A marcha dos insensatos e a sua primeira vítima, a verdade

Mauro Santayana
(Jornal do Brasil)

Segundo os chamamentos que estão sendo feitos nesse momento, no WhatsApp e nas redes sociais, pessoas irão sair às ruas, no domingo, porque acusam o governo de ser corrupto e comunista e de estar quebrando o país. Se estes brasileiros, antes de ficar repetindo sempre os mesmos comentários dos portais e redes sociais, procurassem fontes internacionais em que o mercado financeiro normalmente confia para fazer tomar suas decisões, como o FMI – Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, veriam que a história é bem diferente e que o PIB e a renda per capita caíram, e a dívida pública líquida praticamente dobrou, mas foi no governo Fernando Henrique Cardoso.

Segundo o Banco Mundial, o PIB do Brasil, que era de 534 bilhões de dólares, em 1994, caiu para 504 bilhões de dólares, quando Fernando Henrique Cardoso deixou o governo, oito anos depois.

Para subir, extraordinariamente, destes 504 bilhões de dólares, em 2002, para 2 trilhões, 300 bilhões de dólares, em 2013, último dado oficial levantado pelo Banco Mundial, crescendo mais de 400% em dólares, em apenas 11 anos, depois que o PT chegou ao poder.

E isso, apesar de o senhor Fernando Henrique Cardoso ter vendido mais de 100 bilhões de dólares em empresas brasileiras, muitas delas estratégicas, como a Telebras, a Vale do Rio Doce e parte da Petrobras, com financiamento do BNDES e uso de “moedas podres”, com o pretexto de sanear as finanças e aumentar o crescimento do país.

RENDA PER CAPITA

Com a renda per capita ocorreu a mesma coisa. No lugar de crescer em oito anos, a renda per capita da população brasileira, também segundo o Banco Mundial, caiu de 3.426 dólares, em 1994, no início do governo, para 2.810 dólares, no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002. E aumentou, também, em mais de 400%, de 2.810 dólares, para 11.208 dólares, também segundo o World Bankm, depois que o PT chegou ao poder.

O salário mínimo, que em 1994, no final do governo Itamar Franco, valia 108 dólares, caiu 23%, para 81 dólares, no final do governo FHC e aumentou em três vezes, para mais de 250 dólares, hoje, também depois que o PT chegou ao poder.

As reservas monetárias internacionais – o dinheiro que o país possui em moeda forte – que eram de 31,746 bilhões de dólares, no final do governo Itamar Franco, cresceram em apenas algumas centenas de milhões de dólares por ano, para 37.832 bilhões de dólares nos oito anos do governo FHC. Nessa época, elas eram de fato, negativas, já que o Brasil, para chegar a esse montante, teve que fazer uma dívida de 40 bilhões de dólares com o FMI.

RESERVAS MULTIPLICADAS

Depois, elas se multiplicaram para 358,816 bilhões de dólares em 2013, e para 369,803 bilhões de dólares, em dados de ontem, transformando o Brasil de devedor em credor, depois do pagamento da dívida com o FMI em 2005, e de emprestarmos dinheiro para a instituição, quando do pacote de ajuda à Grécia em 2008. E, também, no quarto maior credor individual externo dos EUA, segundo consta, para quem quiser conferir, do próprio site oficial do tesouro norte-americano.

O IED – Investimento Estrangeiro Direto, que foi de 16,590 bilhões de dólares, em 2002, no último ano do Governo Fernando Henrique Cardoso, também subiu mais de quase 400%, para 80,842 bilhões de dólares, em 2013, depois que o PT chegou ao poder, ainda segundo dados do Banco Mundial, passando de aproximadamente 175 bilhões de dólares nos anos FHC (mais ou menos 100 bilhões em venda de empresas nacionais) para 440 bilhões de dólares depois que o PT chegou ao poder.

DÍVIDA LÍQUIDA CAIU

A dívida pública líquida (o que o país deve, fora o que tem guardado no banco), que, apesar das privatizações, dobrou no Governo Fernando Henrique, para quase 60%, caiu para 35%, agora, 11 anos depois do PT chegar ao poder.

Quanto à questão fiscal, não custa nada lembrar que a média de déficit público, sem desvalorização cambial, dos anos FHC, foi de 5,53%, e com desvalorização cambial, de 6,59%, bem maior que os 3,13% da média dos anos que se seguiram à sua saída do poder; e que o superavit primário entre 1995 e 2002 foi de 1,5%, muito menor que os 2,98% da média de 2003 e 2013 – segundo Ipeadata e o Banco Central – nos governos do PT.

E, ao contrário do que muita gente pensa, o Brasil ocupa, hoje, apenas o quinquagésimo lugar do mundo, em dívida pública, em situação muito melhor do que os EUA, o Japão, a Zona do Euro, ou países como a Alemanha, a França, a Grã Bretanha – cujos jornais adoram ficar nos ditando regras e “conselhos” – ou o Canadá.

Também ao contrário do que muita gente pensa, a carga tributária no Brasil caiu ligeiramente, segundo Banco Mundial, de 2002, no final do governo FHC, para o último dado disponível, de dez anos depois, e não está entre aS primeiras do mundo, assim como a dívida externa, que caiu mais de 10 pontos percentuais nos últimos dez anos, e é a segunda mais baixa, depois da China, entre os países do G20.

Não dá, para, em perfeito juízo, acreditar que os advogados, economistas, empresários, jornalistas, empreendedores, funcionários públicos, majoritariamente formados na universidade, que bateram panelas contra Dilma em suas varandas, há poucos dias, acreditem mais nos boatos das redes sociais, do que no FMI e no Banco Mundial, organizações que podem ser taxadas de tudo, menos de terem sido “aparelhadas” pelo governo brasileiro e seus seguidores.

Considerando-se estas informações, que estão, há muito tempo, publicamente disponíveis na internet, o grande mistério da economia brasileira, nos últimos 12 anos, é saber em que dados tantos jornalistas, economistas, e “analistas”, ouvidos a todo momento, por jornais, emissoras de rádio e televisão, se basearam, antes e agora, para tirar, como se extrai um coelho da cartola – ou da “cachola” – o absurdo paradigma, que vêm defendendo há anos, de que o Governo Fernando Henrique foi um tremendo sucesso econômico, e de que deixou “de presente” para a administração seguinte, um país econômica e financeiramente bem sucedido.

Nefasto paradigma, este, que abriu caminho, pela repetição, para outra teoria tão frágil quanto mentirosa, na qual acreditam piamente muitos dos cidadãos que vão sair às ruas no próximo domingo: a de que o PT estaria, agora, jogando pela janela, essa – supostamente maravilhosa – “herança” de Fernando Henrique Cardoso, colocando em risco as conquistas de seu governo.

CEGOS E SURDOS

O pior cego é o que não quer ver, o pior surdo, o que não quer ouvir.

Está certo que não podemos ficar apenas olhando para o passado, que temos de enfrentar os desafios do presente, fruto de uma crise que é internacional, que faz com que estejamos crescendo pouco, embora haja diversos países ditos “desenvolvidos” que estejam muito mais endividados e crescendo menos do que nós.

Assim como também é verdade que esse governo não é perfeito, e que se cometeram vários erros na economia, que poderiam ter sido evitados, principalmente nos últimos anos.

Mas, pelo amor de Deus, não venham nos impingir nenhuma dessas duas fantasias, que estão empurrando muita gente a sair às ruas para se manifestar: nem Fernando Henrique salvou o Brasil, nem o PT está quebrando um país que em 2002, era a décima-quarta maior economia do mundo, e que hoje já ocupa o sétimo lugar.

64 thoughts on “A marcha dos insensatos e a sua primeira vítima, a verdade

  1. Ridículo. A Petrobras que já foi a 12.ª maior empresa do mundo, hoje ocupa a 132.ª colocação e se tornou a maior devedora do ‘praneta’. Para fazer alguma coisa é preciso roubar ?

    • pufalá em roubar…

      um alerta aos que vamos participar, amanhã – 15 DE MARÇO,

      das manifestações contra o ROUBO INSTITUCIONALIZADO:

      CUIDADO com os ‘infiltrados’; nossos pertences – especialmente

      carteiras e celulares correrão alto risco de afano !!!

    • Este senhor só faltou dizer que o PT descobriu o Brasil.
      FHC reestruturou o Brasil desindexou a economia e acabou com a correção e realimentação automática da inflação alem da mudança do modelo econômico de 66% estatal e 33% da iniciativa privada seria evidente que teria uma diminuição do PIB via recessão e controle da inflação.
      saneou os bancos públicos com a extinção dos bancos estaduais fonte alimentadora das dívidas dos estados sem controle e implantou a Lei de Responsabilidades Fiscal que o PT jogou no lixo e que os governadores com inspiração no governo federal também jogou no lixo.
      É Sr.Mauro Santyana só esqueceu de dizer que o abismo nos espera com as trapalhadas do PT e seus ministros que protagonizaram ontem permitindo que o dólar já valorizado lá fora se valorizou mais aqui dentro.

  2. A ‘verdade da Rede Goebbels :
    “Em 2013, a lista tinha oito empresas brasileiras. O Grupo Pão de Açúcar, que aparecia em 449º lugar, não foi citado neste ano.
    Várias empresas perderam posições em relação ao ano anterior: em 2013, o BB era 116º na lista; Bradesco, 168º; Vale, 210º; e Ultrapar, 420º. O JBS permaneceu na mesma posição. O Itaú, por sua vez, não estava no ranking, mas sua controladora, Itaúsa, aparecia em 366º lugar.

  3. Mais ‘verdades’ da rede Goebbels:
    “Quando comparado com a América Latina, a Petrobras (que também foi considerada por muito a maior empresa da região) cai para a quarta posição, devido à vice-liderança da America Movil do bilionário mexicano Carlos Slim, avaliado em US$ 77,5 bilhões (aproximadamente R$ 200,5 bilhões). O Itaú Unibanco cairia para terceiro e a Ambev continua na liderança.

    A avaliação em queda da estatal brasileira não para apenas nas finanças. A marca da empresa teve uma queda de 23%, segundo o ranking da Interbrand, principal avaliadora de marcas do mundo, algo em torno de R$ 2 bilhões entre 2013 e 2014.

    Com isso, a Petrobras saiu da 5ª para 7ª colocação entre as empresas brasileiras no ranking de branding.

  4. Santayana deve não ter lido a “excelente” frase do “jenio” Aeciom na convocação do povo para as ruas

    “”Aécio convoca manifestantes: ‘rua é do povo, como o céu é do avião'””

  5. Deve ser por isso que eles querem passeata, para assumirem o poder e trazer a divida que hoje é de 36% do PIB para os 60% da “aurea” epoca tucana. So ai eles levam 1/4 do PIB brasileiro. Foi assim que FHC fez desaparecer bilhoes de dolares aqui, que so agora começam a aparecer no Suissleaks

  6. Esses números que santayana coloca no seu discurso goebeliano são irrelevantes diante da realidade que ele quer distorcer.
    A realidade real é que o assalto da quadrilha à Petrobrás, a qual santayana é porta-voz, foi visível para toda a população. Sem falar naquilo que a deletéria presidente prometeu na campanha uma semana antes de ser eleita e quando o foi, fez o contrário. Isso são apenas 2 exemplos que indignam qualquer pessoa que não seja criminosa ou defensora de bandidos como é o caso de santayana.

  7. O artigo tem pontos positivos e negativos. Tudo que foi escrito em relação às questões da dívida pública, resultado fiscal, privatização (cuja justificativa era a de abater a dívida pública e ocorreu o contrário, a dívida pública dobrou como proporção do PIB), crescimento insuficiente da economia, regressão da renda per capita, taxas de juros escorchantes, a quebra do país em janeiro de 99 no que se refere ao período FHC entre 95 e 2002 é verdadeiro. Porém, não aponta com o devido destaque o controle da inflação que foi a maior conquista de FHC. Por outro lado é indulgente com o Governo Dilma, que cometeu vários erros de política econômica, principalmente a redução forçada das tarifas de energia, e uma redução dos juros feita de modo abrupto e quase que por decreto, além da política fiscal de desoneração tributária que não deu os resultados esperados, e agravou a situação fiscal. O parágrafo sobre a evolução do investimento externo estrangeiro ficou confuso. A questão da dívida líquida também não foi adequadamente analisada. Na verdade, a dívida líquida consiste nos débitos do setor público abatidos dos respectivos créditos. Essa relação ainda está satisfatória, mas sua consistência tem sido questionada porque do lado dos créditos tem uma grande dívida do BNDES com o Tesouro, ou seja, o Governo devendo ao próprio Governo, e isso abalou a credibilidade desse indicador. O mais correto agora é a utilização da dívida bruta, a qual está alta, em torno de 62% do PIB, nível só comparável ao da Índia, e acima dos níveis dos demais Brics, China, África do Sul e Rússia. Vale a pena ler os artigos de Paulo Nogueira Batista Júnior no Globo sobre dívida pública e sobre a coordenação que deve haver entre as políticas fiscal e monetária para que o país não entre numa recessão demasiadamente forte.

  8. Ola
    Mauro Santayana,vc esqueceu de dizer qual e adivida interna que o Brasil tem hoje,que ultrapassa 2 trilhoes de reais.
    Eque do jeito que vc descreveu,acima,o Brasil e um paraiso em quase tudo.So se for onde vc mora ou vc ganhe altos salarios as custas dos outros pobres assalariados.

  9. O autor, Mauro Santayana, esta tentando dar mais uma pedalada na economia para justificar os desvios feitos pelo PT.

    Só devido ao Petrolão, no Rio de Janeiro, 50.000 cidadãos de bem foram demitidos, até agora.

  10. Enfim, o comunistinha malandro quer mesmo é levar a discussão para um lado que não toque na quadrilha do PT, que é o verdadeiro alvo do protesto. Não caiam nesta. Esses números nada tem a ver com a realidade de hoje. O velho energúmeno busca mais uma vez FHC para arranjar desculpas para seu partido o PT como comparar algumas falhas de seu governo com alguns acertos em outros. Ora, cada caso é um caso e, só para lembrar, seu partido, a quadrilha do governo, foi contra o Plano real, que a equipe de FHC fez no governo Itamar.

  11. Em uns 3 meses o Brasil vai perder o grau de investimento, mais uma obra do PT
    “Rio de Janeiro – A dívida pública líquida brasileira poderá ir a 48,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 se as contas não forem ajustadas a partir do próximo governo, ameaçando o grau de investimento do Brasil obtido pelas principais agências de classificação de risco. No ano passado, a dívida fechou em 33,6% do PIB.

    O salto de mais de 10 pontos porcentuais será resultado da redução do superávit primário, o saldo positivo entre gastos e receitas do governo destinado ao pagamento de juros da dívida e foi estimado em estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) apresentado a técnicos e diretores do Banco Central (BC), em meados do mês passado e obtido pela reportagem.

    “O único cenário que garante a manutenção das notas do Brasil junto às agências de risco é uma mudança no rumo da política fiscal”, diz Gabriel Leal de Barros, pesquisador do Ibre/FGV e autor do estudo.

    Perder o grau de investimento teria um efeito prático: determinados investidores estrangeiros, como fundos soberanos e fundos de pensão, têm como política aplicar somente em ativos de países com grau de investimento. Em março, a Standard & Poor’s (S&P), uma das três agências globais, rebaixou a nota do Brasil, mas manteve o grau de investimento.

    Barros estimou o avanço da dívida pública segundo três cenários possíveis para os rumos das contas públicas: a manutenção da atual política, com uso de estratégias de “contabilidade criativa” e baixo superávit; um “ajuste modesto” e uma “mudança de rumo”.

  12. -FHC de novo???

    -Já pensou se até hoje os JAPONESES, ao invés de reconstruírem os país, ficassem remoendo o passado e culpando os Estados Unidos?
    -Caro Santayana, se o FHC destruiu o Brasil, será que nesses doze anos não deu para o PT fazer nada, além de ficar reclamando da escuridão???

    Abraços.

    (PS: Só lembrando: O governo anterior não foi o do FHC, foi o do Lula…)

    • Francisco
      Na veia!
      “-Caro Santayana, se o FHC destruiu o Brasil, será que nesses doze anos não deu para o PT fazer nada, além de ficar reclamando da escuridão???”
      Fizeram amigo. Além de não sair da escuridão (não sabem fazer nada direito), aprofundaram os problemas e promoveram o apagão total.

  13. Fonte: “Balanço crítico da economia brasileira nos governos do Partido dos Trabalhadores”

    Reinaldo Gonçalves

    12.5.2013

    3. Dinamismo econômico: renda e investimento
    No que se refere à evolução da economia brasileira encontra-se o argumento
    que “o decênio glorioso não surpreende mais o mundo” visto que “o Brasil se
    transformou em uma referência global a ser seguida” (PARTIDO DOS TRABALHADORES,
    2013, p. 19-20). Entretanto, a realidade é diametralmente oposta. O fraco
    desempenho dos governos petistas também é evidente quando se observam os
    padrões atuais de desempenho da economia mundial. Na Tabela 4 compara-se o
    crescimento do PIB brasileiro durante os governos petistas com a média simples e a
    mediana das taxas de crescimento de cada um dos 186 países que são membros do
    FMI e que formam painel representativo da economia mundial. Verifica-se que a taxa
    média durante os governos Lula e Dilma (3,6%) é menor do que a média simples (4,6%)
    e a mediana (4,4%) das taxas de crescimento dos 186 países do painel. 7

    Tabela 4
    Produto Interno Bruto e Investimento, Brasil e Mundo (média simples e mediana):
    2003-2014 (variação real do PIB e relação investimento/PIB) (%)
    PIB (variação %) Investimento / PIB (%)
    Brasil
    Posição
    do Brasil
    no rank
    mundial
    Brasil –
    Mundo
    (média
    simples)
    Brasil –
    Mundo
    (mediana) Brasil
    Posição
    do Brasil
    no rank
    mundial
    Brasil –
    Mundo
    (média
    simples)
    Brasil –
    Mundo
    (mediana)
    2003 1,1 153 -3,7 -3,4 15,8 145 -6,9 -5,4
    2004 5,7 73 -0,2 0,5 17,1 141 -6,2 -5,3
    2005 3,2 129 -2,4 -2,1 16,2 154 -8,0 -6,2
    2006 4,0 128 -2,1 -1,6 16,8 152 -7,6 -6,2
    2007 6,1 89 -0,1 0,1 18,3 144 -7,0 -5,4
    2008 5,2 76 0,3 0,2 20,7 123 -4,7 -3,3
    2009 -0,3 100 -0,4 -1,5 17,8 127 -5,2 -3,1
    2010 7,5 35 3,0 3,3 20,2 105 -3,2 -1,7
    2011 2,7 114 -1,2 -1,5 20,6 107 -2,9 -1,6
    2012 1,0 132 -3,2 -2,9 20,2 108 -3,6 -2,3
    2013 3,5 85 -1,2 -0,4 20,8 106 -3,2 -2,3
    2014 4,0 78 -0,3 0,0 21,2 105 -2,9 -2,0
    Média
    2003-14 3,6 99 -1,0 -0,8 18,8 126 -5,1 -3,7
    Fonte: FMI. Base de dados para 186 países. Elaboração do autor.
    Notas: Dados para 2012-2014 são estimativas e projeções do FMI. A posição do Brasil corresponde à ordenação dos países do
    painel em ordem decrescente. No que se refere ao investimento os dados para 2012-2014 são de 170 países que têm dados para
    todos os anos.

    7
    Consideram-se as estimativas e projeções do FMI para os 2 últimos anos do governo Dilma.
    0
    Nos doze anos analisados, a taxa de crescimento econômico brasileiro é menor
    do que a média simples e a mediana da economia mundial em dez e sete anos,
    respectivamente. O fraco desempenho da economia brasileira também é informado
    pela posição do Brasil no rank mundial segundo a taxa de variação do PIB, em ordem
    decrescente. A média e a mediana das posições do Brasil são 99 e 95,
    respectivamente. Considerando o painel do FMI (186 países), constata-se que mais da
    metade dos países tiveram melhor desempenho que o Brasil no período dos governos
    petistas.
    O fraco desempenho do crescimento econômico durante os governos petistas
    está diretamente associado às baixas taxas de investimento da economia brasileira. No
    período 2003-14 a taxa média de investimento do Brasil é 18,8% enquanto a média e a
    mediana do painel do FMI são 23,9% e 22,5%, respectivamente. De fato, a economia
    brasileira apresenta uma das mais baixas taxas de investimento do mundo. No painel
    de 170 países (ordem decrescente) o Brasil ocupa a 126ª posição (média para o
    período 2003-14). Vale destacar que estas diferenças são muito significativas – a média
    mundial é quase 30% maior que a taxa brasileira. E, ademais, vale destacar que a taxa
    de investimento do Brasil é menor do que a média e a mediana mundiais em todos os
    anos de governo petista.
    4. Estabilização macroeconômica: inflação e contas externas
    Durante os governos petistas a taxa média de inflação no Brasil é 6,1% (preços
    ao consumidor), enquanto a média mundial é 6,0% (Tabela 5). Esta taxa é ligeiramente
    maior do que a média simples (6,0%) das taxas de países do painel do FMI e muito
    maior do que a mediana (4,4%) das taxas destes países. A taxa de inflação no Brasil é
    maior do que média mundial em seis anos e maior do que a mediana mundial em nove
    anos.
    O fraco desempenho também é revelado nas contas externas, como mostra a
    Tabela 5. Em todos os anos do período 2003-14 as comparações internacionais
    informam que a situação das contas externas do Brasil é mais favorável (ou menos
    desfavorável) que aquela informada pela média e mediana do mundo. Entretanto, o
    saldo da conta corrente do balanço de pagamentos passa do superávit de R$ 4 bilhões
    em 2003 para déficit de US$ 24 bilhões em 2009, e cresce continuamente deste então.
    1
    Estimativas do FMI indicam que o déficit chega a US$ 88 bilhões em 2014, último ano
    do governo Dilma. Na realidade, durante este governo o déficit também deve crescer
    continuamente quando medido como proporção do PIB. Quando Lula toma posse a
    relação saldo das contas externas / PIB é 0,8%, quando Dilma sair esta relação chegará
    a -3,3% do PIB. Evidência conclusiva de deterioração das contas externas durante os
    governos petistas.

  14. O que este articulista fala de merda, na tentativa de propagandear o governo petista que ele defende é de uma estupidez irremediável.

    O imbecil pensa que todos carregam o seu nível de boçalidade. A culpa é da mídia que lhe dá espaço.

    Impressionante!

    Não devemos nadica de nada ao Lula em relação a formação de nossas reservas internacionais, devemos, isto sim, à nossa estabilidade monetária, à sinergia econômica dada ao país pelas privatizações ocorridas anteriormente e, principalmente, aos bons preços e à massiva demanda por nossas commodities.

    O fato de FHC ter tido a necessidade de recorrer ao FMI se deu por conta de uma conjuntura econômica ocorrida em 1999 com a fuga de capitais de todas as economias emergentes – entre elas a do Brasil – em direção aos rendimentos dos títulos norte americanos. Conjuntura negativa esta corroborada pelos seguidos déficits na Balança Comercial ocasionados por conta da necessária política de paridade do Real com o Dólar na busca da estabilização da nova moeda.

    O que este imbecil do Santayana não sabe, é que o empréstimo junto ao FMI serviu para estabilizar a economia, inclusive, no início do governo do débil mental do Lula, seu ídolo.

    O que este imbecil do Santayana também desconhece é que, neste exato momento, se houver – pelas agências de classificação de risco -, o rebaixamento do nível de investimento da economia brasileira para nível especulativo, as nossas tão decantadas reservas virarão pó em poucos meses nos forçando a recorrermos novamente ao FMI.

    E tudo isso pelo descontrole fiscal que este governo gerido por uma débil mental e seu ministro irresponsável Mantega ocasionaram.

    Vemos assim que o articulista além de débil mental é, também, bastante audacioso nas acusações que faz.

    Tudo isso regrado por sua presunção; por imaginar que as pessoas carregam os limites de sua própria boçalidade.

    Outra coisa: não se mede o endividamento público pela dívida líquida e sim pela endividamento bruto. É simples sua anta: os juros incorridos sobre o que você deve no banco não dependem do valor que você mantém na carteira para lhe custear o dia-a-dia. Ou o banco, antes de lhe debitar os juros sobre a sua dívida lhe pergunta quanto você tem na carteira?

  15. x
    x
    x
    x

    A carga tributária aumentou, sua anta. Discuta isso com o IBPT, com a Receita Federal, mula manca!

    EVOLUÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA DE SARNEY A DILMA

    —————————————————————————————————————-
    GOVERNO……..PERÍODO………CARGA TRIBUTÁRIA/PIB……………..CRESCIMENTO
    —————————————————————————————————————–
    SARNEY………..1986/1989……….DE 22,39% a 22,16%………………………..-0,23%
    COLLOR………..1990/1992……….DE 22,16 a 25,38%…………………………..3,22%
    ITAMAR……….1993/1994………..DE 25,38% a 28,61%………………………..3,23%
    FHC……………..1995/2002……….DE 28,61% a 32,64%…………………………4,03%
    LULA……………2003/2010……….DE 32,64% a 34,22%…………………………1,58%
    DILMA…………2011/2013……….DE 34,22% a 36,42%…………………………..2,2%
    —————————————————————————————————————–
    TOTAL…………1986/2013……….DE 22,39% a 36,42%………………………..14,03%

    Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT)

    • E a carga tributária vai aumentar ainda mais com as atualizações que este governo está procedendo neste ano.

      Vamos aguardar o fim dos ajustes para medir a nova carga tributária em função do PIB.

    • Por falar em anta a carga tributaria bateu o recorde de aumento no gverno de FHC, que se usarms os parametros corretos comparando com o aumento n gverno Itamar vems que o caso to giverno de FHC aumentou em ma s de 15% conforme o grafico do Wagner, bateu recorde de aumento de impostos na historia da Republica o governo do larapio FHC e mesmo assim a divida saltou de 42% do governo Itamar para 61% do governo malandro henrique cardoso

  16. Sr. Santayana, explique uma coisa:
    Se o PIB brasileiro em 2002 era de US$ 504 bilhões e pulou para US$ 2,3 trilhões em 2013, isso significa um crescimento médio anual de 14,8% em US$ nesses 11 anos. É isso mesmo?

  17. O autor é mais um ENGANADOR PETRALHA.

    VEJAMOS O PIB DA RUSSIA.

    EM 2003, O PIB DA RUSSIA ERA 430 BILHOES DE DOLARES
    Em 2012, NA MESMA RUSSIA O PIB CHEGOU A 2 TRILHOES E 30 BILHOES DE DOLARES.

    Fonte
    http://pt.kushnirs.org/macroeconomia/gdp/gdp_russia.html

    Santa y Ana sabe MAS ESCONDE
    O Brasil, assim como a Russia e muitos outros países foi beneficiado
    pelo BOOM NA ECONOMIA MUNDIAL que aconteceu durante
    os 8 anos do governo do FARSANTE LULLA DA SILVA.

  18. Outra coisa, o Investimento Estrangeiro Direto (IED), nunca foi a US$80,842 bilhões. Que mentira dos diabos!

    Em 2013 o IED foi de US$63,0 bilhões. Em 2014 foi de US$62,5 bilhões e a propensão é cair daqui para a frente já que os fundamentos da economia foram todos deteriorados por este governo corrupto e corruptor.

    Todo o trabalho de arrumação que Itamar e FHC fizeram em nossa economia e nós – brasileiros – tivemos de suportar, está sendo jogado na latrina, pelo que estamos e haveremos de pagar por gente boçal como esta que este articulista irresponsável defende.

    Ora, vá te catar!

  19. Não tenho nenhuma admiração pelo FHC muito menos pelo Lula e Dilma. dos três
    o único que recebeu meu voto foi o Lula em sua primeira eleição. Nunca mais.
    A única defesa dos petistas, pela destruição da Petrobrás, pela corrupção endêmica
    e por ter levado o país ao caos é comparar com governo anterior.
    Não cabe comparação entre o governo do FHC e do PT, são épocas, economia, inflação
    diferentes. FHC. pegou o país com uma inflação de quase 1000%, que os governos anteriores
    não conseguiram debelar, Sarney com Plano Cruzado, Collor com o confisco da poupança,
    Era uma situação difícil e complicada. Mesmo com todos os erros de FHC, conseguiu com o Plano real, a responsabilidade fiscal reorganizar a economia. O resultado do trabalho de FHC, viria
    a seguir, (depois da tempestade a bonança) Qualquer governo depende da gestão do governo anterior.
    Lula, é um sortudo, como não tinha projeto de governo, deu continuidade ao do FHC, até o Presidente
    do Banco Central foi do PSDB, além de pegar a casa arrumada a economia mundial ia bem, com países
    com o PIB crescente, inclusive os da América do Sul. Lula viajou em céu de Brigadeiro.
    SE houvesse honestidade os petistas deviriam agradecer ao FHC.
    Não há defesa para o PT, cabe apenas a desculpa pela mentiras, pelas propagandas enganosas e pela
    corrupção institucionaliza

  20. A nefasta condição de santayana é de fácil percepção. Ele nunca passou fome, sempre morou bem, etc. Sempre viveu bem.
    Nunca sofreu na carne aquilo que os oprimidos políticos ou os miseráveis sentem. Ou seja , ele só vê o mundo de cima.
    Fez parte da burocracia comunista em país da cortina de ferro, em que, como se sabe, viviam como nobres.
    Por essas e outras, insensível ao que vive realmente o povo, ele acaba mesmo nessa de achar que comunismo no dos outros é refresco.

    • Quer dizer, Mauro Júlio, que o Mauro Santayana nunca passou fome? Quem disse isso a você? Você conhece a biografia dele? É íntimo de sala e cozinha ? Ou está apenas asnando como costuma fazer ? Gostaria de aber em que informações voc~e se baseia para dizer que Mauro Santayana nunca pasou fome. Você poderia citá-las, por favor ?

  21. Os post do Mauro Santayana e Pedro do Couto “salva” o blog das pasmaceiras fascitóides que vicejam por aqui… Vendo os “comentários”da malta pavloviana a salivar, concluo que o CN é mesmo um blogueiro sádico: primeiro “alimenta” a malta com exame de textos anti Dilma e depois posta uns poucos textos sérios e sensatos, tais os ilustres jornalistas citados…. é por isso que o reacionário empedernido Nelson Rodrigues quase ao fim da vida teve que ser curvar as evidências dos fatos, não só a unanimidade é burra, a direita brasileira, também. Amanhã quanto quantos paneleiros irão às ruas “salvar” o Brasil? Ontem em Brasília houve uma manifestação (ato público) oito ínclitos abestalhados pela “mídia golpistas”, não obtiveram o “quantum” para a “passeata”…. depois entraram em sete carros para uma carreata…

  22. Em tempo: uma perguntinha básica… amanhã dia 15/03 – a malta pavloviana (direitistas ou “adireitados”?) que vociferam aqui, irão em bloco para a manifestação na zona sul carioca? Sugestão: vistam camisetas estampadas com os dizeres “somos a malta pavloviana fomentada pelo cético CN”. Façam selfies.

  23. O petralha mauro santayana deve estar com medo de perder a sua boquinha, que deve ser muito rica. Lembra-me a história do menino do interior que foi servir ao exercito nacional (não o do stedile). no 7 de setembro participou do desfile comemorativo. seus pais estavam assistindo e não se contiveram, exclamando: olhem, nosso filho é o único com o passo certo. Assim é o comentário do petralha MS.

    • Cuidado amigo, já alertei aqui, como advogado, que estou colecionando prints de acusações falsas sobre o Mauro Santayana, de quem sou admirador e amigo. Dou um doce para quem conseguir provar que ele recebe dinheiro do PT, ou agente da KGB, e vou processar quem afirmar isso sem provas. O seu post, com print, já foi arquivado na pasta.

  24. Gladiadores que se sangram por nada: tanto no governo do PSDB quanto do PT imensuráveis somas de dinheiro foram surrupiadas do povo e mesmo que um terceiro eixo político por ventura assuma o governo vai ser mais do mesmo de novo.

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