Estado não olhar pro jovem, ora o Estado brasileiro não olha não é só pro jovem não; ele não olha também pra criança, não tá nem aí pro adulto, tá c….* pro idoso… Qualquer discurso de ajudar os jovens é falsa moral. Ninguém tá ligando pra nada não. Os vereador lá dalgum municipiozinho do Amapá tá só tão interessado em ganhar de novo assim como o senador do Rio Grande do Sul está somente pensando em se perpetuar no poder até morrer…
    Ninguém tá nem aí não. Esperar dos políticos já não faz sentido. O circo já queimou há muito tempo.
    Diminuir maioridade penal ou não dar na mesma. O bandido pequeno que estupra, rouba e mata passa, sei lá, três anos na cadeia; o bandido de maior também se tiver um apoio por fora também fica só isso… É trocar o seis pela meia dúzia.
    O problema da violência é o mais simples de resolver. Isso, vou repetir: de todos os problemas do Brasil a violência é embrião… Ora, ninguém faz nada pela violência. Povo posta no Facebook que é contra a violência e só. Agora vá todo mundo pra rua e diga chega, ninguém quer mais bandido aqui… Todo cidadão coloque na porta da sua casa uma placa dizendo que bandido que entrar vai ser recebido à bala… Todo comerciante pregue na sua loja um cartaz dizendo que bandido que roubar morre… Se todo mundo resolvesse responder os bandidos com o argumento que ele nos trata garanto que a bandidagem iria se esconder… Agora povo quer resolver a violência como se tivessem comendo doce num baile de debutante, aí não dar. Aí marginal faz a festa…

    • Menezes, meu caro,
      Obrigado pelo denso e verdadeiro comentário.
      Bem colocado a questão sobre os governos que, omissos no sentido de assumirem suas responsabilidades, deixam de lado a população, que ela resolva os seus problemas.
      Da mesma forma, a violência que o governo ocasiona quando age da maneira como o PT vem se comportando ao logo do tempo, pois corrupto, desonesto, ladrão, incompetente, desonesto, imoral e antiético.
      Admito que a sociedade deva fazer algo contra os bandidos, mas não temos como enfrentá-los, haja vista que nem a policia civil e militar conseguem combatê-los porque os criminosos estão muito bem armados e têm vários esconderijos, além de um serviço de “INTELIGÊNCIA” surpreendente.
      Mais a mais, a campanha do desarmamento foi feita com a intenção de os crimes serem diminuídos. No entanto, aumentaram vertiginosamente, diante de uma população à mercê de qualquer marginal e de planos governamentais que os mantenham no poder indefinidamente.
      Um abraço, Menezes.

  2. Além dos pontos bem apontados pelo Bendl, a responsabilização dos pais é fundamental. Quando se fala em crimes cometidos por menores, pensa-se logo nos latrocínios, homicídios e demais crimes violentos, geralmente cometidos por menores de comdição econômica mais baixa. Mas a responsabilização dos pais seria fundamental para ajudar a acabar com uma série de delitos cometidos por menores de classe econômica mais alta, em que geralmente os pais “passam a mão na cabeça” dos filhos, colaborando para sua formação defeituosa que vai produzir maus resultados mais adia te.

  3. Meu caro Wilson,
    Tenho sido repetitivo em meus comentários quando acuso que nosso maior problema reside na Educação, ou seja, na falta de Ensino adequado ao povo.
    Da mesma forma, reitero que as famílias desconstituídas ou que nunca se formaram, porém um homem e uma mulher trouxeram para este mundo vidas que não poderiam ser sustentadas e tratadas com o devido amor de seus pais, em ato de total irresponsabilidade e insensibilidade com a criança que nasceria em ambiente hostil e carente, têm sido as causas principais desta violência que hoje se abate sobre nós de maneira apavorante e jamais vista em nossa história!
    Ou o ser humano se conscientiza sobre a importância de gerar um filho e não medir esforços ao seu sustento educação e formação ou, então, encaminhamo-nos céleres para nossa própria extinção, haja vista os exemplos diários de assassinatos até mesmo em famílias.
    Grato pelo comentário, Wilson.
    Um abraço.

  4. Hoje, aconteceu mais um fato envolvendo “menores infratores”.

    Matéria imprensa – Um crime bárbaro chocou a população da cidade de Castelo do Piauí, a 190 Km de Teresina. Quatro adolescentes foram brutalmente agredidas, estupradas e depois amarradas no final da tarde da quarta-feira (27).
    De acordo com as polícias civil e militar, as garotas teriam saído para tirar fotos em um ponto turístico distante alguns quilômetros da zona urbana, quando foram rendidas por cinco homens. Ainda não há informações oficiais sobre o local onde o crime teria sido praticado.
    Somente por volta das 21h as famílias das adolescentes sentiram a falta das garotas. As quatro foram encontradas desacordadas, com graves ferimentos pelo corpo e levadas para o hospital da cidade. Por conta da gravidade, as adolescentes tiveram que ser transferidas para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
    De acordo com a assessoria de imprensa do HUT, são duas garotas de 17 anos, uma de 16 e outra de apenas 15 anos. Segundo o hospital, duas delas passaram por cirurgia e seguem em estado grave. Uma das adolescentes está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
    Segundo o delegado geral do Piauí, Riedel Batista, três menores de idade suspeitos de terem praticado o estupro coletivo foram apreendidos na manhã desta quinta-feira (28) e estão na delegacia de Castelo do Piauí. Ainda segundo Riedel, a polícia está em diligência à procura de outros dois suspeitos, um adolescente e outro maior de idade.
    Os menores apreendidos vão ser conduzidos para a delegacia de Campo Maior, onde serão autuados. O delegado geral Riedel Batista confirmou que as meninas foram agredidas, amarradas e violentadas.
    Na cidade o clima é de revolta. Vários populares se aglomeraram na porta da delegacia ainda na noite de quarta-feira e chegaram a atear fogo em pneus em protesto pela falta de segurança.

    E agora, como devemos agir? Dar assistência, espaço para recuperação e daqui tres meses liberar todos os MENORES ESTUPRADORES?

    Senhores, a pena a ser aplicada deve do tamanho do crime cometido, INDEPENDENTEMENTE DA IDADE DO CRIMINOSO.

    Sabem tudo: estuprar, agredir e jogar barranco abaixo. mas não possuem idade para responsabilizar-se por seus atos?

    Acabaram com a vida de quatro meninas e fica por isto mesmo? Seremos bárbaros em puni-los com rigor? Vamos punir, novamente as vítimas? Queria ouvir a opinião da deputada Maria do Rosário.
    Enquanto agirmos como indolentes, omissos, cegos, somos co-responsáveis pelos atos deste tipo.
    Até o dia em que algo bater a nossa porta.

    Se depender do meu voto, não importando a idade, a condição social ou qualquer outro detalhe, o crime cometido deve merecer pena justa, independendo a idade do “animal” que a cometer.

    Quanto aos ais se responsabilizarem, existem outras premissas que necessitam de avaliações.

    Todos os dias assistimos pais e mães que, mesmo com cuidados e trabalhos para educar os filhos, descobrem que enveredaram pelo mundo do crime, das drogas e tudo mais.

    O descontrole é geral. Um estado podre, integralmente podre. Família desestruturada, escola virada num lixo, uma sociedade idiotizada e a busca do consumo pleno, como prioridade, o que queríamos como resultado?

    E por favor, tem muito menor de classe média e alta cometendo crimes bárbaros, todos os dias.

    É preciso parar e pensar o que desejamos como sociedade.

    Ou esperar a volta de Cristo. Sentados para não cansar!

  5. Caro Fallavena,
    Grato pelo texto lúcido e que nos obriga a refletir sobre a violência não apenas como consequência disto ou daquilo, mas como causa!
    Explico:
    As reações da sociedade exigindo a mesma violência contra os violentos é a derrota da civilidade, da moralidade, do ser humano como tal.
    A violência, então, tem como princípio a si mesma. O célebre ditado, violência gera violência, atinge o seu ápice e consagra o autor da frase.
    Não nos interessamos mais evitar que nossos filhos, parentes e amigos sejam levados pelos crimes, pois queremos cometê-los através de uma vingança igualmente injusta, da mesma forma impiedosa, na mesma medida que as vítimas foram desconsideradas pelos seus assassinos.
    Assim, queremos ser regidos pela lei do mais forte, pelo punho de ferro, desde que, por óbvio, tal rigor não atinja alguém que nos seja próximo!
    Respeitosamente, DUVIDO que algum comentarista radical, que defenda a pena de morte, que deseja penas duríssimas contra os criminosos, independente de suas idades, teria este mesmo pensamento e posição com relação a seu filho ou pai ou irmão ou, até mesmo, a sua mãe.
    Neste caso, certamente ele viria de joelhos pedir por clemência, compaixão, apelar para sentimentos humanos que ele nega para quem não pertence à sua intimidade.
    Pois, vou me estender na solução que acho ser a definitiva:
    Afora a educação, que abrangeria o comportamento dos pais com relação aos seus filhos e destes para com a sociedade e dela para os que a compõem, qualquer autoridade flagrada em crime, PENA DE MORTE!
    Não podemos esquecer que esta violência tem também como origem a impunidade.
    Temos assistido incrédulos a quantidade de crimes praticados pelo Executivo e Legislativo, que se repetem, que aumentam, que elaboram cada vez mais planos sofisticados de ilicitudes.
    E, lhes acontece o quê?!
    Nada, absolutamente nada.
    Ora, então por que exigir do povo, do miserável, do analfabeto, da vítima de circunstâncias que o condenaram à delinquência, mas, às autoridades tão ou mais criminosas que os bandidos, nós as deixamos em paz?!
    Duvido que um assassino em série transitaria intocado nas ruas de uma cidade sem ser agredido ou linchado.
    E com Zé Dirceu, um criminoso, um indivíduo nefasto?
    E com deputados corruptos?
    Senadores ladrões?
    Presidentes da República que traíram a Pátria e o povo, deixamo-los livres, sem qualquer punição?
    E dos “empresários” sonegadores de impostos, cujo dinheiro faz falta ao País, nada contra porque oferecem emprego?!
    Agora contra o ladrão que mata, o traficante, o assassino, o menor criminosos, a estes a nossa ira, mas, contra os poderosos que matam pela falta de verbas na Saúde e Segurança porque desviadas para os bolsos desses canalhas, ainda temos quem se reúne para patrocinar-lhes o pagamento de multas que a Justiça lhes aplicou pelos roubos cometidos?!
    Bah, mas estamos nos saindo pior que a encomenda!!
    Na verdade queremos ser cínicos e hipócritas, pois contra o desgraçado nossos sentimentos de justiça/vingança porém, contra os poderosos muito mais cruéis que os marginais, a nossa condescendência??!!
    Por favor, expliquem-me porque não mataram nenhum dos ladrões da Petrobrás?
    Por que nenhum parlamentar foi vítima de atentado pela sua conduta notória de envolvimento com a corrupção e roubo ao erário público?
    Não, queremos é matar quem um dia foi vítima como temos sido cotidianamente, e depois mudou o seu curso, mas os que permanentemente sempre se posicionaram contra a população e dela roubaram dinheiro, qualidade de vida, promessas não cumpridas … estes nós os reelegemos, aplaudimos.
    Afinal das contas, eles não precisam de armas, eles possuem a caneta, a autoridade, a decisão sobre nossas vidas, basta que cortem as verbas necessárias à educação, saúde e segurança, e aniquilam milhares a cada ano!
    Olha, meu caro, não aguento mais ouvir a mesma ladainha de sempre, pois não vai resolver a violência no Brasil, mesmo que implementemos a guilhotina, o garrote vil, o esfolamento vivo, a fogueira, forca, a roda, o esquartejamento, todas as modalidades de pena de morte existentes na época medieval, que não resultaram em nada, pois a humanidade seguiu continuando a sua saga de crimes os mais diversos e hediondos.
    É para resolver mesmo, sem brincadeiras de meros e imbecis justiceiros?
    Então comecemos:
    Collor, culpado m,pelo maior prejuízo e violência cometido contra o povo quando confiscou o dinheiro e poupança somente da população …. pena de morte;
    FHC, culpado por danos ao Brasil … pena de morte;
    Lula, culpado pela corrupção avassaladora … pena de morte;
    Parlamentares envolvidos em maracutaias … pena de morte;
    Funcionários públicos cúmplices em atos danosos ao País … pena de morte;
    Juízes venais … pena de morte;
    Assassinos … pena de morte;
    Latrocínios … pena de morte;
    Traficantes de armas e drogas … pena de morte;
    Motoristas que dirigiam bêbados e mataram em acidentes com seus carros … pena de morte;
    Policiais desonestos … pena de morte, e por aí vai …
    Agora, pena de morte para a população somente e demais criminosos soltos, impunes, e tenho de ainda chamá-los de Excelências, mas não mesmo!
    Um abraço, Fallavena.
    E, se não me enviares outro abraço como retribuição … pena de morte (brincadeira, claro).

  6. Caro Bendl, mais uma vez, parabéns, e demais comentaristas, infelizmente, a célula máter dos princípios sadios, é a “FAMÍLIA”, quem tem mais de 50 anos, sente dentro de sí, os “valores morais”, dos PAIS” ensinados pela “palavra e exemplo”, na primeira infância. As MÃES , passaram a trabalhar “fóra de casa”, para ajudar o “pão de cada dia”, que o salário miserável do trabalhador, não supre as despesas básicas, e elas são obrigadas a “entregar os filhos à creches”, que NÃO supre o “AMOR MATERNAL”, DA PRIMEIRA “EDUCAÇÃO”, QUE FICA GRAVADA PARA A CONDUTA DA “VIDA ADULTA”.
    Permita me dar como exemplo,dia 01/8, estarei completando 86 anos, até meus 37 anos, já casado, pedia â minha MÃE sua benção, e a minha Madrinha, e durante essa curta existência terrena, seus ensinos e minha avó, falam “mais alto”, para o “AMOR FRATERNO E À “DEUS”, TENDO COMO BASE O EVANGELHO DE JESUS, O CÓDIGO DA VIDA (NÃO SOU SANTO NEM ANJO) MAS, PROCURO MINHA REDENÇÃO ESPIRITUAL, POIS A “VIDA CONTINUA” ALÉM DA PORTA LARGA DA SEPULTURA, PARA A DEVIDA PRESTAÇÃO DE CONTAS DA CONSCIÊNCIA TRIBUNAL DIVINO.
    CARO BENDL, aprendemos, desde pequeno que: da VIDA, só se “LEVA” 3 coisas: O BEM OU O MAL QUE SE FAZ, E O BEM QUE SE DEIXOU DE FAZER, ESSA RECOMENDAÇÃO TEM SIDO O “NORTE”.
    Permita sem cunho de religião ou religiosidade: JESUS, O CRISTO, É O “CAMINHO DA LUZ”, ELE MESMO DECLAROU, “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA” E NINGUÉM VAI AO PAI A NÃO SER POR MIM”, MISTURARAM O “SAGRADO COM O PROFANO” E COLOCARAM NO ALTAR 0 “DEUS PODER MATERIAL” NESSES 2 MIL ANOS, O RESULTADO ESTAMOS COLHENDO: DOR, ANGUSTIA, SOFRIMENTO.
    OREMOS A DEUS POR UMA PÁTRIA DECENTE E JUSTA PARA SEU POVO.

  7. Meu querido Theo,
    O teu comentário me deixa feliz e honrado ao mesmo tempo.
    Tenho reiteradamente afirmado que a tua vida é exemplo a ser seguida por todos nós, face aos valores e princípios que te norteiam de maneira inabalável.
    Assim, do alto da tua condição de decano deste blog incomparável, o teu texto acima aponta a causa principal desta violência desmedida que nos coloca uns contra os outros irremediavelmente:
    A Família ou o seu desmantelamento.
    Se pais não respeitam os filhos, se os filhos viram as suas costas aos pais, se o pai não respeita a esposa, a mãe não respeita o marido, trata-se de uma família desajustada, cujas consequências serão sentidas ali adiante, quando as crianças se tornarem adolescentes e adultas.
    Apesar de eu não ter a tua idade, 65 anos, venho de uma época onde a célula mater de uma sociedade era justamente a família, que era cultuada, seus membros unidos, era sólida e inquebrantável.
    Pois esta educação se refletia nos homens públicos, que se não eram honestos totalmente, não eram todos desonestos como atualmente!
    E, a queda vertiginosa do grupo familiar, também trouxe como decorrência o enaltecimento ao casamento gay, que sou radicalmente contra!
    ADMITO que vivam juntos, que sejam felizes, que se amem, pois seres humanos iguais ao heterossexuais, mas esta condição de CASAMENTO deveria ser preservada ao homem e à mulher, que dão origem a filhos, e que devem exercer seus papeis a contento.
    Em consequência, Theo, deves ter deduzido que não aceito que um par de gays possa ter condições psicológicas de criar uma criança desde a sua tenra idade, que possa adotá-la.
    E, simplesmente, pela ausência da mulher (mãe) ou do homem (pai), cujos papeis, representação familiar, autoridade moral e ética, individualmente não será definido.
    Alegam uns e outros que, pelo menos, terão um lar e não faltarão sustento, ou seja, comida, teto, educação.
    Observa, Theo, que o ser humano foi de tal forma banalizado, que a questão se resume somente em dinheiro, bens materiais, IGNORANDO demais pressupostos fundamentais à personalidade dessa criança adotada:
    Quem é o seu pai HOMEM?
    Quem é a sua mãe MULHER?
    Pois exatamente a partir desta queda abrupta de valores e sentimentos ausentes nas famílias erguidas mediante uma relação heterossexual onde o filho se vê na condição de cifrão e causador dos problemas familiares, portanto, abandonado porque o dinheiro é mais importante que a sua vida e vinda a este plano existencial, os jovens perdem seus vínculos com base no que nos fortaleciam no passado:
    O amor de pai e mãe, a coesão familiar, a proteção, o amparo.
    Compensar esta carência de importância imensurável porque os governos também têm as suas culpas pelos maus exemplos deixados, mediante autorização e consentimento de nossas autoridades à união homossexual, o governo age como se fosse uma cunha e rebenta ao meio o pouco que ainda restava à família tradicional e, avisa, que também determina como quer o cidadão para compensar suas falhas em áreas cruciais ao desenvolvimento do país e progresso de uma sociedade!
    Resultado, Theo:
    Tornamo-nos pontas soltas, sem raízes, orientação, exemplos, modos e costumes a serem obedecidos.
    Matamo-nos, agredimo-nos, ofendemo-nos, em nome do quê?!
    BENS MATERIAIS, DINHEIRO!!!
    Eis o ser humano e sua redução apocalíptica, que dependendo de onde se originou e não mais da família que o concebeu porque não mais existe, nada vale, quem sabe uns trocados, talvez uma fortuna!
    Queres a prova?
    O Bolsa Família, um engodo, uma ilusão, milhões condenados à miséria!
    Milhões de homens, mulheres, idosos, idosas, crianças, sustentadas através de um benefício para que não morram de fome.
    Ora, por que o governo JAMAIS se preocupou em oferecer trabalho?
    Estudo?
    Cursos técnicos?
    Uma profissão por mais simples que fosse?
    PLANEJAMENTO FAMILIAR, para que parassem de procriar sem condições, e condenar um ser humano às mesmas condições de dependência de seus pais?
    Pois, o governo, que proclama este auxílio como avanço social, na verdade estipula à população carente o valor que cada indivíduo representa:
    Uma sacola de alimentos e uns trocados.
    Nada vale, simplesmente.
    Diferente dos filhos de parlamentares que roubaram, de ex-prefeitos, governadores e presidentes corruptos e incompetentes, que valem muito!
    Um grande abraço meu querido irmão Theo, que tanto admiro e reverencio!

    • Caro Bendl, minha satisfação é cósmica, em ver ao desenvolvimento que destes ao meu entender sobre nossas responsabilidades perante “à VIDA”, que nosso Pai Celestial nos dá.
      Vibremos nossos pensamento e sentimento EM “AÇÕES E OBRAS” no SILÊNCIO DO AMOR FRATERNO, para sermos focos de “Paz E luz”, ONDE ESTIVERMOS, SEMPRE, POIS SÓ O AMOR PAVIMENTA A ESTRADA DA REDENÇÃO DE NOSSAS ALMAS. ACEITE MEU FORTE ABRAÇO FRATERNO, E PEÇO À DEUS QUE TE DE MUITA SAÚDE E LONGA VIDA.

      • Amado Theo,
        Deus está nos abençoando por estarmos convivendo contigo.
        Pessoas do teu quilate, da tua envergadura moral e ética, nos impulsionam a seguir em frente acreditando no próximo.
        Observemos o Dr.Béja, que tanto tem contribuído para que injustiças sejam minimizadas, sem qualquer exigência pecuniária ou de qualquer outro meio compensatório pelo serviço desempenhado;
        Olha o trabalho incansável do Newton, em colocar à nossa disposição um blog tão importante, que eu o denomino como incomparável;
        Prestemos atenção nos comentaristas que a Tribuna nos oferece, legítimos professores que nos ensinam e orientam porque dotados de sentimentos nobres;
        E enaltecemos o idoso, na tua pessoa, que nos mostra determinação, vigor, vontade, fé em Deus, e vive cada dia para nos trazer exemplos de comportamento ilibado, equilibrado e consciente.
        Um abraço caloroso, meu querido Theo.

  8. CURAR APENAS OS EFEITOS NÃO RESOLVE. O PROBLEMA É E SEMPRE SERÁ EDUCAÇÃO. DESDE O DESCOBRIMENTO DO BRASIL, ENTRETANTO, NÃO INTERESSA QUE O POVO SEJA INSTRUÍDO, POIS ISSO NOS IMPEDIRIA DE MANIPULÁ-LO. UMA OUTRA FACETA DO PROBLEMA ESTÁ NA RELIGIÃO, QUALQUER QUE SEJA ELA. ENTROU RELIGIÃO, MELA. ASSIM É QUE, FACILMENTE, ENCONTRAMOS CASAIS PAUPÉRRIMOS COM 8 OU 10 FILHOS, QUE SÃO USADOS PARA AJUDAR A PEDIR ESMOLAS NAS RUAS. MESMO PARA OS QUE ACREDITAM NA VERSÃO BÍBLICA DA CRIAÇÃO DO MUNDO, QUANDO DEUS DISSE “CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS”, ELE NÃO ACRESCENTOU “INDEFINIDAMENTE”. ANTICONCEPCIONAIS DOS MAIS DIVERSOS TIPOS ESTÃO DISPONÍVEIS NOS POSTOS DE SAÚDE. DE GRAÇA ! MAS É PECADO !!!!!!!!!! NÃO TEM CURA PARA BURRICE.

  9. Prezado Antônio,
    Grato pelo comentário, que te dou plenas razões.
    O nosso problema crucial está na Educação (na sua falta).
    Enquanto não equacionarmos definitivamente esta questão, jamais vamos avançar em termos sociais, e seremos mesmo manipulados como afirmaste, condição que nossos governantes nos condenaram porque nos tornamos fáceis de comandar, de sermos massa de manobra.
    Entretanto, surge a pergunta inevitável:
    E por que a sociedade dita alfabetizada e culta não se rebela?!
    Por que admite esta diferença de tratamento com o povo, da qual ela faz parte?!
    Aonde estão nossos intelectuais, escritores, jornalistas, professores universitários, a elite cultural do Brasil, que não protesta em favor dos analfabetos e analfabetos funcionais?!
    Preocupa-me este raciocínio meu, absolutamente pessoal, Antônio, por uma simples razão.
    Observa:
    Queremos tanto a pena de morte para acabar com a violência, uma contradição em si mesma, que seria aplicada no criminoso egresso de famílias desajustadas, uma existência miserável, fruto de um ambiente de extremas dificuldades (não estou justificando ou sequer explicando a violência), mas deixamos de lado aqueles que não matam e roubam diretamente o cidadão, mas o aniquilam quando desviam verbas que seriam destinadas à saúde, educação e segurança!
    Na linha desse pensamento – a omissão com referência a uma educação pública ineficiente, cometida pela nossa elite cultural, repito, que se mantém convenientemente calada – não estaríamos demonstrando de forma inequívoca que a sociedade brasileira é preconceituosa?
    Morte aos desgraçados;
    Pobres sem educação;
    Povão sem assistência médica;
    População à mercê da bandidagem … mas os responsáveis por tais problemas, deixamo-nos impunes e os premiamos com reeleições?!
    Seremos quem estipula as diferenças ou as nossas autoridades?
    Um abraço, Antônio.

  10. Na verdade, Bendl, o índice de criminalidade entre menores tomou um vulto tão grande em virtude do descaso sistemático das autoridades, que já não há mais tempo para se aplicar “medidas sócio-educativas” e esperar pelos resultados sem que, concomitantemente, se adote uma abordagem mais radical. O problema é gravíssimo e exige medidas urgentes e antipáticas, no sentido de se reduzir esses índices, sob pena de incrementar mais ainda o grande ódio que a população-alvo já demonstra com suas ganas de fazer (in)justiça pelas próprias mãos.

    A urgência nunca foi amiga das boas ideias, mas é o que há para o momento, sem prejuízo da discussão sobre as soluções mais adequadas que, se forem levadas a cabo hoje, talvez, em uma geração, nós tenhamos resultados satisfatórios.

    • Prezado Froes,
      Obrigado pela tua participação, sempre importante em qualquer tema abordado.
      Concordo contigo quanto à gravidade da violência, e que está a exigir medidas radicais a respeito.
      Igualmente foste feliz em afirmar a respeito do descaso de nossas autoridades, então a urgência de soluções mesmo que não sejam as mais adequadas, mas necessárias.
      Bom, eu respondo que continuaremos, de uma forma ou de outra, AUMENTANDO ESTA VIOLÊNCIA PELAS INJUSTIÇAS QUE COMETEREMOS PELO AÇODAMENTO DE DECISÕES, pois mais uma vez iremos transferir a discussão que deveria ser feita nos seus mínimos detalhes há tempos, para paliativos eventuais, que serão insuficientes porque não vão ao âmago da questão.
      Justamente por esta omissão de há décadas nossas autoridades e, diga-se de passagem, em nome da Justiça, a sociedade também, fomos protelando as decisões a respeito da criminalidade praticada pelos jovens e a exploração de menores pelos adultos na prática desses crimes.
      Fechamos um olho e, hoje, de tanto se manter fechado, não abre mais!
      Enfim, vivemos sob a égide da indagação:
      Morrerei hoje?
      Quando o normal seria:
      Terei um bom dia!
      Agora, muitos justos pagarão pelos pecadores, mas está na Bíblia, então julgar-se-ão perdoados os omissos e irresponsáveis que causaram a derrota do respeito à vida pela sua banalização, até chegar a vez desta gente que tombará pelos males que permitiu fossem realizados.
      Afinal das contas, meu caro Froes, ninguém vive impunemente as delícias dos extremos.
      Um forte abraço.

  11. Estimado, prezado, dileto amigo, parceiro de lutas, de esperanças e desesperanças, grande Bendl.

    Faz muito, me sinto como o cachorro faminto, a correr atrás da salsicha amarrado ao rabo, sem conseguir alcançá-la. Acho que é assim que estamos, diante dos imensos problemas que nos atormentam e das parcas soluções que se colocam diante de nossos olhos. Não lembro quando foi a primeira vez que afirmei, mas na verdade estamos nos esvaindo em debates, gastando as últimas energias quando o correto seria agirmos!

    Os remendos são só remendos. Precisamos de reformas profundas, duras, firmes, sólidas e cujos efeitos se prolonguem e durem por décadas.

    Burro velho não se educa mais: lei e punição. Aos jovens, o exemplo, os limites e a garantia da oferta do necessária a formação e a vida inicial. Depois, que caminhem com suas pernas.

    O que fizeram as duas últimas gerações? Entregaram a criação dos filhos, que só produziram, ao estado e a terceiros (escolhinhas). Resultado: perda dos vínculos e educação terceirizada. A televisão, as novas tecnologias, as tias e tudo mais, substituíram laços, afetos e acompanhamento familiar. Os mais pobres, dependentes de um estado que não existe, juntaram a pobreza com a droga, falta de escola com alguma qualidade: sem limites e sem exemplos.

    E agora, o que fazer?

    Considerando-se que os que cometem crimes são vítimas de tudo isto, aqueles que, por outras razões conseguiram escapar devem servir de vítimas para as vítimas?
    Bem sei que as soluções são complexas, quando existem.

    Amigo, bom amigo, afinal quem é o culpado de nossos erros? Os outros? Queiramos ou não, se a sociedade ou parcela dela, não tomar medidas urgentes, estamos a passos firmes e largos para a barbárie. E resolveremos isto, passando a mão por cima?
    Ano que vem, novas eleições. Alguma dúvida de que serão eleitos os mesmos, de ontem ou os de hoje?

    Mudança é para quem quer mudar e para que faz algo para que ela aconteça. Bem sabes disso!

    Punir o crime, independentemente da idade, faz parte da vida, da lei e da organização social. Quando se rebelam contra baixar a idade para 16 anos, parece que serão punidos todos os que estão nesta faixa. Quantos cometem crimes bárbaros aos dez, doze ou dezesseis anos? Vamos condenar inocentes ou só os culpados?

    Boa parte da sociedade se acostumou a ler, ver e assistir na tv os crimes, os assaltos, o desrespeito a lei e a invasão aos direitos dos outros. Calam, quando conseguem entender.

    É preciso enquadrar tudo e todos! Quanto aos políticos, sinceramente, são apenas o resultado do que é a sociedade. O quadro atual, uma imensa lixeira, mostra bem o grau de apodrecimento da sociedade, se não toda, de uma parcela enorme dela.

    Jamais deixaria ou deixarei de abraçá-lo, pessoalmente ou a distância. Antes de ser uma descortesia, certamente seria perder a oportunidade de agradecer pela amizade, a sinceridade e a fraternidade que nos uniu.

    Que Deus te proteja e te dê muita, muita saúde, amigo para sempre.

    Antonio Fallavena

    • Fallavena, meu amigo,
      Confesso que sou teu admirador, que reconheço em ti uma capacidade extraordinária de abordar com profundidade e propriedade os problemas que assolam a sociedade brasileira e a cada um de nós.
      Tens um poder imenso em apresentar alegações que as considero irrebatíveis, pois oriundas de experiências e observações de anos a fio, então és um dos melhores comentaristas que temos, e te reverencio por esta condição.
      Dito isso, e com muita sinceridade, a situação da violência no Brasil nos leva irreversivelmente à dissolução de nossa sociedade!
      Salve-se quem puder!
      Emitimos diariamente SOS, na esperança que alguém nos veja neste oceano de agressões, assassinatos, latrocínios, homicídios, roubos, corrupção, desonestidade, imoralidade desenfreadas, e não surge no horizonte noturno de nossas vidas nessas circunstâncias, qualquer sinal que indique termos sido vistos.
      Inexoravelmente estamos indo a pique, afundando.
      No entanto, fomos sabotados. Na razão direta que a causa do afundamento do grande navio Titanic foram os rebites mal feitos e que redundaram que o seu casco rasgasse tão fácil quando bateu em um iceberg, nossos valores morais e éticos igualmente frágeis, deixaram-se abater pelas tentações, hedonismo, busca desenfreada por um consumismo doentio, modismos, e nos esquecemos de nós mesmos, de nossos filhos, em consequência, governantes também nos abandonaram.
      Procurar saber o responsável pelo desencadeamento desta violência é correr atrás do rabo, como escreveste muito bem, portanto, devemos parar para pensar e estipular planos, estratégias, medidas que visem não somente punir, mas evitar que se puna!
      No entanto, tais estudos exigem tempo, e este se esvaiu.
      Sobreviventes deste naufrágio retirados das águas geladas, precisam de oxigênio urgente e se protegerem do congelamento.
      Não há nenhum nem outro recurso à disposição.
      A contabilidade do descaso, do menosprezo, da desvalorização do ser humano por ele mesmo, aponta um saldo devedor impagável, então cobra através da morte de inocentes, de legítimos mártires!
      Solução imediata, que seja ao mesmo tempo eficiente não existe.
      Acredito que durante a Última Ceia, quando Jesus reunido com seus Apóstolos (os verdadeiros), tomou o pão, partiu, e disse:
      – Tomai e comei porque este é o meu corpo.
      E, da mesma forma, suspende um cálice de vinho e profere:
      – Tomai e bebei porque este é o meu sangue,
      Cristo nos alertava que corpos mortos injustamente e sangue derramado de inocentes teriam como causa a traição que moveríamos contra nós mesmos ao abandonar nossos familiares e, às autoridades competentes, pelo desprezo que nos concederam pelo abandono que nos sujeitaram.
      Corpos e sangue que trazidos por nós para este plano existencial para que fossem sacrificados em aras como homenagem à bestialidade humana, o nosso lado ruim, que não mais conseguimos esconder!
      Conclusão:
      Mesmo com medias radicais não evitaremos mais carne e sangue sendo jogados nas ruas de nossas cidades.
      Este é o preço que devemos pagar, Fallavena, meu caro amigo.
      Um abraço do meu tamanho.

  12. Quando muitos são contrários aos evangélicos (ensino bíblico ) notamos que em sua maioria é formada pelos pseudos intelectuais , não é nada difícil observar que a família destroçada brasileira com leis que tiram dos pais a correição de rumos na vida de uma criança é contraria aos conselhos bíblicos …….
    Cito em provérbios as passagens onde diz : ….Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6
    ….A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos. Provérbios 12:4
    ….Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.
    Provérbios 23:13
    Toda criança precisa de algum adulto (família) para colocar limites, para preservar sua integridade, se nós pegarmos uma criança colocarmos tudo que é necessário para sua sobrevivência essa criança morrerá não tendo ajuda de adulto ….só isso já demonstra que Deus criou adultos e depois deu o direito de a mulher gerar filhos !!!

    • Prezado Mattos,
      Não sou contra os evangélicos, ao contrário.
      Mas, protesto quando são usados para enriquecer algumas seitas que passam ao largo da religião, e pregam somente a obrigação do dízimo, da contribuição financeira, e de exigências desmedidas mediante valores estipulados por uma garrafa vazia, por exemplo, como se esta aquisição em torno de R$ 1.000,00 (!?) fosse legítima demonstração de fé.
      Então, vemos a crença espiritual sendo convertida em culto à prosperidade, evidentemente dos pastores, bispos e missionários que se apresentam na mídia nacional, menos dos fiéis.
      Quanto ao direito concedido por Deus para que a humanidade gerasse seus descendentes, Ele não estipulou a idade para tal fim, razão pela qual vemos crianças sendo engravidadas e crianças se tornando pais, de forma tão precoce que é comum vermos as meninas-mães brincando de bonecas!
      Da mesma forma, vemos adultos que, mesmo gerando seus filhos porque em tese a faixa etária que se encontram os autorizaria, agindo com total irresponsabilidade com relação às suas crias.
      Por outro lado, e longe de escrever uma blasfêmia, mas questionar a decisão do Senhor, que me deu inteligência para ir em busca da verdade, Nosso Pai foi cruel e impiedoso com aqueles que criara, que deu-lhes formas.
      Bastou um erro, somente uma desobediência, para furioso determinar:
      – Homem, estás expulso do Paraíso, e ganharás o teu sustento com o suor do teu rosto.
      Igualmente com a mesma raiva e decepção, dirigindo-se à Eva, exclamou:
      – Mulher, irás parir com dor!
      Não foram somente essas medidas disciplinares radicais que Deus nos castigou:
      Matou a Humanidade com o Dilúvio, deixando Noé e sua família preservados;
      Queimou Sodoma e Gomorra;
      Permitiu que povos inteiros fossem dizimados.
      Mesmo assim, o homem seguiu em frente, sofrendo, padecendo, aprendendo, matando, sendo morto, acreditando Nele e desacreditando Dele, e o Criador não mais se intrometeu em nossas vidas.
      Teria sido derrotado ou percebeu que a Sua obra continha mais defeitos que virtudes?
      Teria se arrependido por nos expulsar do Éden, mas a Palavra de Deus é uma só?
      Quantos crimes que a Sua criatura cometeu em Seu nome?
      E por que permitiu que a violência se tornasse tão avassaladora quanto arrebatadora, se por termos comido um pedaço de maçã fomos tão castigados?
      Por que condenou as mulheres a parir com dor, para depois comunicar à mãe de Seu Filho que Ele precisava de uma humana para gerá-lo?
      Alguns mistérios precisam ser elucidados, de modo que entendamos motivos pelos quais somos tão caridosos quanto benevolentes, ao mesmo tempo tão cruéis quanto intolerantes!
      Não estaríamos agindo da mesma maneira que Deus, quando admitia povos massacrados para defender nações que Ele simpatizava ou porque permitiu que milhares fossem mortos e deixou vivos uma família apenas?
      Não teria constatado seus excessos de crueldade e impiedosidade para depois permitir que o Seu Filho se tornasse um mártir dessa intolerância que Ele nos havia dotado como compensação?
      Mas, o próprio Filho?!!?
      Olha só, Mattos, quando esta questão é transferida apenas para o terreno religioso, que confusão!
      Um abraço, e muito obrigado pelo comentário, importantíssimo porque aborda um lado ainda não discutido integralmente, mas que é relevante:
      O papel da religião na violência do Brasil.
      Um abraço.

      • Francisco Bendl, bom dia quando fiz o comentário tive o cuidado de colocar instrução bíblica e não religioso , todo cidadão tem dento de si sabedoria para distinguir o certo do errado , ou você acha que quem comete crime não sabe o que está fazendo, ou quem corrompe não sabe que comete erro ?
        Ou seja , se seguisse o mandamento que diz ame o próximo como a ti mesmo ,tenho certa absoluta que o mundo ainda que desigual estaria bem melhor , quanto a culpar Deus pelos erros humanos não tenho sabedoria para questiona-lo ……Pois na passagem bíblica que relata sobre a vida de Jó o próprio Deus faz menção em que ele era homem integro e nem por isso deixou de sofre ; mas não ousou falar contra Deus pelo sofrimento que passava .
        ….Quanto ao questionamento do dizimo , ninguém é obrigado a nada , e mais sou a favor de que todos as agremiações como igrejas , partidos políticos , sindicatos entre outros sobrevivam de seus filiados , e mais quem está na igreja seja qual for o motivo só esta lá porque se sente bem , não acredito que alguém que esteja vivendo pior que antes permaneça .

        • Prezado Mattos,
          Sim, em alguns momentos quem comete um crime pode estar fora de suas faculdades mentais.
          Mas eu não defendia esta possibilidade quanto aos menores cometerem seus assassinatos porque fora de si, não, porém alego que muitos desses atos de extrema violência são praticados pelo desvínculo da realidade sobre a importância de uma vida humana sequer considerada no momento que um indivíduo menor de dezoito anos resolve ceifá-la.
          E explicava que, na medida que desta forma foi criado, sem qualquer elo que o prendesse a sentimentos paternais, amistosos ou parentescos, igualmente a menor consideração pela sua vítima.
          Levantaste, inteligentemente, a questão entre Deus e Jó.
          Certamente o diálogo mais poderoso acontecido entre o Criador e criatura desde que Ele nos colocou neste planeta!
          Na razão inversamente proporcional que Jó se dirige ao Senhor dos Exércitos, humilde, apenas querendo saber as razões pelas quais tanto sofrimento se ele era um homem justo, Deus se mostra em seu apogeu, onipotente, onipresente, dono do Universo e, o esmaga:

          Jó 38:
          Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo:
          Jó 38:2
          Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?
          Jó 38:3
          Agora cinge os teus lombos, como homem, e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás.
          Jó 38:4
          Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.
          Jó 38:5
          Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
          Jó 38:6
          Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem assentou a sua pedra de esquina.
          Jó 38:7
          Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?
          Jó 38:8
          Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu do ventre da sua mãe?
          Jó 38:9
          Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa?
          Jó 38:10
          Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos?
          Jó 38:11
          E disse:
          Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas?
          Jó 38:12
          Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada ou mostraste à alva o seu lugar?
          Jó 38:13
          Para que pegasse nas extremidades da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela?
          Jó 38:14
          E se transformasse como o barro sob o solo, e se pusessem como vestidos?
          Jó 38:15
          E dos ímpios se desvie a sua luz, e o braço altivo se quebrante?
          Jó 38:16
          Ou entraste tu até às origens do mar ou passeaste no mais profundo do abismo?
          Jó 38:17
          Ou descobriram-se-te as portas da morte ou viste as portas da sombra da morte?
          Jó 38:18
          Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto.
          Jó 38:19
          Onde está o caminho onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar?
          Jó 38:20
          Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa?
          Jó 38:21
          De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e por ser grande o número dos teus dias!
          Jó 38:22
          Ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva?
          Jó 38:23
          Que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?
          Jó 38:24
          Onde está o caminho em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra?
          Jó 38:25
          Quem abriu para a inundação um leito, e um caminho para os relâmpagos dos trovões?
          Jó 38:26
          Para chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no deserto, em que não há homem?
          Jó 38:27
          Para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer os renovos da erva?
          Jó 38:28
          A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho?
          Jó 38:29
          De que ventre procedeu o gelo? E quem gerou a geada do céu?
          Jó 38:30
          Como debaixo de pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela?
          Jó 38:31
          Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Órion?
          Jó 38:32
          Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos?
          Jó 38:33
          Sabes tu as ordenanças dos céus ou podes estabelecer o domínio deles sobre a terra?
          Jó 38:34
          Ou podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
          Jó 38:35
          Ou mandarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui?
          Jó 38:36
          Quem pôs a sabedoria no íntimo ou quem deu à mente o entendimento?
          Jó 38:37
          Quem numerará as nuvens com sabedoria? Ou os odres dos céus, quem os esvaziará?
          Jó 38:38
          Quando se funde o pó numa massa, e se apegam os torrões uns aos outros?
          Jó 38:39
          Porventura caçarás tu presa para a leoa ou saciarás a fome dos filhos dos leões?
          Jó 38:40
          Quando se agacham nos covis, e estão à espreita nas covas?
          Jó 38:41
          Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus filhotes gritam a Deus e andam vagueando,
          por não terem o que comer?

          Pois, se Deus me concedesse esta graça, de poder Lhe fazer apenas uma pergunta, ajoelhado, testa encostada no chão porque não sou digno de Vê-lo, eu Lhe indagaria por que o homem mata seu semelhante?
          Enquanto não temos esta resposta, da mesma forma não temos o direito de matar quem matou, pois não nos foram dados direitos sobre vidas alheia, tampouco sobre as nossas, pois nascemos de um homem e mulher que decidiram ou não, um dia terem filhos.
          Somos consequências de atos (nascimento) que jamais tivemos como saber até mesmo quem seriam nossos genitores, quanto mais termos a pretensão de resolver o comportamento das pessoas que decidem transformar-se em assassinos.
          Claro que devem ser punidas, no entanto, se trazidas a este Plano Existencial ou pra esta vida terrena sem que pedissem diretamente por esta decisão própria, mas através de outros (pai e mãe), A ORIGEM DOS NOSSOS MALES SE ENCONTRA DESDE QUE SURGIMOS COMO SER HUMANO!
          Agora, a questão seria descobrir os porquês que deixamos de lado os bons sentimentos para que predominem as reações violentas.
          Obrigado pela resposta, Mattos.
          Mais um abraço.

  13. “Antes de se exigir a diminuição da maioridade penal, deveríamos considerar até que ponto os responsáveis pela vida desses adolescentes não teriam sido os causadores dessa revolta que explode nesses guris sem futuro. ”

    Pelo contrário, dados os argumentos muito convincentes do articulista, devemos aumentar a maioridade penal. Eu sugiro 24 anos. Depois dos 24 anos, talvez os maus efeitos causados pelos “esponsáveis pela vida desses adolescentes” tenham amainado o suficiente para que nós possamos levá-los à justiça quando infringirem a lei.

    24 anos é só uma sugestão, para início de uma “profunda discussão”. Outros poderiam sugerir idades diferentes: 30 anos, 32 anos, etc, desde que estas idades não se choquem com os preceitos da Constituição Cidadã.

  14. Prezado Jordão,
    Tento conduzir este tema tão grave com a necessária seriedade.
    Desta forma, se considerarmos o ser humano de maneira plena, ele não se teria tornado um assassino, não seria autor de violências indescritíveis, não haveria a necessidade de se ter uma idade como início de que é responsável pelos seus atos.
    Em algum lugar no passado fomos desvirtuados de nós mesmos, e passamos a ver o próximo como nosso inimigo.
    E, lamentavelmente, este ódio, esta inveja, este ciúme, não foram censurados, ao contrário, incentivados, razão pela qual estamos sendo cada vez mais intolerantes, sádicos, cruéis, e desejamos a infelicidade alheia como meio de compensar nossas vicissitudes ou incompetências!
    Diminuir a maioridade penal para 14 anos, que já foi sugerida neste blog, inclusive, prorrogá-la até 24, conforme sugeres jocosamente ou, então, desde que se nasce, pois não se deixaria brecha para os criminosos não resolve.
    A Natureza nos adicionou ao longo do tempo de incentivos que são acionados pela maldade, que são inatos no ser humano, pois fazem parte da nossa índole, tendência que não se mostra tão cedo para ser corrigida, mas quando muitas vezes é tarde demais para ser detectada.
    Soma-se a tais características na pessoa a vida que lhe deram, se boa, má, péssima, insuportável, afetuosa ou violenta, e temos os ingredientes para torná-la uma besta, uma máquina de selvageria, um matador, em consequência.
    Não se aprofundar nos estudos da personalidade humana, de sua psiquê, de suas reações e passividades, omissões e iniciativas maldosas, é renegar a nossa essência, que se traduz como intenção de abolir-se a verdade, seja porque não estamos prontos para enfrentá-la, seja porque queremos dar sequência à crueldade que nos caracteriza, mas com a lei ao nosso lado, cinicamente.
    Não queremos corrigir, mas destruir;
    Não queremos o próximo ao nosso lado, queremos tê-lo à distância;
    Não queremos mais amar porque também se sofre mas, odiar, e transferir para os outros este sofrimento de maneira exclusiva.
    Cristo, se levado a sério, quando lhe perguntaram como reagiria se lhe batessem no rosto, respondeu que oferecêssemos a outra face, então passa ao largo dos legisladores, e alguns deles evangélicos, qualquer sentimento que também possui o ser humano, a compreensão, me refiro, mesmo com punição pois necessária em muitos casos, e condenações severas, inegavelmente, mas procurar se saber os porquês daquele desvirtuamento social.
    O ser humano não possui padrões de comportamento.
    Somos balizados desde que nascemos por um conjunto de regras e leis que querem elaborar uma pessoa pasteurizada, iguais às demais, que reage da mesma forma, que se sabe antecipadamente quais seriam as suas reações.
    Impossível.
    Somos o que somos, independente de normas e determinações que regem nossas vidas. Então, certamente o grande trabalho psicossocial seria mapear onde o ser humano se desvirtua, onde sai dos trilhos, onde deixa de lado este “padrão” de conduta imposto para seguir seus instintos, sua primitividade, sua agressividade.
    Enquanto querermos apenas punir sem saber as causas dessa revolta e maldade de uma pessoa contra a outra, levaremos esta questão sem a solução necessária até a nossa extinção, e continuaremos assistindo a morte de inocentes em escalas cada vez mais assustadoras, sem que quiséssemos ir ao âmago do ser humano e identificar plenamente o tal dispositivo maligno que nos acompanha desde quando surgimos neste planeta.
    Obrigado pelo comentário e participação, Jordão.

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