A minissaia, o minibom-senso, a miniuniversidade

Todos querem reprimir. Deve ser um dos prazeres da ocupação do Poder. Seja de onde for ou de onde viesse. Não se restringe apenas à palavra falada ou escrita, se proíbe até a liberdade ou a liberalidade do tamanho da roupa.

Em 1930, na minirrevolução (que era mais um golpe dentro da República), Batista Luzardo veio dos Pampas, nomeado Chefe de Polícia do então Distrito Federal. Na ânsia e na angústia de aparecer, PROIBIU tudo.

Numa cidade cheia de praias, não permitia que alguém fosse à praia sem camisa, (as mulheres tinham de ir de vestido, na praia vestiam a roupa permitida), não se podia ir de carro às praias, dirigindo sem camisa.

Acabou demitido. E 30 anos depois, brigando com ele, Carlos Lacerda sugeriu: “Devemos levantar para Batista Luzardo, uma estátua eqüestre, metade cavalo e a outra metade também.

Muitos anos depois, na nada ensolarada Londres, as mulheres começaram a encurtar as roupas, libertação geral, que se chamou de minissaia. Surgia a Era Mary Quant. As mulheres adoraram, a nova roupa logo consagrada. E a inventora ou libertadora, recebeu das mãos da Rainha da Inglaterra, o título mais cobiçado (Dama).

E não se pode “acusar” a Rainha (a mesma até hoje) de progressista ou de revolucionária.

Agora, São Bernardo do Campo, (onde Lula irá morar se algum dia deixar o Poder) reivindica o título, a condição e a identificação de a miniuniversidade mais retrógrada do país e do mundo. (Como pai do retrocesso, FHC já está sendo citado para ser homenageado lá).

E como os antiprogressistas e reacionários representam multidões, essa miniuniversidade não demora e não terá lugar para mais ninguém. Geisy Arruda, sem perceber, estava fazendo a fortuna, a felicidade e a glória da miniuniversidade e seu expulsador maior, Heitor Punk Pinto Filho.

Hoje, como pretendia, minicelebridade. Que tal levantar para ele a estátua eqüestre que Lacerda sugeriu para Luzardo?

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