“A mão que toca um violão, se for preciso faz a guerra”, cantavam os irmãos Valle

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João Donato, Paulo Sérgio e Marcos Valle juntos na noite

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O cantor, instrumentista, arranjador e compositor carioca Marcos Kostenbader Valle e seu irmão Paulo Sérgio, na letra de “Viola Enluarada”, retratam um protesto contra a ditadura militar, na época, vigente no Brasil desde 1964. A música foi gravada por Marcos Valle no LP “Viola Enluarada”, em 1967, pela Odeon.

VIOLA ENLUARADA
Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
A mão que toca um violão
Se for preciso faz a guerra,
Mata o mundo, fere a terra.
A voz que canta uma canção
Se for preciso canta um hino,
Louva a morte.
Viola em noite enluarada
No sertão é como espada,
Esperança de vingança.
O mesmo pé que dança um samba
Se preciso vai à luta,
Capoeira.
Quem tem de noite a companheira
Sabe que a paz é passageira,
Prá defende-la se levanta
E grita: Eu vou!
Mão, violão, canção e espada
E viola enluarada
Pelo campo e cidade,
Porta bandeira, capoeira,
Desfilando vão cantando
Liberdade.
Quem tem de noite a companheira
Sabe que a paz é passageira,
Prá defende-la se levanta
E grita: Eu vou!
Porta bandeira, capoeira,
Desfilando vão cantando
Liberdade.
Liberdade, liberdade, liberdade…

One thought on ““A mão que toca um violão, se for preciso faz a guerra”, cantavam os irmãos Valle

  1. Viola enluarada, uma obra prima dos irmãos Valle.
    A respeito de “Viola Enluarada” Marcos Valle relata:

    “(…) quando voltei em 1968, eu estava com muitas saudades do Brasil, que estava vivendo aquele perído político difícil. O ‘Viola Enluarada’ é totalmente de protesto, e bem brasileiro mesmo. Foi quando eu conheci o Milton Nascimento, fizemos espetáculos e passamos dois anos trabalhando juntos. Eu e o meu irmão sempre fomos muito irriquietos, não gostávamos de ficar parados, fazendo a mesma coisa. Musicalmente eu sempre busco algo novo, estou atento ao que está acontecendo. Nas letras eu sempre quis provocar de alguma maneira, em termos políticos, como em ‘Viola Enluarada'(…) “

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